SOUVENIR
-
*De tanto ficar deitado*
*o corpo todo doeu*
*De tanto desencontrar*
*o que se devia falar se escreveu*
*Mal entendido*
*quanto mais explicado*
*mais confun...
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
LIBELO-por-Kbçapoeta
A tristeza se torna suportável
O erro feito ficara irreparável
Arrependimento, gesto provável
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
O VENTO SOPRA-por-Kbçapoeta
Os livros ao lado,
Dentro de mim,
Ninguém pode me roubar.
Fico a mercê
Do acaso
Onde o vento sopra.
O destino que indica o que não sei,
A não ser
Aquele lugar
No meu peito
O músculo rudimentar
Como rocha.
A pedra angular
Que se faz tropeço
Quando acaba o amor.
Visitem Kbçapoeta
domingo, 4 de outubro de 2015
MOCHILA
Quebrei da canção um retrato
guardei um caco de saudade
quebrei um vaso de eternidade
um desastrado
Cortei a mão em vários rasgos
grudei um esparadrapo
quebrei mentiras em vários papos
molho tabasco
Dividi o amor, vários pedaços
mas não dei tudo, só fiapos
costurei mal cobras e sapos
apaguei rastros
Quebrei a cara, o peito, os braços
não emendei nem tratei
corri com pernas pra que não sei
fracos traços
Tracei rotas que não percorri
escolhi caminhos percalços
me expus à chuva, ao sol, aos mormaços
o que sequei, escorri
Guardei na sacola lembranças
da mochila que perdi
cheia das bobagens que sofri
fantasiosas e falsas
como esperança sem alças...
[Adhemar - Santo André, 13/08/2014]
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
TERRAS ESTRANHAS-por-Kbçapoeta
Tomo posse em terras estranhas
De uma vida quase pregressa
Sinônimo de vencer vales e montes
Outras vidas, outras eras.
Sentir o meu ser constante
Sangue percorre por minhas veias.
Não temendo ser distante,
Entrelaço-me em outras teias.
Exilado por motivos outros
Confecciono minha dialética.
Um caminho reto pelo torto.
Desacreditado da vulgar estética.
Sentir o coração pulsante,
Sistólise de muitas quimeras.
Meu peito preso em flagrante
Amando aquela que não me quisera.
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
Cheers!
Alguns anos atrás dava meus primeiros passos na arte da escrita e na experiência da poesia... Alguns anos atrás, frequentar e divulgar minhas invenções no Duelos me deu novos fôlegos... Sumi, não nego. Mas com orgulho e prazer, desejo de coração compartilhar esse momento especial: o lançamento de meu livro. Ainda que muitos dos que me liam ou leem no Duelos não poderão estar aqui em minha cidade à época da festa, agradeço por somente dar alguns instantes de atenção ao meu convite e que por acreditar que acreditar é possível e necessário. Beijos a todos :*
segunda-feira, 20 de julho de 2015
Círculo da infância
Carrossel!
Escarcéu de luzes,
Risos pós lágrimas,
Quem não viver
nesta fica
pra outra rodada.
É cavalo
Cavalão
Cavalinho
Sobe e desce
Charrete
Carrinho.
Flash de pai,
Grito de vó,
Mão na mão
da mãe
do menino.
Gira o verde
A vermelha
O laranja
A amarela
O Pequeno Príncipe
A Hello Kitty.
Carrossel!
Gira no parque,
na praça.
Gira na feira,
no centro
no interior
(de mim).
Felicidade,
que há longa data
Gira
este pouco tempo.
Fênix_K!
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...
domingo, 19 de julho de 2015
TEMPO!
O tempo passou.
E, de repente, o tempo passou.
Passou como passa o tempo,
ocupado passatempo
do que passa passando,
matando, esgotando o tempo.
Aí, chamei uns amigos.
Gente boa, atilada.
- Vamos estancar essa coisa,
essa máquina de fazer doidos,
trem expresso em ferrovia circular.
Ombro a ombro, demos os braços.
Rapaziada forte, aguerrida.
