FÉ
-
Renovação.
Parece que algo ligado à fé será um acontecimento inevitável; simples
questão de tempo. Basta uma crença verdadeira com base em autêntica e
esp...
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018
Última carta
Quando me disseram conhece a ti mesmo, não esparava encontrar tanto de outra pessoa naquele lugar, nem que esta estrada desse num poço sem mim.
No lusco-fusco do horizonte, sem a negra íris ou o arco-e-flecha, fui me despossuindo até deixar de ser meu, até que o conteúdo permanecesse apenas na entrega.
Teu nome de intensidade absorveu-me a inconstância. Passei a viver, eu também, fora daqui - na tua carne, tua fala e teus cabelos.
https://poesiaincidente.blogspot.com.br/
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
TRANSFIGURAÇÃO RETICENTE
Por que existe melancolia?
Céus!
Que palavra que diz o que quer dizer,
com tanto de si mesma!
No fundo da mais funda fantasia
há uma verdade encoberta
que nos excita e nos perturba.
Tentei fugir de mim mesmo quando estive sozinho.
Agora choro,
pensando num truque velho
para velar meus olhos.
Perdi a noção do tempo
enquanto estava perto de ti.
Num canto do coração
um menino sentado observa
as lágrimas rolando dos olhos.
Vai acolhendo uma a uma,
a cada uma denominando emoção.
E... descobre mais emoção.
Emoção é um frio na espinha.
Emoção é uma lágrima da memória.
Emoção é um sorriso amigo,
um piscar de olhos,
um afago de mão.
Emoção é o sol poente,
um bicho voando,
um aperto no coração.
Emoção é a saudade rápida
de um relâmpago bom.
Emoção é a luz de uma alma
e o carinho do som;
do som da voz amiga,
do brilho nos olhos
e do beijo, então...
Do suspiro roubado,
de eu ter perdido a noção...
P/ BSF
[Adhemar - Pedro Juan Caballero, 27/07/1987; São Paulo, 31/07/1987]
Céus!
Que palavra que diz o que quer dizer,
com tanto de si mesma!
No fundo da mais funda fantasia
há uma verdade encoberta
que nos excita e nos perturba.
Tentei fugir de mim mesmo quando estive sozinho.
Agora choro,
pensando num truque velho
para velar meus olhos.
Perdi a noção do tempo
enquanto estava perto de ti.
Num canto do coração
um menino sentado observa
as lágrimas rolando dos olhos.
Vai acolhendo uma a uma,
a cada uma denominando emoção.
E... descobre mais emoção.
Emoção é um frio na espinha.
Emoção é uma lágrima da memória.
Emoção é um sorriso amigo,
um piscar de olhos,
um afago de mão.
Emoção é o sol poente,
um bicho voando,
um aperto no coração.
Emoção é a saudade rápida
de um relâmpago bom.
Emoção é a luz de uma alma
e o carinho do som;
do som da voz amiga,
do brilho nos olhos
e do beijo, então...
Do suspiro roubado,
de eu ter perdido a noção...
P/ BSF
[Adhemar - Pedro Juan Caballero, 27/07/1987; São Paulo, 31/07/1987]
terça-feira, 26 de dezembro de 2017
Slow but live
O tempo fora preciso.
Os Versos, on line, escassos,
Arredios, mas sempre livres.
Os signos?
Imagens
Rodam
Rodam
Rodam…
E…Retornan
Ao retorno
Do retorno.
Eis-me aqui!
Os Versos, on line, escassos,
Arredios, mas sempre livres.
Os signos?
Imagens
Rodam
Rodam
Rodam…
E…Retornan
Ao retorno
Do retorno.
Eis-me aqui!
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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
"RE-CICLO"
"Dentro da névoa"
https://pixabay.com (intographics)
Vem lá de dentro
uma coisa indefinida
Sai de qualquer jeito
diz adeus
Não acena
nem olha nos olhos
diz adeus
e sai de cena
Mergulha sobre si mesma
rumo ao desconhecido
Nada de despedida
nem um papel
Vem lá de dentro
um vazio indefinido
que a coisa deixou lá
sem oi
Não há substituição
Não há matéria mais
nem alma nem condição
nem dica do que virá
Vem lá de dentro
um vazio invisível
que gesta outra coisa
pra se despedir
É preciso vir de fora a semente
silenciar
recomeçar
até tudo se repetir...
