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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




domingo, 4 de outubro de 2015

MOCHILA

Quebrei da canção um retrato
guardei um caco de saudade
quebrei um vaso de eternidade
um desastrado

Cortei a mão em vários rasgos
grudei um esparadrapo
quebrei mentiras em vários papos
molho tabasco

Dividi o amor, vários pedaços
mas não dei tudo, só fiapos
costurei mal cobras e sapos
apaguei rastros

Quebrei a cara, o peito, os braços
não emendei nem tratei
corri com pernas pra que não sei
fracos traços

Tracei rotas que não percorri
escolhi caminhos percalços
me expus à chuva, ao sol, aos mormaços
o que sequei, escorri

Guardei na sacola lembranças
da mochila que perdi
cheia das bobagens que sofri
fantasiosas e falsas
como esperança sem alças...



[Adhemar - Santo André, 13/08/2014]

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

TERRAS ESTRANHAS-por-Kbçapoeta






Tomo posse em terras estranhas

De uma vida quase pregressa

Sinônimo de vencer vales e montes

Outras vidas, outras eras.

Sentir o meu ser constante

Sangue percorre por minhas veias.

Não temendo ser distante,

Entrelaço-me em outras teias.

Exilado por motivos outros

Confecciono minha dialética.

Um caminho reto pelo torto.

Desacreditado da vulgar estética.

Sentir o coração pulsante,

Sistólise de muitas quimeras.

Meu peito preso em flagrante

Amando aquela que não me quisera.





quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Cheers!




Alguns anos atrás dava meus primeiros passos na arte da escrita e na experiência da poesia... Alguns anos atrás, frequentar e divulgar minhas invenções no Duelos me deu novos fôlegos... Sumi, não nego. Mas com orgulho e prazer, desejo de coração compartilhar esse momento especial: o lançamento de meu livro. Ainda que muitos dos que me liam ou leem no Duelos não poderão estar aqui em minha cidade à época da festa, agradeço por somente dar alguns instantes de atenção ao meu convite e que por acreditar que acreditar é possível e necessário. Beijos a todos :*






segunda-feira, 20 de julho de 2015

Círculo da infância

Carrossel! 
Escarcéu de luzes, 
Risos pós lágrimas, 
Quem não viver 
nesta fica 
pra outra rodada. 

É cavalo 
Cavalão 
Cavalinho 
Sobe e desce 
Charrete 
Carrinho. 

Flash de pai, 
Grito de vó, 
Mão na mão 
da mãe 
do menino. 

Gira o verde 
A vermelha 
O laranja 
A amarela 
O Pequeno Príncipe 
A Hello Kitty. 

Carrossel! 
Gira no parque, 
na praça. 
Gira na feira, 
no centro 
no interior 
(de mim). 

Felicidade, 
que há longa data 
Gira 
este pouco tempo.

Fênix_K!

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domingo, 19 de julho de 2015

TEMPO!

O tempo passou.
E, de repente, o tempo passou.
Passou como passa o tempo,
ocupado passatempo
do que passa passando,
matando, esgotando o tempo.

Aí, chamei uns amigos.
Gente boa, atilada.
- Vamos estancar essa coisa,
essa máquina de fazer doidos,
trem expresso em ferrovia circular.

Ombro a ombro, demos os braços.
Rapaziada forte, aguerrida.
Subimos nos trilhos,
num ponto distante.
E ouvimos o barulho do tempo,
"passando".
Se aproximava rapidamente
mas, curiosamente, passou voando!

Decepcionados, nos entreolhamos.
Olhávamos para cima, que coisa!
Outra armadilha do tempo
contra quem tenta pará-lo.
E distraídos ficamos.

Mas o tempo não pára mesmo!
Voou, pousou e, passando,
acabou nos atropelando...



[Adhemar - São Paulo, 18/01/2000]

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Três sagradas pontas do triângulo de um dia - por - Kbçapoeta





Tríplice sinal de três velhos.
O dia santo.
A vida vai julgar
Se caminhamos nos trilhos
Ou estamos no fio da calçada.
A beira do caminho
Ou no meio da estrada.
O percorrido não tem volta
O que irei percorrer está por fazer.
O passo de agora,
Fato palpável
O hoje produzindo o amanhã.


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segunda-feira, 13 de julho de 2015

Sua mão mergulha em mim

Sua mão mergulha em mim, nas águas turvas do sentir
Submersa, remexe, caminha e afunda um pouco os dedos na areia
Buscando alguma pedrinha, marisco, talvez pérola
Em forma de garra, vai arrastando, trilhando o solo
Cavando, cavando, termina por encontrar um objeto
Inexplicavelmente o mundo é abalado
Treme a terra, fortes ondas são desencadeadas, o céu fecha-se em tempestade
Assustada, não concebe ser a causadora dessa cena bestial
Ainda assim, solta o que preso estava,
Ao desenterrar as mãos percebe que seu braço estava mais a fundo que pensava
O mundo aos poucos torna a normalidade
Entretanto, seu braço continua a brotar da terra encharcada
É isso, você compreende finalmente, seu corpo cresceu de tal forma que, comprimido dentro de seu punho, o centro do meu mundo tinha feito tudo mais chorar.

Fênix_K!

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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Traseunte - por - Kbçapoeta






Um legítimo céu rosiclér

Pássaros entoando seu canto

Por mais um dia vivido

A cidade com asfaltos e indústrias

Cracudos e prostitutas.

