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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sexta-feira, 17 de outubro de 2014

TODOS QUEREM SER WINSTON SMITH - Por - Kbçapoeta


     Winston Smith, personagem de “1984”, romance de George Orwel resume o ideal de muitos homens e mulheres.
     A personagem que deixou os anos de sua meia-vida ir pelo ralo, o atrito desgastante da rotina de alguém que deixa o tempo passar.
     Esposa nem sabe como perdeu, não faziam mais falta um para o outro, fim do amor e da paixão somada em uma solidão a dois resulta em desapego, desimportância e até mesmo deselegância.
     Além do cigarro e gim “Vitória”, Smith não tinha muito que fazer ou desejar.
     Pessoas ditas normais, pertencentes à base de nossa pirâmide social como Winston, encontram-se na mesma situação de impotência.
     Ao contrário do personagem de Orwel, estas pessoas possuem  entretenimentos ,vontade de consumo, TV, internet,  Celular e cerveja.
     No romance, Orwel faz sua personagem conhecer-se, rebelar-se, sofrer, violentar-se  e esquecer-se.
     TV, internet e celular fazem o mesmo quando usado apenas como entretenimento em demasia. Eles estão engolindo crianças e adultos por horas e horas. Todas elas perdidas em sua quase totalidade.
     Muitos como Winston, tentam subverter o sistema contra as engrenagens opressoras do meio cultural, social e econômico até receberem uma bala no crânio amando o Grande Irmão.



                                                            Visitem Kbçapoeta





sexta-feira, 10 de outubro de 2014

NOITE A DENTRO VIDA À FORA - Por - Kbçapoeta






Seguia eu pela noite
Lua, ruas, esquinas
Uma luz, um bar
Alguém, um copo e um gelo
Sonhos
Fantasias
Mentiras e frustrações
Seguia eu pela madrugada
Ruas, breus, um beco
Som, um canto
Alguém, cânhamo e isqueiro
Ideologias
Fantasmagorias
Mentiras e decepções
Seguia eu pela vida...




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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O Sonho - Émile Zola - por - Kbçapoeta


      “O sonho” de Emile Zola é o típico “romance de senhoras”, jargão utilizado no meio tipográfico da década de quarenta.
        Mil novecentos e quarenta é o ano da edição do referido livro, editora brasileira, série coleção das senhorinhas.
        Em uma edição que tem seu preço de capa o valor de dois mil réis, que mostra sua temporalidade, também é possível perceber as mudanças nítidas na ortografia brasileira até o acordo ortográfico de 2011.
        O romance apresenta uma menina de rua, muito comum em 1860, desmaiando na porta de um casal de bordadores estéreis.
        Na idade entre quinze e dezesseis anos, no limite da idade casadoira, ela desejava um homem rico e bonito. Apenas isso.
        A mãe da menina, mulher bem conservada, até mesmo confundida como irmã mais velha da filha adotiva, sabia da impossibilidade da realização do sonho da menina. Naquela época os pais da noiva deveriam ter um dote para poder casar suas filhas com alguém de posses. Não era o caso de Angélica. Esse é o seu nome.
        Momentos de sofrimentos, desmaios e fraquezas inexplicáveis, sonhos quase realizados e muita emoção açucarada compõem o livro de Zola. Obra que não terei saudade.





                                                              Visitem Kbçapoeta

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Um Junkie em Dourados - por- KBÇAPOETA