[Adhemar - São Paulo, 24/05/2014]
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
METÁFORAS
Metáforas.
Fortes ou fracas.
Sutis, felizes ou opacas.
Explícitas, compactas.
Moeda de troca dos poetas.
Firmes.
Terríveis.
Incompletas.
Metáforas.
Bases de sonhos.
Operações delicadas.
Claras, inteligíveis, simpáticas.
Matemáticas.
Resumidas, práticas.
Metafóricas.
Sinceras.
Erráticas.
Metáforas.
Absurdas, enigmáticas...
Frutos ou sementes?
Promissoras.
Misteriosas.
Emblemáticas.
Metáforas.
Licenças poéticas,
sentidos adormecidos.
Simplificadas ou dialéticas.
Preferenciais ou sorumbáticas.
Paralelas.
Incorrigíveis.
Performáticas...[Adhemar - São Paulo, 04/08/2017]
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
PATIFARIA MALANDRA
A segunda parte do fato repetido. A traição da lembrança, o abandono. O raio que rompe o silêncio, o grito que causa o brilho. Estranho sentimento. A rima implícita no pensar. Escorre um líquido no peito, um pronto desaparece. A oração fora do modelo, a forma dentro dos ideais. O meio comporta o morto, aqui jaz um alienado. O fim nunca se justifica, nada há para explicar. O mau tempo alimenta, o medo é que faz diferença.
Uma grande fechadura encerra mistério e arte. Curiosidade inerte, aflita e angustiada. Não dá pra rir dessa interferência. Mão levantada na plateia, anel brilhante. O reflexo que se mostra na pupila às vezes some. Roubar o mosquito da teia. A fome da aranha. Aprofundar o conhecimento. Encalhar. Braços abertos em cruz, nada de nadar. O fato elegante. A roupa da missa. A lista. O acréscimo da frase. O que significa. A relatividade do tempo. O vaso vazio. A carga caída, a mula empacada. Receita de bolo. Um ovo.
A terceira parte do fato repetido. Trovões e tempestade. Um ritual pagão e a festa religiosa. Crença exposta. Tantas afirmativas sem perguntas, filosofias utópicas. Onde o mundo faz a curva, o horizonte entorta. A cabeça vai cheia de respostas.
As infinitas partes do fato que não se acaba; que vira notícia, novela ou conto. Pode ser mentira, romance, calçada. Pode ser uma fama fria ou só um grande tanto de palavras sem nenhum significado. Querendo dizer nada. Ou querendo dizer: nada!
[Adhemar - São Paulo, 09 a 30/10/2017]
quinta-feira, 7 de setembro de 2017
APOSTAS FEITAS...
Olhares diretos,
pensares enviesados.
Cartas distribuídas,
blefe na mesa.
Risos forçados.
Ar de fumaça e álcool.
De repente, um tiro!
Música parada,
uma cadeira caída;
silêncio e escuridão.
[Adhemar - São Paulo, 31/07/2008]
quarta-feira, 23 de agosto de 2017
Ruas de Exu
Estou na
rua perdida.
Rua que
encontro ao adentrar
O beco
escuro depois da encruzilhada.
O povo
da rua confabula.
Encostado
em um poste
Diante
do despacho,
Recebo
de bom grado
Champagne
et poulet.
Piquenique
suburbano.
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sábado, 19 de agosto de 2017
o negro dos olhos
Tão olhos eram teus negros
Que me arrastavam de mim
E perpassavam os fios dos
Ruivos nos vãos do jardim.
Quão pele a alva e macia;
Tenso, mordia teu cetim.
Voraz língua da saliva.
Toda terra não havia
Juro, nada doce assim.
visite poesiaincidente.blogspot.com
Que me arrastavam de mim
E perpassavam os fios dos
Ruivos nos vãos do jardim.
Quão pele a alva e macia;
Tenso, mordia teu cetim.
Voraz língua da saliva.
Toda terra não havia
Juro, nada doce assim.
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sexta-feira, 4 de agosto de 2017
SUCEDÂNEO
Vento brando
espalhando palavras
refrescando
Sol amigo
trigo dourando
pão garantido
Céu azulando
emoldurando tudo
desmaiando
A noite vem
A noite deita
Anoitecendo...
