Bem-vindo ao Duelos!
Valeu a visita!
Deixe seu comentário!
Um grande abraço a todos!
(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Isabel Allende - por Cacá

 
De tantos livros chamados bons que a gente lê, há sempre aquele "especial", marcante, inesquecível, que acaba nos influenciando de uma ou outra forma. Eu possuo essa relação com os livros da Isabel Allende. A força de seus personagens, o realismo da narrativa. Nunca me caso de ler e reler suas obras.
 
 
Visitem Cacá
.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Desconhecido - por Renata Zonatto




Meu vizinho e eu somos dois desconhecidos. O mundo não nos conhece. Nós não nos conhecemos. De modo que não posso dizer quais são os seus sonhos... seus medos... suas dúvidas. Nós dividimos a mesma rua, mas estamos em lados apostos, eu no 2º, ele no 4º andar. Alguns anos-luz separam nossos mundos. Talvez ele também leia poesia. Talvez ele também goste de História Medieval – Músicas Celtas – Augusto dos Anjos. Talvez ele seja apenas uma pessoa que gosta de olhar pela janela. Qualquer dia eu descerei as escadas e atravessarei o estacionamento. Então conversarei com meu vizinho... sobre coisas banais.

 

.

domingo, 3 de agosto de 2014

Procura - por Marília Abduani


O que buscas tão longe
se o que precisas está justamente
dentro de ti?
Por que choras tão alto
quando o silêncio
embala melhor o grito.
A dor é silenciosa. Ninguém precisa ouvir.
O que esperas da vida?
Constante primavera?
Outono? Verão?
O frio também aquece
quando vem, em forma de prece,
direto do coração

 

Visitem Marília Abduani
.
.

Saudosismo I - por Jeff Oliveira


Eita Saudade de tomar de banho de chuva.
Ficar embaixo da “biqueira”, fazendo tudo, fazendo nada.
De manhã, de madrugada, com a simplicidade do poeta.
Criança não quer saber de câmbio, inflação ou superávit.
Criança quer o pirulito e cabou-se. Quer jogar de bola na rua e ponto final.
Quer e mais nada. Mais nada. Num querer acanhado, livre, sorridente,
vazio de responsabilidades, um querer que é só um querer.

Já falava o poeta: “Simplicidade é querer uma coisa só”.
A criança sabe muito bem o que é isso.

Que tempos bons aqueles onde se jogava bila até bem tarde.
“Homem-pega-mulher”, “Carimba” e “7 pecados”.
A hora de entrar era boa não.
“Mãiêêê, só mais um poquinho, só mais um pouquinho” - Pedíamos quase chorando.
“Mais um pouquinho? Você já ta dizendo isso faz meia-hora.  Bora, pode entrar Seu Fulano. Pode entrar Dona Beltrana” - Berravam nossas mães.  Muitas vezes em frente aos nossos amigos.  (Acaso os pais não sabem que isso não se faz?)
Aí a festa se acabava. Mas no outro dia tinha mais. Sem preocupações. Aliás, o pesadelo talvez fosse ter que estudar, ir ao colégio.
O que é pesadelo pra nós hoje?
Éramos felizes. Desconhecíamos essa nossa condição.
Eita saudade. Eita saudade.

 
Visitem Jeff Oliveira
Rubem Alves.

sábado, 2 de agosto de 2014

Café de todos os dias - por Thiago de Sá

O cheiro do café me pôs de pé,
o sol raiava tímido.
O vento era frio e aconcheguei-me,
a cama era quente,
meus olhos estavam dormidos.
Mas o cheiro do café me pôs de pé,
ao longe ouvia sons de realidade,
bem longe meus sonhos se iam
E o cheiro do café...
Esse cheiro de café...
Vence qualquer preguiça.

Mãe, meu café, por favor!

Visitem Thiago de Sá
.

“Caça à Raposa” com João Bosco e Aldir Blanc - por Ana


O olhar dos cães, a mão nas rédeas
E o verde da floresta
Dentes brancos, cães
A trompa ao longe, o riso
Os cães, a mão na testa:
O olhar procura, antecipa
A dor no coração vermelho
Senhoritas, seus anéis, corcéis
E a dor no coração vermelho
O rebenque estala, um leque aponta: foi por lá!...
Um olhar de cão, as mãos são pernas
E o verde da floresta
- Oh, manhã entre manhãs! -
A trompa em cima, os cães
Nenhuma fresta
O olhar se fecha, uma lembrança
Afaga o coração vermelho:
Uma cabeleira sobre o feno
Afoga o coração vermelho
Montarias freiam, dentes brancos: terminou...
Línguas rubras dos amantes
Sonhos sempre incandescentes
Recomeçam desde instantes
Que os julgamos mais ausentes
Ah, recomeçar, recomeçar
Como canções e epidemias
Ah, recomeçar como as colheitas
Como a lua e a covardia
Ah, recomeçar como a paixão e o fogo



.
.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Se Olhares pelas Frestas das Grades da Cela - por Tércio Sthal


E ENXERGARES A LAMA,
AO SAIR, CUIDA BEM DE TI E DE QUEM AMAS
PARA NÃO CAIR NELA.




