Cada ave deve sentir-se vitoriosa

Um dia que fez calor,

Choveu

E encerrou-se com um céu

Espetacular.



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sábado, 27 de junho de 2015

.:Amanheci em Porto Alegre:.

Porto alegre
19:30
Rua da Praia
Dos Andradas
 Rua da igreja
Das dores!
Do Mario Quintana!

Naquele momento
Porto Alegre
Cidade mais linda,
do mundo.
Mais iluminada.
Mais Limpa.
Mais segura.
Mais azul.
Perfeita!

Na rua
Todos meus amigos,
da infância,
da escola.
Meus amores.
Os que eu amei
Os que eu não amei,
Mas disse que amei.

Famosos minutos 
Antecedem a morte,
Mas não,
Era vida,
Era novamente,
Vida
em Porto alegre!

Renata Zonatto

sexta-feira, 26 de junho de 2015

In vento verso - por - Kbçapoeta






Um verso

Um lugar ao vento

Uma corrente de ar que me enlace

Tão terno como um abraço desejado

Daquele ser amado que lhe nega o amplexo

Sem retórica

Sem nexo

Um vazio para preencher com palavras

Ventos em espiral de versos

Versos e ventos que me levam longe

De quem amo

De quem preciso

Longe de qualquer desculpa para fugir




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sexta-feira, 19 de junho de 2015

O tom do desencontro - por - Kbcapoeta







Amar ela ou

Amarelou

Amar ele ou

Amarelou

Desencontrou




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Passaporte

Seguro tuas mãos como a água que cai de uma fonte, para que nada escorra, nem tua essência entre meus dedos.

Deito o olhar demoradamente sobre teu rosto, não posso deixar que nenhum detalhe passe desapercebido.

O roubo, o assassínio, a extorsão, nada disso me levaria ao inferno.

Mas qualquer pequena negligência para contigo não seria perdoada por nenhum dos deuses ou homens.

Não, não, não... não posso parar de te olhar, porque a lembrança de tua face servirá de passaporte para o paraíso.

- Fiz coisas erradas como todos os homens; mas olhe o que vi, a boca que beijei, o sentimento que senti e me diga que não mereço uma vaga ao Vosso lado...

ou consentiria, ou não seria Deus.



Fênix_K!


...

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Sou o meu exército - por - Kbcapoeta








Sirvo ao exército

Ele tem um general,

Um soldado,

Um homem.

Sigo a desvendar

Lugares e lugarejos.

Tal qual Manoel de Barros

Pratico

O desvio

E o “desver”


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sexta-feira, 5 de junho de 2015

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Vivendo


Maldito espelho diz que envelheço
Que esmaece tonicidade muscular
Talvez tal senilidade seja o preço
Que todo vivente terá que pagar.

A degradação corporal é o começo
Duma velhice que está prá chegar
E não há como conservar em gesso
Aura de saúde plena, espetacular.

Sequer adianta virar pelo avesso
Tentando desse modo saúde salvar
Assim ofegante respirando opresso
Cansado, encostado num espaldar.

Então descubro que tudo mereço
Pois aqui não estamos para ficar.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

O solitário não está só - por- Kbçapoeta



Uma multidão segue sua causa
Queixam-se da mágoa e do abandono.
Ecos em vão.
Todos os solitários
Ocupados em ser só.
Não viram o rosto para o lado.
Presos,algemados
Com a solidão
Que guardam e cultivam
Como flores raras.
Todos os solitários lado a lado,
Sem perceber
Que a solidão
É questão de querer.
Querer a intensa companhia
Da solidão



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quarta-feira, 27 de maio de 2015

Novidade original



               O espaço está repleto. Repleto da angústia de não ter pra onde olhar. E tudo gira depressa. Foscas imagens brilham macabras. Um violento calor brande em chamas dentro dos cérebros convulsos. O vento quente assola as paisagens. Paisagens urbanas e mortas.

                No entanto, aquele pescoço desesperado acerta uma direção. E os olhos lacrimejantes, de tão cansados, topam com algo surpreendente e incompreensível. Ainda assim, bela visão! Tudo então se concentra naquele ponto. Até o vento parou.

                Era uma flor que brotava do concreto cinza.



[Adhemar - São Paulo, janeiro/1983]

sábado, 23 de maio de 2015

Epitáfio

Não me olhem e digam: 
- era tão novo e acabou assim 
                                      [é assim que tudo acaba.
Não pensem: poxa, se não tivesse feito aquilo... talvez...
- o “se” não redime a carne, 
                                      [não a salva dos vermes.
Não declamem louvores a Deus por sobre minha carcaça: 
era sua hora...
                                      [não, não era.
Acima de tudo, não afirmem categoricamente: era um menino tão bom...
                                      [nunca somos.
Pobre morte, cercada pela comédia humana
                                      [ à direita o medo, à esquerda a hipocrisia


Fênix_K!

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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Soneto da pedra bonita




Amo-te tanto que prefiro ter
A solidão de um penar no deserto
Do que sofrer por um amor incerto
Dor no peito que não posso conter

Quero-te tanto que não sei deter
Minha vontade de lhe ter por perto
No coração desejo tal aperto
Na minha vida poder-te reter

Porém a chance não seja possível
Pois meu retorno tenha sido lento
E minha felicidade perdida

Acredito sempre no impossível
O seu calor,meu verão um alento
no meu vagar em amar sem medida





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