[Adhemar - São Paulo, 04/08/2015]
terça-feira, 1 de agosto de 2017
QUERIDOS
Tudo o que eu não sei me pesa,
me afronta, não basta.
Queria eu não saber mais coisas.
Quisera eu vasculhar baús,
revolver mistérios.
Atrair tons sérios de cores neutras.
Quisera noutras vasculhar os cérebros.
Os mais célebres, por certo,
ou os mais por perto.
Quisera eu perturbar espíritos,
vislumbrar auras,
declamar versículos...
Queria eu escrever artigos
ou apreender amigos
e queimar uns livros...
Tudo o que eu não sei me enche
de uma clara ignorância calma;
e para tudo o mais que eu não sei
eu bato palmas...
[Adhemar - São Paulo, 06/07/2014]
me afronta, não basta.
Queria eu não saber mais coisas.
Quisera eu vasculhar baús,
revolver mistérios.
Atrair tons sérios de cores neutras.
Quisera noutras vasculhar os cérebros.
Os mais célebres, por certo,
ou os mais por perto.
Quisera eu perturbar espíritos,
vislumbrar auras,
declamar versículos...
Queria eu escrever artigos
ou apreender amigos
e queimar uns livros...
Tudo o que eu não sei me enche
de uma clara ignorância calma;
e para tudo o mais que eu não sei
eu bato palmas...
[Adhemar - São Paulo, 06/07/2014]
quinta-feira, 22 de junho de 2017
DESINTEGRAÇÃO
Depois de se perder, fragmentar
Não se achar
Desiludir da unidade esquecida
substituída
Remendos impossíveis
Transformar em outra coisa;
ainda que indesejada
sucumbir...
Morrer dentro de si mesmo,
insepulto
Engolir o insulto
Procurar-se nos resíduos
sem saber mais o que são
(ou o que foram)
Contemplar dilacerado as cinzas
os coringas
Braços abertos, mangas expostas,
respostas
A transparência invadindo
o que éramos sumindo
Ainda vivos
sem voz audível
Dados como mortos
num enterro impossível.
[Adhemar - Santo André, 13/08/2014]
Não se achar
Desiludir da unidade esquecida
substituída
Remendos impossíveis
Transformar em outra coisa;
ainda que indesejada
sucumbir...
Morrer dentro de si mesmo,
insepulto
Engolir o insulto
Procurar-se nos resíduos
sem saber mais o que são
(ou o que foram)
Contemplar dilacerado as cinzas
os coringas
Braços abertos, mangas expostas,
respostas
A transparência invadindo
o que éramos sumindo
Ainda vivos
sem voz audível
Dados como mortos
num enterro impossível.
[Adhemar - Santo André, 13/08/2014]
quarta-feira, 21 de junho de 2017
Surrealismo
Aquele diz que molhou a mão do presidente
Este, em defesa, diz que o outro é ladrão
Portanto, eu acho que nenhum deles mente
Por isso, fica claro que ambos têm razão.
Pois a canalhice na política impera
E, ao longo da República assim tem sido
Aquele que roubou pouco, morreu, já era!
O Brasil hoje: valhacouto de bandido.
E temos, Temer versus Joesley Batista
Os quais a pouco tempo tinham confraria
Que roubavam nosso erário sem dar na vista.
Agora na mira da justa, quem diria!
Parece até coisa de comuna fascista!
Fora da vida real, uma fantasia!
sábado, 17 de junho de 2017
It's the quiet before the madness
Não seria a loucura um chamado?
Sobre a cama, mergulhado no sol da manhã.
Particulas de poeira, incontroláveis,
flutuando sobre a minha cabeça.
Talvez o desencontro entre as palvras e as coisas,
quando não sabemos quem chamar de quê.
Antes do movimento, o raciocínio em si,
A lembrança de um toque no seu nariz,
De uma lingua no meu lábio inferior.
E toda o desorganização resultante.
Mais do que a ação impetuosa,
O chamado...
De me precipitar no abismo
Dos seus negros olhos.
O silêncio anterior à loucura não seria
Já o próprio desatino?
poesiaincidente.blogspot.com
Sobre a cama, mergulhado no sol da manhã.
Particulas de poeira, incontroláveis,
flutuando sobre a minha cabeça.
Talvez o desencontro entre as palvras e as coisas,
quando não sabemos quem chamar de quê.
