Bem-vindo ao Duelos!
Valeu a visita!
Deixe seu comentário!
Um grande abraço a todos!
(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

A Rosa do Povo - por - Kbçapoeta








       Um poeta muito subversivo para sua época chama-se Carlos Drummond de Andrade.
       Drummond fez carreira no funcionalismo público e tinha em Gustavo Capanema um fiel padrinho político.
       Na época em que fora publicado “A rosa do Povo”, poderia alguém interpretar o livro como comunista e subversivo.
       Primeiramente pelo título fazer referência ao símbolo da segunda internacional socialista.
       Drummond tem uma força imagética em seus versos que é possível visualizar o elefante que flutua, os russos em Berlim ou Charles Chaplin voando em um frango gigante sobre todas as fomes.
       Cada vez que releio “A rosa do Povo” algo mágico acontece em minha mente.





                                                       Visitem Kbçapoeta




sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

O falecido Mathias Pascal (Il fu Mattia Pascal) - por - Kbçapoeta










         Quem deseja mudar de nome, cidade e vida com muito dinheiro ?
         Mathias Pascal desejou e conseguiu.
         Cansado de ser desprezado, ter um emprego medíocre, sogra atormentadora, esposa fria e uma vida desinteressante, Pascal decide aproveitar a inexplicável notícia de sua morte.
         Andando a esmo de hotel em hotel como um legítimo burguês errante, resolve alugar um espaço mais familiar.
         Conhece pessoas interessantes, roubam-lhe uma parte considerável de dinheiro, mas, mesmo assim ele gosta da experiência sob o véu do anonimato da sua falsa morte.
         Revê sua antiga morada e percebe que as pessoas que ele abandonara ficaram muito melhor com sua ausência do que o contrário.
         É justo interferir ou não?
         Luigi Pirandello faz de Mathias Pascal o gosto do devaneio das relações humanas.






                                                             Visitem Kbçapoeta






sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

A VIDA MÍSTICA DE JESUS - por - Kbçapoeta




     Escrito em 1929, Harvey Spencer Lewis nos apresenta um Cristo mais humano, mais crível.
     A literatura popular cristã baseia-se praticamente apenas na bíblia oficial e despreza os livros ditos apócrifos.
     Lewis de um modo peculiar desmistifica o Jesus Cristo super-herói, tornando-o mais encantador e admirável.
     Os essênios, a Fraternidade Branca, o Monte Carmelo, a iniciação na cultura e misticismo egípcio foram fundamental na transformação de José em Jesus.
     O livro aborda fatos de menor interesse pelo populacho crente: a infância e adolescência do filho de Maria.
     É costume comum em diversas sociedades o homem adotar um novo nome ao iniciar uma nova etapa na vida, com o Nazareno aconteceu desta forma.
     Jesus, segundo o livro, nascera sob o nome de José por ser o primogênito. Na fase adulta, em concordância com a sua iniciação mística, adotara o nome de Jesus o cristo.
     A formação do jovem José e futuro jesus fora nobre.Tamanha erudição chegou a receber atenção dos intelectuais do templo quando o menino se apresentou para a solenidade que nos dias atuais poderia ser comparada ao B'nai Mitzvá dos judeus.
    As passagens conhecidas de Jesus e descrita com um olhar mais cético e coerente.
    A morte e ressureição de Cristo e descrita com o bom senso que a realidade impõe.
   Segundo a obra, Jesus não teria morrido literalmente,por isso o fato de os romanos não quebrarem suas pernas e retira-lo antes do tempo regulamenmtar em que os romanos retiram os condenados já mortos das cruzes.
    O motivo para tal ação se valeu de uma suspenção da condenação de Jesus a crucificação. Devido essa suspenção o retiraram da cruz antes do tempo sem quebrar as pernas como era de costume.
    Durante a sua recuperação física, Jesus aparecera aos apóstolos quase irreconhecível, como descrito na bíblia. Durante os quarenta dias subsequentes pregou aos seus fiéis seguidores e posteriormente aposentou-se da vida pública.
    Morre e é enterrado no monte Carmelo ,mas, tem seus ossos retirados anos depois por seus irmãos para continuar fomentado o mito da ressureição literal.
    Um livro interessante para quem tem curiosidade sobre esse fenômeno místico que foi e é Jesus Cristo.


