Bem-vindo ao Duelos!
Valeu a visita!
Deixe seu comentário!
Um grande abraço a todos!
(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sexta-feira, 20 de junho de 2014

A SEXTA-FEIRA QUE ADORAMOS- por Kbçapoeta



        Desde a minha puberdade eu tenho adoração por sexta-feira.
        Lembro-me que quando tinha nove anos, morava com meu pai e a sexta-feira significava o dia que iria ver minha mãe, meus amigos, enfim minha verdadeira casa.
        No final do primeiro ano de convivência com meu pai, vi que era bom morar com minha mãe.
        Meu pai tinha mais grana e dava uma condição econômica melhor, mas minha mãe mesmo sem grana era muito melhor.
        Outra época que eu me lembro de idolatrar a sexta era quando contava doze anos. Percebia que sábado e domingo eram dias sem aulas. Não faltavam motivos para amar a sexta-feira.
        Hoje, adulto, senhor do meu tempo, adoro todos os dias, todas as horas, todas as estações climáticas, dias chuvosos e ensolarados.
        Entendo nos dias de hoje a vida como um milagre e que independente de data ou hora continua sendo um mistério e maravilhoso.

        Apesar de todo esse entendimento pela vida e os dias ainda prefiro a sexta-feira. Deve ser a energia que o dia carrega. Energia muito positiva.





                                                                  Visitem Kbçapoeta




quinta-feira, 19 de junho de 2014

Post Inesquecível do Duelos - Indicado por Ana

Absolutamente original, inspiradíssimo! Totalmente inesquecível! Aline conseguiu transmitir, neste texto, a dor inesperada que tomou conta da tarde familiar após a descoberta deste doloroso falecimento.



RÉQUIEM
(ALINE)

Um corpo escuro dentro do tanque branco. Os olhares vertidos sobre ele. Os membros rígidos, unidos, dorsalmente alaranjados e esticados para fora do casco mundo. A cabeça reclusa, as patas dianteiras como guardiãs, permitindo que apenas as narinas fossem entrevistas. Uma proteção no seio daquela posição. Um sinal, no diagnóstico.
E os olhos, como estariam? Cerrados e mudos ou abertos na escuridão? A fuga visual de sua própria morte.
O alvoroço dos parentes anunciando o incomunicável.
O aviso, o sol incidindo, a água ilimitada ao seu redor e a sua insustentável e lenta existência de quelônio.
Nos dias floridos dos outros, a tartaruga e sua bacia azul; os passeios matutinos e vespertinos; a invasão da noite e seu recolhimento; o seu ventre esverdeado em contato diário com as lascas vermelhas do quintal; seu íntimo de goiaba e a preferência pelos pés dos vasos, com suas plantas igualmente prisioneiras.
A vítima, o algoz e o silêncio.
A sua cama de jornais e de letras pretas, insignificantes para o seu universo iletrado, sub-racional e de desejos de subsolo.
Inúmeras arremetidas quanto ao passado do invólucro desabitado: seus motivos, sua função, sua passagem, a transubstanciação e a viagem derradeira para o nada.
O que ela teria feito com as décadas de cárcere que lhe restavam?
Qual destinação terá a cela acolchoada, moldada para aquela especial forma de vida (e de morte)?
A tartaruga e sua mãe: virgens, brandas, acorrentáveis e monocromaticamente verdes; criaturas embalsamadas, limpas e impecáveis em seus trajetos, trejeitos e expressões faciais.
Mas, no instante da transição, ela percebe um espelho à sua frente. Um juiz que lhe expõe sua movimentação passiva, a agilidade de seu medo e a aquiescência perante as vozes. O reflexo do seu espírito, de sua compleição física, do fim iminente e da rota que desemboca no cais e no Adeus.
E quando ela parece aceitar a História de morte que criaram para ela, eis que a sua visão escapa da nudez do vidro e vai morrer dentro de seu tamanho reduzido, do pequeno espaço, da dimensão de si.
.
.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Alexis Carrel e a Civilização Construída ao Acaso - Citado por Penélope Charmosa

A civilização moderna encontra-se em má posição porque não nos convém. Foi construída sem conhecimento da nossa verdadeira natureza. Deve-se ao capricho das descobertas científicas, do apetite dos homens, das suas ilusões, das suas teorias e dos seus desejos. Apesar de ter sido edificada por nós, não foi feita à nossa medida.
Na verdade, é evidente que a ciência não seguiu nenhum plano. Desenvolveu-se ao acaso, com o nascimento de alguns homens de gênio, a forma do seu espírito e o caminho que tomou a sua curiosidade. Não se inspirou de modo nenhum no desejo de melhorar o estado dos seres humanos. As descobertas produziram-se ao sabor da intuição dos cientistas e das circunstâncias mais ou menos fortuitas das suas carreiras.
Se Galileu, Newton ou Lavoisier tivessem aplicado os poderes do seu espírito ao estudo do corpo e da consciência, talvez o nosso mundo fosse diferente do que é hoje. Os cientistas ignoram para onde vão. São guiados pelo acaso, por raciocínios sutis, por uma espécie de clarividência. Cada um deles é um mundo à parte, governado pelas suas próprias leis. De tempos a tempos, certas coisas, obscuras para os outros, tornam-se claras para eles. Em geral, as descobertas são feitas sem nenhuma revisão das consequências. Mas a forma da nossa civilização resultou dessas consequências.