Antes do movimento, o raciocínio em si,
A lembrança de um toque no seu nariz,
De uma lingua no meu lábio inferior.
E toda o desorganização resultante.
Mais do que a ação impetuosa,
O chamado...
De me precipitar no abismo
Dos seus negros olhos.
O silêncio anterior à loucura não seria
Já o próprio desatino?
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segunda-feira, 12 de junho de 2017
Lembrança furta-cor - por - Kbçapoeta
Conheço diversas cores
Brilhantes e opacas.
Cores amarelas com calor de vermelhas.
Cinzas com gosto de laranjas,
Brancas com cheiro de rosas.
Nesse dia diorama
Sorvi do cálice,
Calado,
O gosto imagético pigmentado.
Desde então
Desconheço
O roxo escuro do olhar.
O breu do esquecimento
Tirou-me a íris da memória.
Visitem Kbçapoeta
sábado, 3 de junho de 2017
segunda-feira, 15 de maio de 2017
BANDAGENS
A operação que devia salvar o BRASIL
é a operação lava CHATO
Devia lavar os levianos,
os insanos,
os despóticos,
os psicóticos anti-tudo social
os anti povo...
A operação lava CHATO não transformaria em herói
o perseguidor implacável do ídolo verdadeiro
que, mesmo com pés de barro,
olhou pra baixo,
para os mais simples brasileiros.
A operação lava CHATO trataria todos como iguais
e poria a ferros todos os bunda-suja bucaneiros
e devolveria o poder de direito
a quem o mereceu mais
pelo voto popular.
Se as pessoas batessem panelas por isso,
a operação lava CHATO seria boa demais.
Adhemar - São Paulo, 15/05/2017
é a operação lava CHATO
Devia lavar os levianos,
os insanos,
os despóticos,
os psicóticos anti-tudo social
os anti povo...
A operação lava CHATO não transformaria em herói
o perseguidor implacável do ídolo verdadeiro
que, mesmo com pés de barro,
olhou pra baixo,
para os mais simples brasileiros.
A operação lava CHATO trataria todos como iguais
e poria a ferros todos os bunda-suja bucaneiros
e devolveria o poder de direito
a quem o mereceu mais
pelo voto popular.
Se as pessoas batessem panelas por isso,
a operação lava CHATO seria boa demais.
Adhemar - São Paulo, 15/05/2017
VISADAS
Espaço organizado
arte pichada em muro
desenho claro
fundo escuro
Urbano caos
lógica deslocada
fundo do poço fundo
balde mergulhado
Transtornado entorno conturbado
desordem arrumada
mapa do mundo
festa programada
Entendimento pressuposto
traço torto
torto risco traçado
morto posto tracejado
Ansiedade acima do limite
abraçado pensamento abstrato
espaço prato
arroz jantado...
[Adhemar - São Paulo, 12/05/2014]
arte pichada em muro
desenho claro
fundo escuro
Urbano caos
lógica deslocada
fundo do poço fundo
balde mergulhado
Transtornado entorno conturbado
desordem arrumada
mapa do mundo
festa programada
Entendimento pressuposto
traço torto
torto risco traçado
morto posto tracejado
Ansiedade acima do limite
abraçado pensamento abstrato
espaço prato
arroz jantado...
[Adhemar - São Paulo, 12/05/2014]
Consonant sounds - por - Kbçapoeta
Melhor
Uma bela palavra,
Molha a boca.
Hibrida.
Água para o sedento.
Mata a sede pela saliva deliciosa de seus dígrafos.
Sopa de fonemas,
Canções consonantais.
Consoantes letras em meu caminho…
Visitem Kbçapoeta
quinta-feira, 27 de abril de 2017
A casa grande persegue Lula e o povo sofre o golpe (BRASIL QUEIMA) - por - Kbçapoeta
Assisto um golpe em
curso que não cessará sua sanha por poder e destruição do povo.
CLT, SUS, INSS e o que mais houver com vontade social será
devorado pelo monstro
Insaciável.
Atônitos, lenientes, ignorantes e impotentes assistimos o
monstro vencer, destruir, devorar e
Gargalhar.
Globotizados
cospem xingamentos e o ódio irradiado por fricção atômica atinge tudo e a
Todos.
Não há mais pessoas, vejo apenas andrajos entrecortados por
gritos de horror e de
Torpor.
Visitem Kbçapoeta
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