SE OLHARES PELAS FRESTAS DAS GRADES DA CELA
E ENXERGARES AS ESTRELAS,
CUIDA BEM DE TI, PARA NÃO SE ILUDIR,
POIS, DELAS, VISTES APENAS O RELUZIR.



DE VENTO EM POPA


No compasso das batidas do coração
firme bem os seus pés e estenda a mão,
se estiver subindo procure ajudar alguém,
todo mundo ganha quando se faz o bem.


O vento não sopra sempre na mesma direção,
abra portas e janelas da mente e do coração
aprenda a lidar com vento favorável e contrário,
saber remar e voar é extremamente necessário.



Visitem Tércio Sthal
.

Medo - por Vicenzo Raphaello

Medo
Vem de repente
o medo
Por quê?
Não sei
Reajo
me fecho
Su fica triste
Sofia se espanta
que merda!
Mais frontal
e
de mentira
medo não tenho.
.

O Adversário - por Maurício Limeira

 
 
 
 
 
Assoou o nariz e ficou olhando. Havia sangue no lenço.

Escondeu no fundo do bolso o pano ensanguentado, com medo de que alguém percebesse.

Precisava sair da multidão. Precisava sair antes que fosse tarde demais.

Foi então empurrando as pessoas que simulavam felicidade, que falavam alto, que riam e cheiravam a álcool e agiam como crianças mimadas e irritantes, até chegar à escada que levava ao segundo andar.

Quando escorregou no piso molhado, teve a certeza de que não conseguiria.

Mas alguém lhe segurou o braço, impedindo a queda. Alguém lhe perguntou se estava tudo bem. Alguém olhou para ele e viu.

“Ei, você está sangrando.”

Era tarde demais. Ele tentou se desvencilhar. Tentou a escada. Mas era mesmo tarde demais.

Faltou tão pouco.

O candidato seguinte já estava em posição. Esperava apenas o nariz começar a sangrar.

 

 

Há mais, aqui:
 
O ADVERSÁRIO

Blog do romance O ADVERSÁRIO, de Maurício Limeira,
+ contos com um pé no sobrenatural.
.
.

Comentário - por Adhemar

 
Pois é, e sempre foi assim. Diretas já, meio-ambiente, caras pintadas... A patuleia não percebe o quanto somos uma democracia dirigida como o gado é pastoreado. Vamos para onde os cães mandam, felizes com a nossa "independência"...
Nossos líderes revolucionários de outrora chegaram finalmente ao poder depois de tanta "luta"; mas nitidamente mancomunados ou manietados pela velha oligarquia (hereditária) que manda nesta fazenda chamada Brasil. Somos "pagos" pra não pensar e nos manter "antenados" com novidades bacanas a consumir, com o futebol, pseudos movimentos sociais, o BBB e sabe-se lá o que mais. E a todas estas a grande mídia pagando pau: a gente vendo na imagem que não foi pênalti e os caras defendendo o maldito juiz...!
 
 
.

FECHAR OS OLHOS - por KBÇAPOETA



    O homem está calcado em uma cultura de mercado em que se vendem e consomem intimidades.
    Atualmente devido à ânsia de saber o final antes de terminar o filme, do prazer imediato, o horror a surpresa. O Prazer desgastado.
    O despertar da vida com seus mistérios já não interessa. Queremos o pronto. Agora e já.
    A rima fácil, o gesto rude, a piada pobre com um toque de pseudo-nobreza. Cafonice.
    É preciso um “fechar de  olhos’ para perceber a vida por outros sentidos, culturas e maneiras.
    Perceber a vida por outras nuances e torna-la interessante, mais viva, emocionante e com surpresas.
    Quando se deixa de encantar-se com a vida, você morre respirando. Vira cinza, um atual walking dead.
    A pessoa que lê vê um mundo mais colorido, emocionante e significativo. Leia mais.

    

O Erotismo: Fantasias e Realidades do Amor e da Sedução, de Francesco Alberoni - por Alexandre



 

 

Quando peguei esse livro, pensei em descobrir o universo da psique feminina. Mas me surpreendi em descobrir coisas que nem eu sendo homem sabia sobre a psique masculina.