Subimos nos trilhos,
num ponto distante.
E ouvimos o barulho do tempo,
"passando".
Se aproximava rapidamente
mas, curiosamente, passou voando!
Decepcionados, nos entreolhamos.
Olhávamos para cima, que coisa!
Outra armadilha do tempo
contra quem tenta pará-lo.
E distraídos ficamos.
Mas o tempo não pára mesmo!
Voou, pousou e, passando,
acabou nos atropelando...
[Adhemar - São Paulo, 18/01/2000]
E, de repente, o tempo passou.
Passou como passa o tempo,
ocupado passatempo
do que passa passando,
matando, esgotando o tempo.
Aí, chamei uns amigos.
Gente boa, atilada.
- Vamos estancar essa coisa,
essa máquina de fazer doidos,
trem expresso em ferrovia circular.
Ombro a ombro, demos os braços.
Rapaziada forte, aguerrida.
Subimos nos trilhos,
num ponto distante.
E ouvimos o barulho do tempo,
"passando".
Se aproximava rapidamente
mas, curiosamente, passou voando!
Decepcionados, nos entreolhamos.
Olhávamos para cima, que coisa!
Outra armadilha do tempo
contra quem tenta pará-lo.
E distraídos ficamos.
Mas o tempo não pára mesmo!
Voou, pousou e, passando,
acabou nos atropelando...
[Adhemar - São Paulo, 18/01/2000]
sexta-feira, 17 de julho de 2015
Três sagradas pontas do triângulo de um dia - por - Kbçapoeta
Tríplice sinal de três velhos.
O dia santo.
A vida vai julgar
Se caminhamos nos trilhos
Ou estamos no fio da calçada.
A beira do caminho
Ou no meio da estrada.
O percorrido não tem volta
O que irei percorrer está por fazer.
O passo de agora,
Fato palpável
O hoje produzindo o amanhã.
Visitem Kbçapoeta
segunda-feira, 13 de julho de 2015
Sua mão mergulha em mim
Sua mão mergulha em mim, nas águas turvas do sentir
Submersa, remexe, caminha e afunda um pouco os dedos na areia
Buscando alguma pedrinha, marisco, talvez pérola
Em forma de garra, vai arrastando, trilhando o solo
Cavando, cavando, termina por encontrar um objeto
Inexplicavelmente o mundo é abalado
Treme a terra, fortes ondas são desencadeadas, o céu fecha-se em tempestade
Assustada, não concebe ser a causadora dessa cena bestial
Ainda assim, solta o que preso estava,
Ao desenterrar as mãos percebe que seu braço estava mais a fundo que pensava
O mundo aos poucos torna a normalidade
Entretanto, seu braço continua a brotar da terra encharcada
É isso, você compreende finalmente, seu corpo cresceu de tal forma que, comprimido dentro de seu punho, o centro do meu mundo tinha feito tudo mais chorar.
Submersa, remexe, caminha e afunda um pouco os dedos na areia
Buscando alguma pedrinha, marisco, talvez pérola
Em forma de garra, vai arrastando, trilhando o solo
Cavando, cavando, termina por encontrar um objeto
Inexplicavelmente o mundo é abalado
Treme a terra, fortes ondas são desencadeadas, o céu fecha-se em tempestade
Assustada, não concebe ser a causadora dessa cena bestial
Ainda assim, solta o que preso estava,
Ao desenterrar as mãos percebe que seu braço estava mais a fundo que pensava
O mundo aos poucos torna a normalidade
Entretanto, seu braço continua a brotar da terra encharcada
É isso, você compreende finalmente, seu corpo cresceu de tal forma que, comprimido dentro de seu punho, o centro do meu mundo tinha feito tudo mais chorar.
Fênix_K!
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sexta-feira, 10 de julho de 2015
sexta-feira, 3 de julho de 2015
Traseunte - por - Kbçapoeta
Um legítimo céu rosiclér
Pássaros entoando seu canto
Por mais um dia vivido
A cidade com asfaltos e indústrias
Cracudos e prostitutas.