       Getúlio foi ao cinema. Estava fechado. Motivo? Chuva.
       Como o cinema estava fechado ele resolveu dar uma volta por Dourados.
       Por volta da meia noite encontrava-se ele em um bar “underground” douradense.
       No bar ele entabula conversa com um rapaz que tinha o apelido de Zumbi. Por seu nome Marcos ninguém o conhecia.
       Zumbi tinha mais dois de sua grei que se chamavam Luiz e Rogério.
       Com Luiz e Rogério cheirou cocaína, tomou vodca e cerveja.
       O resultado da noite para ele fora constatado no dia seguinte como uma bela experiência de perda de tempo.
       Não se perdoava por ter chegado às quatro e meia da manhã, dormir o dia todo e despertar somente às seis da tarde. Perdeu um lindo dia chuvoso, seu favorito por uma ridícula noite pesudojankie.
       Percebera nesse momento que não tinha aptidão para uma vida junkie junto ao baixo clero, onde a cocaína era de péssima qualidade e o crack era acessível. Logo crack. Ele odeia crack.
       A noite anterior lhe mostrou que antes estar só do que mal acompanhado.
       Para não dizer que tudo lhe foi ruim, ele aconselhou um dos jovens indeciso a cursar licenciatura.   
       Ele espera que o rapaz faça vestibular e deixe essa vida de consumidor de cocaína de baixa qualidade.
       Ao final do conselho eles tiveram que sair às pressas do bar por que alguém iria dar uns tiros em um dos rapazes que lhe acompanhavam e ele não queria ser alvo de uma bala perdida.
       Bar Chopperos e Satifaction não lhe verão tão cedo.




                                                                                      Visitem Kbçapoeta

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Maze Runner - por Juliana


Aproveitando que o filme teve sua estreia ontem, vou falar um pouco de Maze Runner, de James Dashner. Ela é composta por sua trilogia principal (Correr ou Morrer, Prova de Fogo e Cura Mortal), um livro contando como tudo começou (Ordem de Extermínio) e Arquivos: informações secretas. Vou me ater à trilogia principal aqui.

Eu estava com Correr ou Morrer guardado para ler há muito tempo, mas quando descobri que o filme sairia este ano, ele passou para o topo da minha lista de leituras e não me arrependo de ter feito isto. Este é um daqueles livros que, quando você começa, não quer mais parar. Você fica preso naquela distopia, querendo saber o que aconteceu e porque o mundo está tão errado.

Adolescentes lutando para sobreviver. Ok! Eu acabei de descrever todos os livros infanto-juvenis de ação. Mas isto me leva a refletir sobre a visão distorcida da adolescência que esses autores têm. Ou pior: o que aconteceu com eles nesse período de suas vidas.
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A série começa com Thomas chegando num elevador de metal à Clareira, lembrando apenas o seu nome. E ao chegar lá conhece os clareanos, todos garotos, que não estão em melhor situação. Só o que eles sabem é que todo mês chega um novo garoto e que todas as noites as portas do labirinto fecham (É! Eles estão no meio de um labirinto.) e de manhãs elas abrem. Mas tudo muda quando no dia seguinte à chegada de Thomas surge uma garota trazendo uma mensagem surpreendente e, como consta na sinopse, Thomas vai descobrir que seu papel é muito importante naquele mistério todo. (Ok! Protagonista descobrindo que é o chosen one. Nenhuma novidade aí). E os adolescente saem e enfrentam perigos mortais (por que não?) em busca da saída.
A história é bem divertida e deixa o leitor numa apreensão enorme. Tudo acontece muito rápido e não é para menos que o primeiro livro se chama Correr ou Morrer. O livro tem muita ação e a imersão é tão grande, que você vai pensar que nem precisa ir à academia. Você se sente lá e fica numa enorme expectativa querendo saber o que está acontecendo. Como nenhum deles lembra do seu passado, você se sente tão perdido quanto eles e se pega pensando que eles devem ter feito muito mais do que não arrumar a cama para ter indo parar lá.
Você passa por páginas e páginas e não descobre muita coisa que ajude a solucionar o que está ocorrendo. Mas a história é construída de tal forma, que mesmo você querendo soluções, isso não é o mais importante. A falta de informação deixa o leitor muito perto do personagem e isso aumenta muito a identificação. Durante os momentos mais tensos, você liga seu instinto de sobrevivência junto com o Thomas e nos momentos que ele tenta entender o que está acontecendo, também.
As sequências não facilitam nenhum um pouco a vida deles. Os perigos aumentam e eles continuam correndo. Você recebe algumas respostas que, honestamente, não são lá essas coisas; mas você se preocupa tanto em correr de um lado por outro, que até releva. Isso não chega a prejudicar muito o livro, porque acho que o mais importante não é o fim e sim a jornada.
Só não dá pra passar batido pelos graves erros de edição: em alguns você para, olha, olha de novo e só depois que você consegue seguir. Porém a ação e a narrativa conseguem compensar esses erros da edição. 

