Bem-vindo ao Duelos!
Valeu a visita!
Deixe seu comentário!
Um grande abraço a todos!
(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Saudosismo II - por Jeff Oliveira


Conversamos noite a dentro sobre nós dois.
Ela lembrou de alguns momentos. Lembrei-me de outros.
Falei: “Lembra dessa música que você me mostrou? (We’re in heaven)
NUNCA mais esqueci.”

Ficamos conversando sobre o passado.
Ela me dizia sentir saudade, muita saudade. Eu dizia o mesmo.
E ficávamos naquela, como se um quisesse dizer alguma coisa para o outro,
Mas como a barreira do tempo e de nossas realidades presentes não deixassem,
Calamo-nos. Foi melhor... Quem sabe.


Indaguei se ela ainda guardava alguma de minhas poesias.
Ela disse: “Jeff, eu guardo todas as suas cartas. Todas.”
Enterneci-me e fiquei lisonjeado.
Ainda ouvindo aquela maldita música (We’re in heaven),
Comecei a lembrar de muitos momentos bons ao lado dela.
Das nossas conversas, dos risos, das discussões também.
Fui pra bem longe nos meus pensamentos.

Vi-me ao lado dela naquela sala, abraçando ou apenas olhando-a como se ela fosse uma deusa.
Inatingível, não alcançável. Alheia a minha história.
Sabia que minha vida jamais tangenciaria a sua.
Abruptamente, percebi minhas lembranças escorrerem pelos olhos.
Parei tão logo percebi.
Não podia mais chorar. Não depois de QUATRO ANOS.
Até mesmo porque nada havia acontecido.


MALDITO SAUDOSISMO esse meu.
Pobre coração o dos saudosistas. Vive de quimeras, daquilo que houve, do que foi e principalmente:

Daquilo que poderia ter sido.

 

Visitem Jeff Oliveira
.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

120 Fucking Estrelas - por Juliana


Depois de muitos anos, eu finalmente consegui as 120 estrelas do Super Mario 64. Não por incompetência minha na infância, já que eu era razoavelmente boa nos jogos do saudoso 64, mas eu não tinha a fita e sempre que estava perto da façanha, o dono requisitava o cartucho de volta. Mas não desisti: depois de muito tempo consegui comprar o jogo e finalmente pude zerar.

Após essa pequena saga, me ocorre que Mario é um personagem muito curioso. Além de ter começado como um carpinteiro, chamado Jumpman, que tinha bigode apenas para ser reconhecido como humano, em um jogo do Donkey Kong, pode-se dizer que não tem história. Trata-se de um encanador baixinho e gordinho que vai salvar a princesa, que foi sequestrada por um quelônio gigante com espinhos nas costas, chamado Bowser, que possui os piores capangas do mundo. Quando você pensa que não pode ficar mais estranho, você percebe que Mario é o encanador mais inteligente e habilidoso da história. Já foi médico, pintor, piloto de Kart, lutador, exímio jogador de tênis, jogador de golfe e exerceu muitas outras atividades. Como se isso não fosse suficiente, vive indo para umas “party”. Mas, apesar disso, é o carro-chefe da Nintendo, o personagem fez da empresa essa gigante dos games.
Acho impressionante que, atualmente, com jogos tão elaborados, trazendo cada vez mais realidade e histórias cada vez mais envolventes, o Mario consiga sobreviver. Mas acredito que seja pela incrível jogabilidade e diversão que seus jogos proporcionam. Não é por acaso que depois do lançamento do Mario Kart 8 a venda do Wii U tenha aumentado.
Fico por aqui. Mas, assim como o Mario
(Que Mario?), eu volto em várias continuações, com várias temáticas diferentes.
 
 
Visitem Juliana
.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

A Língua de Eulália, de Marcos Bagno - por Kbçapoeta

 


     Um livro divisor de águas nas vias acadêmicas.
     A língua de Eulália mostra a riqueza cultural e o tênue poder que faz definir o que é certo ou errado no falar “oficial”.
     Bagno faz um breve relato sobre a origem linguística mundial e foca nos primeiros falantes brasileiros, ou seja, tupi, Guarani e suas adjacências, espanhol, português e árabe.
     A extinta língua geral, os rigores linguísticos, a força “inexplicável” da fala que molda o som  e o sotaque de cada região em uma linguagem leve e simples.
     Além dessa contribuição sincrônica da linguística brasileira, Marcos Bagno levanta a bandeira de um caminho ainda “demonizado” no meio acadêmico: Análise do discurso.
     Seja normativista ou não, língua de Eulália tornou-se leitura obrigatória para envolver-se nos meandros de nossa língua e fala.
 