         
                                                             Visitem Kbçapoeta




PS. Apesar de muitos considerarem os blogs como ecos na internet, eu desejo a quem me ler um feliz 2015



quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

A Castanhola dos Carvalhos

A árvore que plantou com amor
Vem fruto
Sombra e calor
Todos passam e querem parar 
Descansar que esplêndido frescor

A nossa árvore de Natal
Tem amigo secreto
Iluminada
Família repleta
Agregados
Segue o festival

Plantada por seu patriarca
Cultivada pela matriarca
Mantida pela filharada
Curtida por quem passa
Vem até a bicharada

A festa continua com caldo de mocotó 
Feijoada
Tira gosto
whisky
Cachaça
Cerveja
Batucada
Foi uma bela cartada

Já teve boteco
Para Ele manter viva
A sua opinião
Manteve altiva sua profissão

Vai seu fruto ao chão
Livra-se
E fica mantida
Firme com paixão

Faz história
Desde a primeira semente
Eterna é a mente
Memória habitualmente

Acolhe de braços abertos
Estendendo as mãos
Cheio de emoção
É cosmovisão

Já foi regada com mijo
Tudo que sobrava dos copos
Ela é a mesma
Imensa e forte
Foi marcada com despedida
Choro
Sorriso 
E não deixou de ser acolhida 
Permanece a tradição

Pai
Mãe
Filhos
Netos
Bisnetos
Genros
Noras 
Amigos
Todos são irmãos
E a festa continua por geração
Poty – 30/12/2014

Sai ano entre ano

Não tem novo nem velho, para mim tem a mudança de datas, meses, anos e cada momento me faz sentir mais vivo, animado para superar as dificuldades, sorridente por estar com os entes queridos, amigos e amigas e camaradas festejando as nossas realizações deste ano que termina hoje. 

Continuo com o que vem chegando. 


Agradeço a cada pessoa que conheci seja pessoalmente, virtualmente através do que escrevo e de minha participação cultural, política e social.


E aos meus queridos e queridas, valeu muito o carinho que dei e recebi.


Deixo aqui meu grande abraço caloroso, amoroso para com todos e todas que fazem parte de minha vida!
Poty - 31/12/2014

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

O FANTASMA - por - Kbçapoeta












O fantasma perambula pela casa.

O quarto,

Sala

Cozinha.

Nada lhe pertence.

São grilhões

Imaginários.

Vida,

Família,

Convívio inexistente.

Presença etérea,

Insignificante,

Transparente.

Eis um fantasma.




                       
                                                                     Visitem Kbçapoeta












sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O Lobo da Estepe (Der Steppenwolf) - por - Kbçapoeta








       



      A inteligência que dissocializa , expõe e exclui.
      Hermann Hesse, na tradução de Ivo Barroso , através de Harry Haller, nos proporciona um olhar apático e cético sobre a vida no início e meio da obra.
     Heller tem quase cinquenta anos, é solitário, culto, sensível e sem posses aparentes, mas, que não lhe impedia ter uma boa vida cotidiana burguesa.
     Um ser solitário, auto-denominado lobo da estepe, um ser desesperado emocionalmente, despreza falsos conhecimentos e eternos ícones.
     Uma mulher, um músico, uma amante para seu desfrute e muita expansão mental. Esses são os ingredientes que Hesse atribuiu a sua personagem para obter um novo-viver, um “tentar outra vez”, enfim, adquirir uma vida superiormente interessante.
    “O lobo da Estepe” é um livro que assemelha-se ao próprio “teatro mágico” de suas páginas, apenas para raros. Só para os loucos.



                                                           Visitem Kbçapoeta







sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

CASA GRANDE & SENZALA - Gilberto Freire - por - KBÇAPOETA








        Uma obra que deveria ser lida por todo brasileiro desejoso de entender e realmente conhecer o seu país.
        Gilberto Freire nessa obra mostra-nos um Brasil construído nos seu primórdio por sangue índio e o braço do negro com temperos árabes e sob o jugo português.
        A libido nas alturas e saciadas por belas índias nuas e posteriormente renovada nas belas curvas da africana e posteriormente a mulata.
        O Brasil branco com  a casa grande servida por índios “preados” pelos campos ou os cativos tementes a deus.
        Com o lucrativo  mercado negreiro, os olhos e esperma do português descansaram nas “negras minas”, muitas delas tornando-se  senhora de escravos.
         A cozinha, biotipo, afetividade, sexo e todas as consequências sociopolíticas no Brasil estão calcados no índio, negro e europeu.
         A permanência da casa grande e da senzala ainda persiste no Brasil.
         Povo inculto idolatrando os letrados doutores, estes desdenhosos de seu país cuja as classes C,D e E em ascensão lhe causa náuseas e fobias.
         Na terra da casa grande e da senzala, essas que deveriam ser derrubadas,  pouca coisa mudou.