Agora só falta conferir se o filme foi bem adaptado. Claro que eu, como fã de Harry Potter, A Bússola de Ouro, Percy Jackson e outros, não estou muito confiante. Mas vai que dá certo...
 
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O Choro do Traído - por Kbçapoeta




    Existem três mascates que residem em uma casa alugada nos fundos de uma residência da periferia de Caarapó.
    Em Caarapó o senso-comum não encontra diversão além de beber, jogar ou fumar cigarro paraguaio.
    Os três mascates envolvidos nesse ambiente, foram despertados pelo mascate mais novo, 23 anos, briguento, sonhador e com energia advinda da idade, chama atenção de seu colega:
    -Você reparou que o “tiozão” ainda não chegou?
    -E daí ? Deixa o cara mano!
    O colega era o mascate de 27 anos. Fazia o tipo observador. Ouvia, entendia algumas coisas e outras nem tanto.
    Normalmente quando havia discussões na casa o colega era o voto inerva de qualquer assunto. De cocô a bomba atômica.
    Era domingo à noite, cruza o mascate mais velho pelos dois que estavam sentados diante da televisão.
   O mascate mais velho é separado e apreciador de uma “cachacinha” barata vendida nos botecos da cidade. É uma pessoa de olhar doce e compreensivo.
   O mascate mais novo entabulou um debate sobre o vício da bebida que culminou em severas críticas ao mascate mais velho, sobre seu habito de beber e o insuportável odor que ele emana ao chegar do bar.
   O cachaceiro reagiu com veemência, afirmou que o habito de tomar seu “mé” só correspondia a ele e a mais ninguém.
   O mascate de 27 anos que até aquele momento não se manifestara, deu uma risadinha caçoando do mais novo por ter levado um “queimão” do “Tio”.
   O novato enfurecido ao som da risada de seu colega solta um golpe-baixo verbal:
   - Pelo menos eu não tomei guampa por causa da cachaça!
E foi mais além:
   - Enquanto você tomava “pinga” sua ex-mulher tomava “pica” do Zé Adão, homem que você considerava um irmão.
   As faces do “Tio” ficaram ruborizadas, seus olhos vermelhos dando um ar desfigurado ao seu rosto. Um assassino, um psicopata se formava em seu rosto olhando fixo para o novato.
   Não contente com o resultado, o novato arrematou:
   - Zé Pedro também era teu irmão de “Pinga” e “guampa”.
   - Enquanto você tomava um “liso” com Zé Pedro, Zé Adão comia a sua mulher e a dele, dependia do dia. Acho que até as duas juntas ele “traçou”.
   As gargalhas retumbantes no ambiente foram o suficiente para o “Velho” avançar em direção ao novato, olhar no fundo dos seus olhos, e começar a chorar.




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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Gesto Louco - por Kbçapoeta




Não entendo o gesto louco
Que desfaz já quem eu sou
Uma imagem
Uma nuvem
Que o vento dispersa
Morro de lembranças
O passado assume o custo
Hoje de tudo que eu era
Poesia,  me restou
Restos, apenas restos
Que fui
Que serei
E o que  não sou




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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Julião, o Brasileiro - por Kbçapoeta

 




   A personagem mais brasileira que conheço chama-se Julião.