                                                             Visitem Kbçapoeta


1º Período da Página 50 - por Ana


“Partiu depois para a frente ocidental, numa expedição inútil, qual a de ver se podia interessar o general von Witzleben na derrubada de Hitler.”

 

Ascensão e Queda do III Reich (3º volume) - William L. Shirer

 

Qual o 1º período da página 50 do livro que você está lendo?
.

domingo, 10 de agosto de 2014

Ser Pai (Anônimo) - Mensagem enviada por Penélope Charmosa















Ser pai é ter compromisso.
E usar como artifício.
O seu jeito de amar.
É sentir muita alegria.
De estar em sintonia.
Como a areia e o mar.


Ser pai é um presente.
Que alegra e deixa contente.
A nação do mundo inteiro.
É como uma árvore atrativa.
Que dá fruto e cativa.
Lá no centro do canteiro.


Ser pai é a convicção.
De ter a preocupação.
De o filho ser vencedor.
No caráter e na verdade.
Manter sempre a humildade.
Cultivando sempre o amor.


Ser pai é perder o sono.
É sentir um cão sem dono.
Quando o filho está distante.
Mas que sempre trabalha duro.
Para garantir o futuro.
E o filho ser importante.


Ser pai é o extremo.
No mundo em que vivemos.
Nesse planeta sem brilho.
Com trabalho estressante.
Mas tem momentos marcantes.
Que são os abraços do filho.


Ser pai é um enredo.
Mas que não retrata o medo.
E tem alegria de monte.
É como um final de novela.
Seguindo num barco a vela.
A procura do horizonte.


Ser pai é acordar cedo.
E construir um brinquedo.
Com madeira e verniz.
Uma boneca ou um pião.
Uma pipa ou caminhão.
Só pra ver o filho feliz.


Pai tem que ser amado.
Além de tudo respeitado.
Do fundo do coração.
Pai é uma sensação gostosa.
Uma coisa maravilhosa.
Que não tem explicação.

.