Cada ave deve sentir-se vitoriosa
Um dia que fez calor,
Choveu
E encerrou-se com um céu
Espetacular.
Visitem Kbçapoeta
sábado, 27 de junho de 2015
.:Amanheci em Porto Alegre:.
Porto alegre
19:30
Rua da Praia
Dos Andradas
Rua da igreja
Das dores!
Do Mario Quintana!
Naquele momento
Porto Alegre
Cidade mais linda,
do mundo.
Mais iluminada.
Mais Limpa.
Mais segura.
Mais azul.
Perfeita!
Na rua
Todos meus amigos,
da infância,
da escola.
Meus amores.
Os que eu amei
Os que eu não amei,
Mas disse que amei.
Famosos minutos
Antecedem a morte,
Mas não,
Era vida,
Era novamente,
Vida
em Porto alegre!
Renata Zonatto
Blog:Leve Impressão
sexta-feira, 26 de junho de 2015
In vento verso - por - Kbçapoeta
Um verso
Um lugar ao vento
Uma corrente de ar que me enlace
Tão terno como um abraço desejado
Daquele ser amado que lhe nega o amplexo
Sem retórica
Sem nexo
Um vazio para preencher com palavras
Ventos em espiral de versos
Versos e ventos que me levam longe
De quem amo
De quem preciso
Longe de qualquer desculpa para fugir
Visitem Kbçapoeta
sexta-feira, 19 de junho de 2015
Passaporte
Seguro tuas mãos como a água que cai de uma fonte, para que nada escorra, nem tua essência entre meus dedos.
Deito o olhar demoradamente sobre teu rosto, não posso deixar que nenhum detalhe passe desapercebido.
O roubo, o assassínio, a extorsão, nada disso me levaria ao inferno.
Mas qualquer pequena negligência para contigo não seria perdoada por nenhum dos deuses ou homens.
Não, não, não... não posso parar de te olhar, porque a lembrança de tua face servirá de passaporte para o paraíso.
- Fiz coisas erradas como todos os homens; mas olhe o que vi, a boca que beijei, o sentimento que senti e me diga que não mereço uma vaga ao Vosso lado...
ou consentiria, ou não seria Deus.
Fênix_K!
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sexta-feira, 12 de junho de 2015
Sou o meu exército - por - Kbcapoeta
Sirvo ao exército
Ele tem um general,
Um soldado,
Um homem.
Sigo a desvendar
Lugares e lugarejos.
Tal qual Manoel de Barros
Pratico
O desvio
E o “desver”
Visitem Kbçapoeta
sexta-feira, 5 de junho de 2015
Um,dois - por- Kbçapoeta
Um tolo
Um talo
Fatia
Do pão
O bolo
O lado
Luzia
Na mão
Cortado
O todo
Sorria
O cão
Deixado
O fosso
sorvia
O chão
Visitem Kbçapoeta
quarta-feira, 3 de junho de 2015
Vivendo
Maldito
espelho diz que envelheço
Que esmaece
tonicidade muscular
Talvez tal
senilidade seja o preço
Que todo
vivente terá que pagar.
A degradação corporal é o começo
Duma
velhice que está prá chegar
E não há
como conservar em gesso
Aura de
saúde plena, espetacular.
Sequer adianta virar pelo avesso
Tentando
desse modo saúde salvar
Assim
ofegante respirando opresso
Cansado,
encostado num espaldar.
Então descubro que tudo mereço
Pois aqui
não estamos para ficar.
sexta-feira, 29 de maio de 2015
O solitário não está só - por- Kbçapoeta
Uma multidão segue sua causa
Queixam-se da mágoa e do abandono.
Ecos em vão.
Todos os solitários
Ocupados em ser só.
Não viram o rosto para o lado.
Presos,algemados
Com a solidão
Que guardam e cultivam
Como flores raras.
Todos os solitários lado a lado,
Sem perceber
Que a solidão
É questão de querer.
Querer a intensa companhia
Da solidão
Visitem Kbçapoeta
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