   Julião é o inteligente e pobretão parente distante de Jorge no romance “O primo Basílio” de Eça de Queiroz.
   Julião é advindo da classe proletária portuguesa, similar a atual classe “C” brasileira, inadaptado e isolado; um materialista revoltado contra a sociedade porque se sente desprezado por esta, almejava pertencer economicamente ao invejado circulo de seu parente engenheiro.
   Em meio ao clímax da novela, Julião chega mesmo a ser humilhado por Basílio quando fora visitar Luíza, esposa de Jorge.
   A humilhação foi registrada em forma de queixa a um amigo, no calor da emoção dizia se orgulhar de suas botas proletárias, mas dignas.
   Julião por ser inteligente e desprovido de renda digna, é o que mais sofre no romance.  Recebeu apelidos sugestivos como "tripa velha", " isca seca", " fava torrada", " saca rolhas".
   Nas páginas finais da obra, Eça de Queiroz presenteia o herói com uma vaga na esfera pública lisboeta.
   Julião dá adeus as humilhações e privações de todas as páginas passadas, agora é que a vida começa.
   Agora classe média , Julião desprezava os pobres e abraçava os valores da nobreza portuguesa, similar aos valores da elite brasileira.
   A semelhança entre Julião e os eleitores de Marina Silva, entre eles a rede GLOBO , não será coincidência , será aristotélico. A vida imita a arte!




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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Estou Lendo... - por Kbçapoeta

 
DESAGREGAÇÁO: Por dentro de uma nova américa - George Packer


                                               E você? Que livro está lendo agora?

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Cria a Dor - por Jeff Oliveira


A gente é tão confuso, confunde até confusão
Tem dia que parece noite e a gente esquece que tem coração
A gente não tem paciência e fala tanto o que não deve
Fala o que sente, o que não sente, acaba deixando as coisas mais breves

Criadores somos nós, cria dores nos outros,
criadores de nós, criamos dores na gente mesmo
Criamos e destruímos.
Creiamos que podemos ser metade e meia do que somos agora.

Creiamos, cresçamos, sejamos bem maiores que nossas indecisões,
maiores que nossas discrepâncias, nossos contrários.
Alimentemos o lobo bom.
Deixemos de ser cria dores e sejamos criamores, criadores.

 

Visitem Jeff Oliveira
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Dis dos Namorados - por Kbçapoeta

 


     Antigamente Julia, feminista e seguidora de Leila Diniz, detestava o dia dos namorados por não possuir um.
     Hoje ela não gosta da data porque além de ser uma data comercial inventada para o comércio vender mais para o gado (povão) ,  tem mais de um rapaz querendo ser sua cara-metade e ambos exigem sua presença nesse dia.
     Motivos não lhe faltam para querer estar só e continuar detestando a referida data comercial.
     Segundo a feminista, o dia dos namorados agrada apenas as mulheres banais ávidas por regalos de homem, afinal a carteira é dele.
     Fruto de uma sociedade consumista, capitalista e machista que condicionou a mulher ser  infeliz se possuir a carteira do casal, a fã de Leila Diniz que é mais abastada que os dois postulantes de seu amor, não vislumbra uma luz no fim do túnel de seu terrível drama.      
     Dinheiro, machismo e a liberdade sexual feminina modificaram para sempre as relações sociais, mas, preservaram os mesmos hábitos monetários. Os homens nunca mais foram felizes com ascensão feminina ao mercado de trabalho. Julia chora só diante do espelho embaçado de seu banheiro no dia dos namorados.




                                                  Visitem Kbçapoeta
                                                 

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Covardia - por Raquel Aiuendi

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Covardia é não ter coragem de enfrentar a si.
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1º Período da Página 50 - por Ana


“- Eu acho - disse o homem do GRU* - que se resolvermos enforcar Khalkhali**, os americanos nos fornecerão a corda.”