Homenagem aos Pais - por Jair Antônio Pauletto

Quando percebemos, é novamente dia dos pais. Uma data feliz e de extrema importância para todos, afinal, sem o nosso pai não estaríamos lendo este texto. Essa é uma data, assim como a do dia das mães, para reconhecemos a importância dessa pessoa na vida de cada um de nós. É impossível descrever seu significado, pois tem um valor pessoal único em cada filho e qualquer tentativa de dimensionar a importância do pai será sempre insuficiente, enfim, sem ele não existiríamos. Até mesmo se fôssemos fruto de alguma técnica de clonagem, a figura do pai é fundamental. Pergunte aos especialistas e eles irão enumerar a importância do pai na formação de um ser humano. Deste modo, não me atrevo a continuar descrevendo o seu valor e influência em nossas vidas, até porque muita gente mais qualificada que eu, como renomados poetas, filósofos e intelectuais já tentaram e apenas conseguiram se aproximar um pouco do verdadeiro valor de ser pai.
Nós, filhos, e principalmente filhos pais, temos que render todas as homenagens que nossa sensibilidade, criatividade e humanismo podem prestar a ele nesta data. Refiro-me, especialmente, aos filhos que já são pais, pois estes já experimentaram a maravilhosa sensação de ser pai e certamente passaram a reconhecer e principalmente compreender melhor a importância desta pessoa em sua vida. Não existe presente ou outra forma que possa recompensar, reconhecer a importância de um pai, a não ser abrir o coração e cobri-lo de amor agradecendo sua presença em nossas vidas. Neste dia, a relação deve ser intensificada e o amor prevalecer como um elo de renovação da vida de pai e filho.
Muito já se falou sobre esse homem, sua importância e seu papel, porém pouco se faz para reconhecê-lo. Uma data como esta não consegue retratar todo o seu significado, por isso temos que diariamente agradecer sua presença em nossas vidas e a melhor forma de fazê-lo é amá-lo, mas amar verdadeiramente, reconhecendo suas imperfeições e seus limites, assim como ele faz com os filhos; devemos respeitá-lo, não pelo seu conhecimento, mas pela sabedoria que o exercício da “função” lhe conferiu; sabedoria que lhe impõe deveres, que exige sacrifícios e lutas internas para melhorar-se, tudo para tornar-se ainda melhor e nos presentear com momentos gratificantes em nossa companhia.
Ser pai exige esforço, renúncia, dedicação e tantos outros sacrifícios e qualidades que não lhe permitem vacilar em nenhum momento, pois luta incessantemente para oferecer segurança e bem-estar a seus filhos e familiares. As atribuições de um pai vão além do limite da responsabilidade comum, por serem fornecidas pela consciência e orientadas pelo amor, portanto, podemos medir o valor de um ser humano pela sua consideração, seu carinho e sua relação com o pai, por mais que eventualmente esse relacionamento possa passar por atribulações, o reconhecimento de sua importância deve permanecer como o alicerce que edifica um templo de bons sentimentos.
Este é um domingo de alegria, de confraternização e de reconhecimento, no qual devemos deixar nossos corações falarem mais alto, expressar sem receio todo o carinho que temos por essa pessoa que nos proporcionou a oportunidade de experimentarmos a maravilhosa experiência de viver. As condições materiais não têm importância alguma por serem passageiras; não traduzem a verdadeira felicidade, mas o que realmente importa é a natureza do sentimento que nos une e, quanto se trata de pai, este sentimento é sempre o amor. A melhor forma que conheço para retribuir esse amor é com amor, aliás, amor é a melhor forma de retribuir qualquer sentimento, é a melhor e mais poderosa energia que podemos emitir.
Independente do sentimento que possas estar sentindo neste momento, saiba que num coração de pai sempre predomina um amor gigante; exigente; generoso, que embora, às vezes ou momentaneamente, possa parecer incompreensível, posteriormente mostra-se exato, preciso e fundamental para nossas vidas. É claro que ser pai exige equilíbrio, responsabilidade e disposição para melhorar-se. Não podemos ser bons pais sem disposição para aprender e crescer, assim como não seremos bons filhos com intolerâncias e prepotências.
A relação com o pai deve ser preservada por tudo o que ele significa, independente da personalidade. Ele desempenha um papel importante que precisa ser resgatado para a construção de uma nova sociedade, mas para que isso possa acontecer, cabe aos filhos reconhecer sua importância e homenageá-lo como realmente merece, não através de um par de meias ou um cinto novo, mas de um afetuoso abraço, de um beijo e principalmente por um gesto e uma palavra de amor. Neste domingo, tente quebrar qualquer barreira que possa estar lhe impedindo de abraçar seu pai e expressar todo o seu agradecimento, admiração e carinho, pois não existe nada melhor que libertar esse sentimento intrínseco entre pai e filho, pois, uma vez liberto, a vida começará a vibrar com mais intensidade e o amor irá unificá-los pra sempre. Feliz Dia dos Pais!



.

Paixões - por Therezinha

.
As paixões também envelhecem.
.
.

sábado, 9 de agosto de 2014

Há Quem Diga que não Teme a Verdade, - por Tércio Sthal

 



E NUNCA FOGE DA LUTA,
MAS QUANDO INVESTIGADO 
TEM POSSÍVEL DESVIO DE CONDUTA,
A AMNÉSIA VEM, SEM DÓ, E INVADE.





CARPE DIEM
 
 
 
Nossos erros não podem nos dominar

Se, dispostos, nos pusermos a corrigir,
 
Se prosseguirmos com boa intenção,
 
Boas ideias e disposição para agir.

 

Se vivermos a vida intensamente,
 
Sem perdermos o foco e o interesse,
 
Seguindo em frente a nossa viagem,
 
Com fé e valorizando o presente.


 
Abrindo nossos olhos para ver
 
E nossos ouvidos para ouvir,
 
Abrindo nossa boca para falar
 
Sem medo de nos comprometer.

 

Fazendo tudo como deve ser,

Recebendo as críticas pertinentes

 
Que nos sirvam como contribuição
 
Para melhorar nosso desempenho,

 
E apontar alguns novos caminhos
 
Para engendrarmos ações conscientes.
 