                                                            Visitem Kbçapoeta





sexta-feira, 28 de novembro de 2014

SINTONIA - por - KBÇAPOETA









Vibrar

Posso até

Gritar

Bater o pé

Fazer das tripas coração

O que eu vejo ?

O meu desejo

Refletindo

Seu desejo

Um vai e vem

Lábios

Bocas

Entre ambas


A mesma pulsação



                                       

                                                                    Visitem Kbçapoeta

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

NO CAFÉ DO DUELOS - por - KBÇAPOETA








       Estou no cafezinho do Duelos , Piazzola ao fundo, na mesa a qual me sento encontro um manuscrito de Ana Conrado ao lado de um livro cujo  título  é “Verônica decide morrer”.
       Enquanto aguardava Fininho, o garçom apreciador de cânhamo trazer-me um absinto, dei para ficar imaginando o que Ana escrevera em tal resenha.
       Não tenho dimensão do que abarca o coração literário de Ana, mas,não dei uma "espiadinha" no manuscrito,porem, sei que ela não aprecia Paulo Coelho.
       Minha relação com o mago abrange mais a parcela musical e atitude artística do que literária, mas, reconheço que o senhor  Coelho é um vencedor em seu ofício. Venceu em um terreno onde nunca fora bem vindo. Sempre fora tratado como um intruso.
       Devido a bela obra musical que o escritor teve com Raul Seixas , li alguns de seus livros.
       Acredito que tenha lido uns dez devido a seu ritmo fácil, eis aí um dos segredos do mestre do R.A.M.
       O que é possível apontar nos livros de Paulo Coelho é a ausência do fator surpresa, mas ele consegue questionar alguns problemas prosaicos e  existenciais com uma simplicidade que o faz ser carismático aos olhos de quem o lê. 
       O livro em questão, “Verônica decide morrer”, eu  li em 1998. Depois me afastei de "Dom Paulete".
       A impressão que tive do livro foi de estar relendo um resumo dos outros livros de Paulo Coelho, pareceu-me repetitivo, uma mistura de “ As margem do rio piedra eu sentei e chorei ” com Brida, “ O Diário de um mago” entre outros, segundo alguns, dizem que foi um dos “menos piores” do autor.
       Eu lembro que na data da leitura do livro, eu achei que o senhor Coelho não tinha mais nada a me oferecer de novidade. Como costumo ler de quatro a cinco livros ao mesmo tempo, dou muita preferencia para os clássicos. Eles sempre me acompanharam, é o meu parâmetro para analisar outras obras.Foi o que me fez não ser um fã de Paulo Coelho.
       Umberto Eco dizia que Paulo Coelho fala à alma das pessoas, meu lado brasileiro e patriótico faz reverência ao senhor Mago quando um cidadão não leitor, muito comum aqui no Brasil, ao deparar-se com um livro de Paulo Coelho, poderá tornar-se um leitor devido a simplicidade e os temas de sua obra. Antes ler um livro simplório do que não ler.
       Acredito que um escritor que tenha alcançado tanta notoriedade no Brasil e no mundo deve ter sua parcela de mérito.
       Nesse momento fininho chega com meu absinto, acredito que Ana chegará logo.
       Deixarei pago para ela um quindim com café,o favorito de Mario Quintana.




                                                              Visitem Kbçapoeta




sexta-feira, 14 de novembro de 2014

VIDEOPOEMA PERECÍVEL - POR - KBÇAPOETA









Nem tudo é para se dizer nesse mundo,

Existem coisas que devem permanecer ocultas.

Caminho adentrando vertigens de nostalgias

Como se percorresse

O caminho de minha morte anunciada.

Como se fosse entrar em um estado de

Absoluto esquecimento.

Não existe morte!

Existe esquecimento.

Que são os versos,

Se não passagens do esquecimento?

O vento passa e arrasta as lembranças

Como os rastros das estradas.

Procuro o não-lugar,

Longe do segredo que oculta

A graça da recordação.

Quando se morre,

Começa o esquecimento.

Esqueço de quem fui.

Esquecem o que fiz.

Esqueço de quem fez.