In “O Homem, Esse Desconhecido”.
.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Alberto Caeiro (Biografia) - Enviada por Ana

Alberto Caeiro (16 de abril de 1889 - 1915) é considerado o mestre dos heterônimos de Fernando Pessoa, apesar da sua pouca instrução.
Foi um poeta ligado à natureza, que despreza e repreende qualquer tipo de pensamento filosófico, afirmando que pensar obstrui a visão (“pensar é estar doente dos olhos”). Proclama-se assim um anti-metafísico. Afirma que, ao pensar, entramos num mundo complexo e problemático onde tudo é incerto e obscuro. À superfície é fácil reconhecê-lo pela sua objetividade visual, que faz lembrar Cesário Verde, citado muitas vezes nos poemas de Caeiro por seu interesse pela natureza, pelo verso livre e pela linguagem simples e familiar. Apresenta-se como um simples “guardador de rebanhos” que só se importa em ver de forma objetiva e natural a realidade. É um poeta de completa simplicidade, e considera que a sensação é a única realidade.
Fernando Pessoa formulou três princípios do sensacionismo:
- todo objeto é uma sensação nossa;
- toda a arte é a convenção de uma sensação em objeto;
- portanto, toda arte é a convenção de uma sensação numa outra sensação.
E Caeiro foi o heterônimo que melhor interpretou esta tese, pois só lhe interessava vivenciar o mundo que captava pelas sensações, recusando o pensamento metafísico.
Alberto Caeiro duvida da existência de uma alma no ser humano, quando diz: “Creio mais no meu corpo do que na minha alma...”.
Caeiro é um poeta materialista, visto que crê que o mundo exterior é mais certo do que o mundo interior.



Fonte: Wikipédia
.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Pensamento - por vestivermelho

O pensamento, força viva e atuante, cuja velocidade supera a da luz.



Visitem vestivermelho
.

A Cruz - por Poty

Ele sobre a cruz
Pendurando
Pregado
Coroado...
A escorrer sangue

Qual crime fez?!

Ser crucificado
Era a forma de matar um criminoso

Ele, por suas atitudes,
Seus atos,
Suas palavras
E práticas
Foi a julgamento...
O que restou foi a cruz!

A cruz, ato humilhante...
Teria ele que caminhar pelas ruas e subir ao monte para sua própria morte e
Entre os que o condenavam e os que protestavam iria ao seu sacrifício carregando a cruz.

Foi açoitado
Caluniado
Debochado
E assim mesmo carregou a sua cruz

Dependurado ficou –
Esticado pelos pregos, olhando a todos –
Que aos seus pés pregados não souberam o que fazer...
A cruz permaneceu
Quando padeceu
O tiraram da cruz...
A cruz ficou cravada para todo sempre
E a glória de sua morte...
Que a morte vivenciou
E eternizou com sua cruz.
.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

COMO VOCÊ PODE QUERER SER LIVRE ? - por Kbçapoeta









Como você pode querer  ser livre,


Se é comprado e vendido no mercado?


Como você pode ser livre,


Se é comprado e vendido no mercado?


Não entende que quando é demitido,


Você foi comprado,  vendido e descartado no mercado?


A promoção a um cargo vil,


É ser comprado e precificado no mercado.


Você vai matar para desmentir


Que é comprado e vendido no mercado.


Pão, circo, facebook,  Skype  e TV


Para você ser comprado e vendido no mercado.






Visitem Kbçapoeta






sábado, 7 de junho de 2014

Hermógenes - Citado por Alba Vieira

São as muitas lágrimas derramadas que limpam os olhos, preparando-os para ver.
Mas, a Realidade não pode ser vista enquanto os olhos não secarem.
.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Hermógenes - Citado por Alba Vieira

Não se turbe tua felicidade pelas maldades, crimes, vícios, fomes, guerra e perdições que assolam o mundo, e as predições que o ameaçam. Continua sereno.
Não devemos esquecer que, até certo ponto, temos o dever de tentar algo para salvar alguma coisa. Precisamos esforçar-nos para evitar a hecatombe, e criar algo, no meio da devastação. Mas...
Que pode fazer o menino pastor para evitar que a plantação seja pisada pela manada que estourou?
.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Haruki Murakami, Destino, Acaso ou Coincidência - Citado por Penélope Charmosa