Sabendo que mais vale uma crítica 
 
Que pode apontar a correta direção,

 
Do que elogios que podem nos trazer 
 
Prazer momentâneo e acomodação.
 

 
Sabendo que ninguém é tão bom
 
A ponto de não merecer críticas,
 
Nem tão mau que não mereça
 
Algum elogio ou alguma distinção.


 
 
Fortalecendo sempre a concepção

 
De que muita gente só é capaz

De apontar onde os problemas estão,

 
Mas poucos se dispõem a encontrar 
 
E aplicar uma possível solução. 
.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Estou Lendo... - por Alba Vieira


Presente do Mar - Anne Morrow Lindbergh
 

E você? Que livro está lendo agora?
.
.
...........................................................Visitem Alba Vieira
.
.

O HOMEM INVISÍVEL - por Kbçapoeta



      O futuro de ontem que estamos vivendo no presente culmina com o aprimoramento das possibilidades de sermos encontrados a qualquer tempo, visíveis vinte quatro horas por dia.
      Quando surgiu o serviço do Messenger (MSN) da Microsoft muitos se perguntaram se ele poderia acabar com os modos tradicionais de comunicação ou  escrita.
      Óbvio que o MSN modificou e ampliou a comunicação entre as pessoas que participam e tem acesso ao mundo virtual.
      O MSN foi e hoje temos o SKYPE decadente que em breve dará lugar ao whatsapp, ou seja, não é preciso mais ter um computador para ter acesso e participar do mundo conectável.
      Estando conectado na web e disponível de manhã à noite, as pessoas participam de um Big Brother voluntário, sempre acessível e ao alcance de todos. Você pode ignorar ou não responder as mensagens, mas, você e os outros sabem e veem você ali.
      Acredito que redes sociais surgem e acabam para dar lugar a uma plataforma mais sedutora que também terá sua obsolescência abreviada pela urgência de lucros. Orkut e MSN são exemplos disso.
      O contrário também ficou possível.
      Se alguém não quer ser percebido, quer “sumir” socialmente, basta não estar conectado e interagindo com tais instrumentos.
      Não terei whatsapp quando acabar o Facebook para dar lugar a outra rede social mais moderna também não irei aderir.
      Vou me tornar oculto na sociedade digital. Serei o homem invisível digital.

      O homem moderno carece de solidão.




                                                                    Visitem Kbçapoeta
.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

O Mago, de Fernando Morais - por Kbçapoeta


     Fernando Morais é um dos melhores biógrafos brasileiros e aceitou a difícil missão de biografar um “Vivo” como Paulo Coelho.
     Fernando Morais mostra um Paulo Coelho humano e passível de vários equívocos na vida.
     Paulo Coelho sempre teve obstinação de ser escritor. Obstinação essa que foi confessada por páginas e páginas de seu diário que o futuro escritor mantinha desde tenra idade.
     Paulo Coelho, filho de família de classe média alta carioca, primo de Raquel de Queiroz e sobrinho-neto de José de Alencar, imortal da Academia Brasileira de Letras.

     Drogas, homossexualismo, tratamento psiquiátrico à base de eletrochoque, fracassos, exitosa parceria com Raul Seixas que revolucionou o roque nacional, seitas demoníacas, um livro que não escreveu, atitudes no ostracismo até tornar-se um dos escritores mais lido, amado e odiado no mundo.


Recomendo
.

Ana Decide Ceder - por Ana

Kbça, devo dizer que depois de ler e ouvir tanto sobre algumas possibilidades não vomitáveis de Paulo Coelho, resolvi ler “Veronika Decide Morrer”.  E li.
Assim que der, posto resenha... ai, ai...
.