Comungo com os sais minerais

Em um nivarna microscópico,

Entornando o húmus

Que irá alimentar a vida

Dos que ficam.

Aqueles que não lembro mais.



 Visitem Kbçapoeta




sexta-feira, 7 de novembro de 2014

BRASIL DIVIDIDO ? - por - Kbçapoeta








      O Brasil além de não ter sido mais descoberto por Pedro Álvares Cabral, agora ficou dividido.
      Fico estupefato com a criatividade da mídia golpista  e dos jornalões puxa- sacos da casa grande que vivem de criar slogan para defenestrar os locatários indesejados do planalto.
      O movimento popular, pífio em radicalismo, subserviente ao capital e minimamente desenvolvedor de políticas sociais é visto pelos simpatizantes do conservadorismo de direita como um Josef Stalin que deve ser banido para a antiga prisão siberiana.
      Uma prova cabal que a elite “jacu”, cafona e grosseira, a elite Brasileira é desprovida de qualquer bom senso foi a vaia da presidenta Dilma.
      Os ocupantes da casa grande não medem esforços para rever seus apaniguados no poder, os únicos merecedores de um “enterro de penacho”.
      A revista‘Veja” ,“época” e "isto é" mostraram como ser um veículo de imprensa subserviente aos coronéis e empresários detentores da maior parte do capital do país.
      O agenda setting, o preconceito social, e o massivo discurso midiático dos ícones do futebol, ex-artistas pornô , atores de novela, o “reaça” do Lobão e os descerebrados do stand –up foram os fiéis cabos eleitorais do PSDB. Tudo em vão.
      Por outro lado, Chico Buarque, Beth Carvalho, Zeca Baleiro, o talentosíssimo Chico Amaral, Luiz Fernando Veríssimo entre outros artistas renomados foram alguns dos Cabos eleitorais da petista.
      Essa eleição entra para história como o primeiro confronto de ideias entre a casa grande e a senzala. O slogan do Brasil dividido não irá germinar. A razão venceu a mídia.





                                                  Visitem Kbçapoeta






sexta-feira, 31 de outubro de 2014

MOMENTO DUVIDOSO - por - KBÇAPOETA




O momento pede atenção
A luz
O tato
A aura e a intuição
Perceber o espectro
Que a ciência renega
Caçoa
Mas na intimidade da análise científica
Onde observador e objeto interagem
Dando uma exata e ilibada
Dúvida




Visitem Kbçapoeta







sexta-feira, 24 de outubro de 2014

ELITE + PSDB = DISCURSO EMBOLORADO - por - KBÇAPOETA


      Na última semana de campanha eleitoral é possível ver claramente os projetos antagônicos apresentados por Aécio Neves e Dilma Roussef.
      O projeto de Aécio Neves consiste em ampliar as vias neoliberais onde a presença do estado deve ser mínima com desigualdade social ampliada em nome do mercado.
     Qualquer cidadão minimamente informado lembra-se quando a PETROBRAS foi renomeada para PETROBRAX no intuito de ficar mais palatável em uma possível privatização e voltou a ser PETROBRAS devido a estupidez e subserviência ao mercado de Wall Street.. 
     Da mesma forma esse mesmo cidadão reconhece que foi um equívoco eivado de propinas a privatização da VALE DO RIO DOCE.
     Na parte de corrupção basta citar a compra de votos para reeleição onde um presidente legislou em causa própria com o aval das elites, Rede Globo, folha de São Paulo e a plutocracia em geral.
     O projeto de Dilma consiste na transferência de renda através do Bolsa família e outros programas.
     As elites, os moradores da casa grande, detestam qualquer forma de transferência de renda. O preconceito é tão gritante que pessoas pertencentes a elite ou suposta elite, afirma que o bolsa-família é uma forma de fomentar os pobres a usar os  filhos como modo de sobrevivência. Quer maior exemplo de preconceito ?
    Gregório Duvivier, ator e criador do site “porta dos fundos”, foi insultado por ser simpatizante de Dilma Roussef.
    O ator Dado Dolabella chamou o ator de “marginal’ por declarar voto à petista.
    É natural a crítica advinda das elites, reflete a insensibilidade com a ínfima transformação social que ocorreu no Brasil,mas, preferem os discursos “embolorados” de sovietização, Hugo Chaves etc.
    É muita irresponsabilidade intelectual ou ignorância afirmar que alguém teria condições políticas de  fazer algum regime totalitário no Brasil.
    Por esse rebaixamento do debate é que a direita evoca generais de pijama por vislumbrar no Brasil uma sociedade capitalista ao estilo do nosso vizinho Paraguai, de Horácio Cartes.