À medida que o livro vai transcorrendo em nossas mãos, vamos explorando temas mais profundos. Tanto é que fiquei surpreso com coisas que descobri no final do livro. Como, por exemplo, que a primeira coisa que as mulheres examinam no homem é o cheiro do seu corpo (O.O), depois é o hálito, em seguida ela analisa o beijo! Pelo beijo ela descobre muitas coisas sobre o caráter do homem: se ele é generoso, sensível, inteligente ou aventureiro. (Para quem não está surpreso, peço desculpas, pois essas características da mulher me deixaram de boca aberta.)

Então é isso: se me perguntarem sobre esse livro, eu direi "Super-recomendo!!!!". ^^
.

Ciúmes - por José Ivo

Ciúmes, palavra aterrorizadora, que consegue destruir um relacionamento sentimental e até um casal de amantes, casados ou não.
Quanto mais intenso o amor entre dois corações, mais chances há de aparecer possessividade e exclusividade, num ou em ambos, dependendo da sensibilidade de cada um.
Há dois tipos de ciúme - O bom e o mau!!!
CIÚME BOM - Eu amo a minha amada de corpo e alma, e sinto ciúmes de alguém estranho que a deseje e até interfira com ela.
Mas se ela, se sabe comportar e defender de um ataque de assedio sexual, ou até sentimental, e não se deixa manipular e tentar por uma situação dessas, vai criar um sentimento em mim de confiança absoluta, portanto, HÁ CONFIANÇA.
E nem haverá um pedido de satisfação quanto ao ciúme bom sentido.
CIÚME MAU - Horrível, destruidor, porque é baseado em sentir DESCONFIANÇA.
Se eu puser em dúvida o comportamento da minha amada de não partilhar o nosso amor com um terceiro, e até demonstrar aceitação em ser cortejada por outro homem, ou até ter a iniciativa de se oferecer com entrega total, isso gera desconfiança.
E essa DESCONFIANÇA vai alimentar um ciúme defensivo por um lado, mas destruidor por outro, acabando o que há de amor entre dois corações, dando origem a discussões, ataques pessoais, insultos , uma completa falta de respeito entre os dois.
NO CIÚME MAU, DEIXOU DE HAVER AMOR!!!
NO CIÚME BOM, HÁ AMOR, mas esse ciúme tem que ser optimamente controlado, e nunca dar origem a falta de respeito entre os dois amantes.
A possessividade e exclusividade, em nada abona a favor de um amor saudável, gostoso e duradouro.
São exageros inaceitáveis que podem deteriorar um amor ideal.
É da nossa natureza sentir ciúme, não podemos viver sem ele, mas que não o deixemos prejudicar e até destruir o que mais há de belo nas nossas vidas e no mundo: AMOR!!!
DAR PARA RECEBER
AMO PARA SER AMADO
O AMOR VEM DO CORAÇÃO
.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Conversando com Deus - Livro I: um diálogo sobre os maiores problemas que afligem a humanidade, de Neale Donald Walsch - por Alexandre

 
 
 
 
Em uma frase:

Este livro me ajudou a encontrar O Deus que nos criou e apontou caminhos para minha autocriação.

P.S.: Se este não é O criador, então Deus é um promotor de justiça sentado em um trono, com um livro de regras na mão a julgar os seres humanos após a morte, enquanto atravessam o inferno para chegar ao céu.
.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Orlando, de Virginia Woolf - por Ana

O Orlando que labirinta em todos nós
 
Esta é uma história fantástica.  Densa, intrigante e profunda.  Faz com que repensemos nosso posicionamento no mundo, principalmente em termos de identidade e relações sociais.
Orlando é um nobre do século XVI que repentinamente se vê transformado em mulher.  Além disso, atravessa várias épocas, tendo que se adaptar às novas realidades.
A partir desta temática, Virginia Woolf nos faz mergulhar em questões importantes, como as diferenças entre os sexos, as dificuldades diárias das relações humanas, o valor e a utilização do poder pessoal em suas várias facetas, as características comportamentais em diferentes épocas, a condição bissexual no ser humano.
É um livro que nos guia pelo labirinto mental da escritora, que deixa transparecer suas dúvidas, suas críticas, suas descobertas pessoais, suas certezas, suas vulnerabilidades, suas permissividades; levando-nos aos nossos próprios labirintos, formados pelos mesmos (e outros) tantos limites e aberturas.
.

domingo, 27 de julho de 2014

A Cidade do Sol, de Khaled Hosseini - por Alba Vieira


É uma história comovente que expõe a vida no Afeganistão nas últimas décadas com os horrores da guerra, a realidade cruel dos refugiados e a condição da mulher no país, focalizando, de forma brilhante, a emoção humana. É um livro denso, em que as personagens mostram a crueza das relações onde a opressão, a fome e as dificuldades dos conflitos vividos retratam o que existe de pior e de melhor no ser humano.