Jesus Viveu na Índia, de Holger Kersten - por Alba Vieira

Esta obra mudou a minha vida, no sentido de que foi um marco em minha visão sobre Jesus.  Não sou religiosa, uma vez que considero uma limitação a direção única para uma das vertentes que lidam com as coisas do espírito.  Sempre preferi analisar as diferentes religiões, buscando os pontos de contato entre elas.  Além disso, desde cedo, repudiei a religião católica como me foi passada inicialmente, que não traduzia o amor como elo fundamental e sim calcada em culpa, castigo e vitimização.  Com o passar dos anos, meus estudos independentes e, sobretudo a observação criteriosa da vida me fez entender que as linguagens das várias religiões divergem muitas vezes, porém a verdade é uma só: existe uma Lei. E a crença em Deus, independente do nome ou da representação que possa ter, tornou-se realidade para mim.
Mas, voltando ao livro, ele é espetacular, porque é um documentário bem conduzido sobre a história de Cristo, considerando não só o que está contido no Antigo e no Novo Testamento, mas ainda numa pesquisa profunda em locais sagrados e históricos em Israel, Afeganistão e outros países do Oriente Médio, como também na Índia.  Esta pesquisa levanta a possibilidade e se propõe a prová-la (e fará sua própria avaliação) de que Jesus sobreviveu à crucificação, que foi um iniciado no Budismo (que conheceu desde a adolescência), que após sua “morte” viveu na Índia, onde praticou e ensinou seus princípios, que chegou a idade avançada e foi enterrada em Caxemira.  Publicado pela primeira vez, provoca até hoje grande polêmica, mas o fundamental é que continua estimulando a expansão da consciência dos seus leitores.
.

Theodore Roosevelt em As Nossas Palavras XXVII - Enviado por Lélia


Faça o que puder, com o que tiver, onde estiver.
.

 

Isabel Allende - por Cacá

 
De tantos livros chamados bons que a gente lê, há sempre aquele "especial", marcante, inesquecível, que acaba nos influenciando de uma ou outra forma. Eu possuo essa relação com os livros da Isabel Allende. A força de seus personagens, o realismo da narrativa. Nunca me caso de ler e reler suas obras.
 
 
Visitem Cacá
.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Desconhecido - por Renata Zonatto




Meu vizinho e eu somos dois desconhecidos. O mundo não nos conhece. Nós não nos conhecemos. De modo que não posso dizer quais são os seus sonhos... seus medos... suas dúvidas. Nós dividimos a mesma rua, mas estamos em lados apostos, eu no 2º, ele no 4º andar. Alguns anos-luz separam nossos mundos. Talvez ele também leia poesia. Talvez ele também goste de História Medieval – Músicas Celtas – Augusto dos Anjos. Talvez ele seja apenas uma pessoa que gosta de olhar pela janela. Qualquer dia eu descerei as escadas e atravessarei o estacionamento. Então conversarei com meu vizinho... sobre coisas banais.

 

.

domingo, 3 de agosto de 2014

Procura - por Marília Abduani


O que buscas tão longe
se o que precisas está justamente
dentro de ti?
Por que choras tão alto
quando o silêncio
embala melhor o grito.
A dor é silenciosa. Ninguém precisa ouvir.
O que esperas da vida?
Constante primavera?
Outono? Verão?
O frio também aquece
quando vem, em forma de prece,
direto do coração

 

Visitem Marília Abduani
.
.

Saudosismo I - por Jeff Oliveira


Eita Saudade de tomar de banho de chuva.
Ficar embaixo da “biqueira”, fazendo tudo, fazendo nada.
De manhã, de madrugada, com a simplicidade do poeta.
Criança não quer saber de câmbio, inflação ou superávit.
Criança quer o pirulito e cabou-se. Quer jogar de bola na rua e ponto final.
Quer e mais nada. Mais nada. Num querer acanhado, livre, sorridente,
vazio de responsabilidades, um querer que é só um querer.

Já falava o poeta: “Simplicidade é querer uma coisa só”.
A criança sabe muito bem o que é isso.

Que tempos bons aqueles onde se jogava bila até bem tarde.
“Homem-pega-mulher”, “Carimba” e “7 pecados”.
A hora de entrar era boa não.
“Mãiêêê, só mais um poquinho, só mais um pouquinho” - Pedíamos quase chorando.
“Mais um pouquinho? Você já ta dizendo isso faz meia-hora.  Bora, pode entrar Seu Fulano. Pode entrar Dona Beltrana” - Berravam nossas mães.  Muitas vezes em frente aos nossos amigos.  (Acaso os pais não sabem que isso não se faz?)
Aí a festa se acabava. Mas no outro dia tinha mais. Sem preocupações. Aliás, o pesadelo talvez fosse ter que estudar, ir ao colégio.
O que é pesadelo pra nós hoje?
Éramos felizes. Desconhecíamos essa nossa condição.
Eita saudade. Eita saudade.

 
Visitem Jeff Oliveira
Rubem Alves.