              
                                                                        Visitem Kbçapoeta



sexta-feira, 17 de outubro de 2014

TODOS QUEREM SER WINSTON SMITH - Por - Kbçapoeta


     Winston Smith, personagem de “1984”, romance de George Orwel resume o ideal de muitos homens e mulheres.
     A personagem que deixou os anos de sua meia-vida ir pelo ralo, o atrito desgastante da rotina de alguém que deixa o tempo passar.
     Esposa nem sabe como perdeu, não faziam mais falta um para o outro, fim do amor e da paixão somada em uma solidão a dois resulta em desapego, desimportância e até mesmo deselegância.
     Além do cigarro e gim “Vitória”, Smith não tinha muito que fazer ou desejar.
     Pessoas ditas normais, pertencentes à base de nossa pirâmide social como Winston, encontram-se na mesma situação de impotência.
     Ao contrário do personagem de Orwel, estas pessoas possuem  entretenimentos ,vontade de consumo, TV, internet,  Celular e cerveja.
     No romance, Orwel faz sua personagem conhecer-se, rebelar-se, sofrer, violentar-se  e esquecer-se.
     TV, internet e celular fazem o mesmo quando usado apenas como entretenimento em demasia. Eles estão engolindo crianças e adultos por horas e horas. Todas elas perdidas em sua quase totalidade.
     Muitos como Winston, tentam subverter o sistema contra as engrenagens opressoras do meio cultural, social e econômico até receberem uma bala no crânio amando o Grande Irmão.



                                                            Visitem Kbçapoeta





sexta-feira, 10 de outubro de 2014

NOITE A DENTRO VIDA À FORA - Por - Kbçapoeta






Seguia eu pela noite
Lua, ruas, esquinas
Uma luz, um bar
Alguém, um copo e um gelo
Sonhos
Fantasias
Mentiras e frustrações
Seguia eu pela madrugada
Ruas, breus, um beco
Som, um canto
Alguém, cânhamo e isqueiro
Ideologias
Fantasmagorias
Mentiras e decepções
Seguia eu pela vida...




Visitem Kbçapoeta

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O Sonho - Émile Zola - por - Kbçapoeta


      “O sonho” de Emile Zola é o típico “romance de senhoras”, jargão utilizado no meio tipográfico da década de quarenta.
        Mil novecentos e quarenta é o ano da edição do referido livro, editora brasileira, série coleção das senhorinhas.
        Em uma edição que tem seu preço de capa o valor de dois mil réis, que mostra sua temporalidade, também é possível perceber as mudanças nítidas na ortografia brasileira até o acordo ortográfico de 2011.
        O romance apresenta uma menina de rua, muito comum em 1860, desmaiando na porta de um casal de bordadores estéreis.
        Na idade entre quinze e dezesseis anos, no limite da idade casadoira, ela desejava um homem rico e bonito. Apenas isso.
        A mãe da menina, mulher bem conservada, até mesmo confundida como irmã mais velha da filha adotiva, sabia da impossibilidade da realização do sonho da menina. Naquela época os pais da noiva deveriam ter um dote para poder casar suas filhas com alguém de posses. Não era o caso de Angélica. Esse é o seu nome.
        Momentos de sofrimentos, desmaios e fraquezas inexplicáveis, sonhos quase realizados e muita emoção açucarada compõem o livro de Zola. Obra que não terei saudade.





                                                              Visitem Kbçapoeta

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Um Junkie em Dourados - por- KBÇAPOETA