O autor, nesta teia tão magnificamente elaborada, onde sobressaem as fraquezas e a grandiosidade da alma humana, destaca duas personagens femininas que, de oprimidas pela própria condição conseguem, através da força de seu caráter, salvaguardar seu poder de opção no momento limite de suas vidas. Ao decidir seu próprio destino, a despeito das situações mais adversas que se apresentam no desfecho da trama, a protagonista nos fala da única liberdade verdadeira: a de quem aprendeu, pela força do amor, o desapego.

As duas personagens centrais, unidas pelo sentimento de amor, nos mostram que foi a renúncia de uma delas que possibilitou a realização de seus anseios de uma vida feliz na vida da outra. Excelente livro.
.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

FIM DA TARDE - Por Kbçapoeta











Fim da tarde torno a rever

Ele estava a esperar

Ver-me retornar

Os segredos que ninguém pode saber

Ao menos imaginar

Por favor, não vá contar

Como tão normal eu posso ser

Sem futuro a me esperar

Você não estava lá

Quando todo mundo já

Partiu

O estrondo já ouviu

Meu mundo desmoronar

Nesse instante tento me mexer

Uma alegria perceber

Mas desabo no sofá

Homem feito em pleno entardecer

Querendo só morrer


Você não vai voltar




Visitem Kbçapoeta







quarta-feira, 23 de julho de 2014

PAX - por Zaira Leite

Eu poderia dar o nome de vida
a esse despenhadeiro para a morte.
Não revolver a terra,
nem lançar a semente,
não burilar o seixo
ao sabor da corrente.
Desprezar meu madeiro,
inventar nova sorte.

E nessa estranha vertigem eu poderia
estrangular a voz do sentimento
ao som dos falsos guizos,
na folia das máscaras
de mentirosos sorrisos.
Toldar a luz do bem,
A transparência da alma e o véu do pensamento.

Eu poderia ignorar a fonte
De infinita doçura e do amor universal
Calando a consciência
Na erosão dos sentidos,
No conteúdo das taças
Do vinho em efervescência
Numa atração incoerente pelo erro fatal.

Mas não teria, porém, no caminho de volta,
Uma só flor sequer da colheita outonal;
Vazios, os meus braços.
E não haveria uma bandeira branca
Desdobrada, ao transpor minha reta final.
.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Urgência - por Ana

Eu te amo
com a urgência de te olhar por dias seguidos
sem temores, sem iminência de separação;
com a urgência de dormir tranqüila, sem portas trancadas,
sem movimentos perigosos que venham nos arrancar de nós;
com a urgência de quem se debate
para acordar de um pesadelo quase eterno;
com a urgência de um guerreiro
que luta por sua vida para salvar sua alma;
com a urgência dos anjos
que velam pelos seres que, sós e cegos, se perderiam de seu caminho;
com a urgência de ver os dias que,
implacavelmente velozes e ininterruptos,
consomem e restringem o tempo do encontro pleno;
com a urgência que teme a morte
que virá, sempre breve, quando se é feliz;
com a urgência dos lábios adormecidos que sonham beijos doces;
com a urgência de ouvir uma voz única preencher todos os sentidos;
com a urgência de sentir na pele
a textura de seu corpo macio repousando, solto, sobre o meu;
com a urgência de minhas mãos
que aguardam te enlaçar e trazer para junto, definitivamente;
com a urgência de meus carinhos,
que necessitam se expressar e só existem para ti;
com a urgência de um coração que pulsa teu nome, aflito,
pedindo aos olhos tua imagem presente todos os dias;
com a urgência de minha alegria,
que surge quando te vejo.

Eu te amo
com a urgência que tem o rio de chegar ao mar, seu destino;
com a urgência dos amores proibidos em se tornarem vivos;
com a urgência de retomar um lindo sonho interrompido;
com a urgência de libertar minha alma de um feitiço cruel e incessante;
com a urgência da solidão que sabe sua companhia vindo.

Eu te amo
com a urgência deste sentimento que te acompanha ao longe;
inunda-te de carinho, desejo e paixão, se perto;
e que te faz sentir a mesma urgência,
arder no mesmo desejo, transbordar o mesmo carinho,
viver a mesma paixão.

Sempre.
.