O Negociador - Frederick Forsyth

 
Qual o 1º período da página 50 do livro que você está lendo?

 
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*GRU - Órgão responsável por todo o serviço secreto militar interno e externo, contra-espionagem e segurança interna dentro das forças armadas da Rússia.
**Khalkhali - Sanguinário juiz islâmico que assumiu o poder no Irã após a morte do aiatolá Khomeini.
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1º Período da Página 50 - por Kbçapoeta



"Desgraçado!"

O Sonho (Le rêve) - Émile Zola

Qual o 1º período da página 50 do livro que você está lendo?

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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

terça-feira, 26 de agosto de 2014

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Estou Lendo... - por Ana


O Demônio do Escurial: vida e amores de Felipe II - Hermann Kesten

 
E você? Que livro está lendo agora?
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domingo, 24 de agosto de 2014

1º Período da Página 50 - por Alba Vieira


“O rei já estava falando, mas eu tinha que perguntar.”

 
A Seleção - Kiera Cass

 

Qual o 1º período da página 50 do livro que você está lendo?
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As Nossas Palavras VII - por Ana


Cuidado com teus falares,
Cuidado com teu silêncio,
Não traga, com tuas palavras,
A frieza ou o incêndio.
 
Cuida da tua boca,
Meta-te com teu nariz,
Investe em dias melhores,
Sempre faça alguém feliz!
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sábado, 23 de agosto de 2014

Einstein, a sua Carta e Deus - Enviada por Penélope Charmosa

 
Conhecida como a Einstein God-Letter,  foi escrita no dia 3 de janeiro de 1954, aproximadamente um ano antes de sua morte. Foi escrita à mão, em alemão, e era destinada ao filósofo Erik Gutkind, de quem ele havia lido a obra “Escolha a Vida: o apelo bíblico pela revolta”.


A palavra Deus é para mim nada mais do que a expressão e produto da fraqueza humana, a Bíblia é uma coleção de lendas honoráveis mas ainda assim primitivas que são, do mesmo modo, muito infantis. Nenhuma interpretação, não importa quão sutil seja, pode (para mim) mudar isso. Estas interpretações sutilizadas são altamente influenciadas de acordo com sua natureza e tem quase nada a ver com o texto original. Para mim a religião judaica, como todas as outras religiões, é uma encarnação das superstições mais infantis. E o povo judeu ao qual eu felizmente pertenço e com a mentalidade do qual eu tenho uma profunda afinidade não tem, para mim, qualquer qualidade diferente dos outros povos. De acordo com minha experiência, eles também não são melhores do que outros grupos humanos, embora sejam protegidos dos piores cânceres por falta de poder. De outra forma, eu não posso ver qualquer coisa "escolhida" a seu respeito.
 
No geral, eu acho doloroso que você clame uma posição privilegiada e tente defender esta ideia através de dois muros de orgulho, um externo como um homem e um interno como um judeu. Como um homem você demanda, de certa forma, uma dispensa da casualidade de outra forma aceita, e como um judeu o privilégio do monoteísmo. Mas uma casualidade limitada não é mais, de forma alguma, uma casualidade, como nosso maravilhoso Spinoza reconheceu incisivamente, provavelmente o primeiro a fazê-lo. E as interpretações anímicas das religiões da natureza não são, em princípio, anuladas pela monopolização. Com tais muros nós só podemos alcançar uma certa auto ilusão, mas nossos esforços morais não são melhorados por eles. Pelo contrário.
 
Agora que eu abertamente expus nossas diferenças em relação às convicções intelectuais, é ainda claro para mim que nós somos bem próximos no que se refere às coisas essenciais, ou seja, na nossa avaliação do comportamento humano. O que nos separa são somente proposições intelectuais e racionalizações na linguagem de Freud. Desta forma, eu acho que iriamos nos entender muito bem se falássemos de coisas concretas. Com agradecimentos amigáveis e os melhores desejos.
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