       Getúlio foi ao cinema. Estava fechado. Motivo? Chuva.
       Como o cinema estava fechado ele resolveu dar uma volta por Dourados.
       Por volta da meia noite encontrava-se ele em um bar “underground” douradense.
       No bar ele entabula conversa com um rapaz que tinha o apelido de Zumbi. Por seu nome Marcos ninguém o conhecia.
       Zumbi tinha mais dois de sua grei que se chamavam Luiz e Rogério.
       Com Luiz e Rogério cheirou cocaína, tomou vodca e cerveja.
       O resultado da noite para ele fora constatado no dia seguinte como uma bela experiência de perda de tempo.
       Não se perdoava por ter chegado às quatro e meia da manhã, dormir o dia todo e despertar somente às seis da tarde. Perdeu um lindo dia chuvoso, seu favorito por uma ridícula noite pesudojankie.
       Percebera nesse momento que não tinha aptidão para uma vida junkie junto ao baixo clero, onde a cocaína era de péssima qualidade e o crack era acessível. Logo crack. Ele odeia crack.
       A noite anterior lhe mostrou que antes estar só do que mal acompanhado.
       Para não dizer que tudo lhe foi ruim, ele aconselhou um dos jovens indeciso a cursar licenciatura.   
       Ele espera que o rapaz faça vestibular e deixe essa vida de consumidor de cocaína de baixa qualidade.
       Ao final do conselho eles tiveram que sair às pressas do bar por que alguém iria dar uns tiros em um dos rapazes que lhe acompanhavam e ele não queria ser alvo de uma bala perdida.
       Bar Chopperos e Satifaction não lhe verão tão cedo.




                                                                                      Visitem Kbçapoeta

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Maze Runner - por Juliana


Aproveitando que o filme teve sua estreia ontem, vou falar um pouco de Maze Runner, de James Dashner. Ela é composta por sua trilogia principal (Correr ou Morrer, Prova de Fogo e Cura Mortal), um livro contando como tudo começou (Ordem de Extermínio) e Arquivos: informações secretas. Vou me ater à trilogia principal aqui.

Eu estava com Correr ou Morrer guardado para ler há muito tempo, mas quando descobri que o filme sairia este ano, ele passou para o topo da minha lista de leituras e não me arrependo de ter feito isto. Este é um daqueles livros que, quando você começa, não quer mais parar. Você fica preso naquela distopia, querendo saber o que aconteceu e porque o mundo está tão errado.

Adolescentes lutando para sobreviver. Ok! Eu acabei de descrever todos os livros infanto-juvenis de ação. Mas isto me leva a refletir sobre a visão distorcida da adolescência que esses autores têm. Ou pior: o que aconteceu com eles nesse período de suas vidas.
.
 
 

A série começa com Thomas chegando num elevador de metal à Clareira, lembrando apenas o seu nome. E ao chegar lá conhece os clareanos, todos garotos, que não estão em melhor situação. Só o que eles sabem é que todo mês chega um novo garoto e que todas as noites as portas do labirinto fecham (É! Eles estão no meio de um labirinto.) e de manhãs elas abrem. Mas tudo muda quando no dia seguinte à chegada de Thomas surge uma garota trazendo uma mensagem surpreendente e, como consta na sinopse, Thomas vai descobrir que seu papel é muito importante naquele mistério todo. (Ok! Protagonista descobrindo que é o chosen one. Nenhuma novidade aí). E os adolescente saem e enfrentam perigos mortais (por que não?) em busca da saída.
A história é bem divertida e deixa o leitor numa apreensão enorme. Tudo acontece muito rápido e não é para menos que o primeiro livro se chama Correr ou Morrer. O livro tem muita ação e a imersão é tão grande, que você vai pensar que nem precisa ir à academia. Você se sente lá e fica numa enorme expectativa querendo saber o que está acontecendo. Como nenhum deles lembra do seu passado, você se sente tão perdido quanto eles e se pega pensando que eles devem ter feito muito mais do que não arrumar a cama para ter indo parar lá.
Você passa por páginas e páginas e não descobre muita coisa que ajude a solucionar o que está ocorrendo. Mas a história é construída de tal forma, que mesmo você querendo soluções, isso não é o mais importante. A falta de informação deixa o leitor muito perto do personagem e isso aumenta muito a identificação. Durante os momentos mais tensos, você liga seu instinto de sobrevivência junto com o Thomas e nos momentos que ele tenta entender o que está acontecendo, também.
As sequências não facilitam nenhum um pouco a vida deles. Os perigos aumentam e eles continuam correndo. Você recebe algumas respostas que, honestamente, não são lá essas coisas; mas você se preocupa tanto em correr de um lado por outro, que até releva. Isso não chega a prejudicar muito o livro, porque acho que o mais importante não é o fim e sim a jornada.
Só não dá pra passar batido pelos graves erros de edição: em alguns você para, olha, olha de novo e só depois que você consegue seguir. Porém a ação e a narrativa conseguem compensar esses erros da edição. 

Agora só falta conferir se o filme foi bem adaptado. Claro que eu, como fã de Harry Potter, A Bússola de Ouro, Percy Jackson e outros, não estou muito confiante. Mas vai que dá certo...
 
Visitem Juliana
.
.