Podemos muito bem, se for esse o nosso desejo, vaguear sem destino pelo vasto mundo do acaso. Que é como quem diz, sem raízes, exatamente da mesma maneira que a semente alada de certas plantas esvoaça ao sabor da brisa primaveril.
E, contudo, não faltará ao mesmo tempo quem negue a existência daquilo a que se convencionou chamar o destino. O que está feito, feito está, o que tem se ser tem muita força e por aí fora. Por outras palavras, quer queiramos quer não, a nossa existência resume-se a uma sucessão de instantes passageiros aprisionados entre o “tudo” que ficou para trás e o “nada” que temos pela frente. Decididamente, neste mundo não há lugar para as coincidências nem para as probabilidades.
Na verdade, porém, não se pode dizer que entre esses dois pontos de vista exista uma grande diferença. O que se passa - como, de resto, em qualquer confronto de opiniões - é o mesmo que sucede com certos pratos culinários: são conhecidos por nomes diferentes mas, na prática, o resultado não varia.



In “Em Busca do Carneiro Selvagem”.
.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

A Filha do General - por Ana

Este filme trata de questões importantes em relação à mulher, ao militarismo e às relações familiares. É chocante e um pouco inesperado. Entretanto, John Travolta deveria, pelo menos, modificar um pouco a forma de segurar o cigarro de um filme para outro.



Sinopse: Cineclick
Trailer: Spout
.
.
.
E você? Que filme gostaria de comentar?
Simon West

terça-feira, 3 de junho de 2014

MÍDIA E ELEIÇÃO: VENÇA QUEM VENCER - Por Kbçapoeta



   

      É possível afirmar que as empresas de radio, televisão e jornal, enfim a mídia nacional tende a ser cooptada pelo poder federal. Não há ideologia nos negócios.
     Assis Chateaubriand idealizou a televisão brasileira de elite para as elites e, para as massas, o acesso ao aparelho viria na velocidade da democracia após 1964, lenta e gradual.
     Mesmo não sendo Chateaubriand a pessoa que recebeu os dividendos por tal investimento, a idealização da T.V elitizada se confirmou. O ideal branco e rico.
     Um observador atento poderá perceber esse fetiche ariano na T.V brasileira ainda nos dias de hoje.
     Lógico que hoje temos uma inegável diversidade, fruto de lutas das categorias alijadas do processo de pertencimento e de consumo que o veículo deve propor.
     Mesmo sabendo que os outros grupos sociais e étnicos seriam a solução para suprir uma demanda reprimida de consumo, a mídia brasileira, principalmente a televisão, relutou em dar acesso a tais grupos.
     Adaptando-se a nova realidade, a T.V não mais utiliza de artifícios para “vender” seu candidato à presidência. Coisa que fez até a segunda eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (Lula).
     Com Fernando Collor de Mello (Collor) e Fernando Henrique Cardoso (FHC) o candidato oferecido fora comprado pela patuleia (Nós).
     A fórmula mostrou-se desgastada com José Serra e Geraldo Alckimim. Ambos por não possuir carisma, coisa que Lula tem de sobra. Mídia vende, mas não faz milagres.
     Em 2014 pode-se notar um tom menos agressivo ou até amistoso com o governo e oposição. O popular “lavar as mão como Pilatos”.
     Essa atitude tem várias Razões óbvias, entre elas a de que após três mandatos petistas mídia e governo já tenham muitos interesses em comum. A outra se refere aos anos que a direita foi companheira da mídia brazuca e uma vitória desta seria a volta dos bons tempos.
     Para a mídia brasileira a eleição presidencial tem o seguinte cenário: quem vencer que vença.





                                                       



                                                       Visitem Kbçapoeta



sábado, 31 de maio de 2014

Os Meninos da Rua Paulo, de Ferenc Molnár - por Ana



“Os Meninos da Rua Paulo”, que se passa em Budapeste, apresenta uma realidade comportamental que poderia ser encontrada em qualquer lugar do Ocidente, no final do século XIX (e até mais pra frente).  Junto com os protagonistas, nos leva a correr, fazer estrepolias, realizar pactos profundos de amizade, brigar, criar projetos e sofrer com estes meninos que brincam e se desenvolvem nas ruas de seu bairro.
A quem vê uma turba enlouquecida de garotos correndo pela rua, geralmente não ocorre que entre eles haja rígidos códigos de honra, graves questões relativas à sobrevivência do grupo, amizades que protegem como rochas, marcando para a vida inteira.  Não ocorre como aquelas relações vão forjando o caráter, ensinando a vida, dividindo traumas, perigos e temores, garantindo universos particulares de linguagens únicas e vínculos inesquecíveis.
É um livro que toca a infância de todos nós, em seu lado mais profundo, que nos faz relembrar acontecimentos aparentemente esquecidos e/ou nos faz desejar um pouco daquela infância húngaro-universal.
.
.

Consciência - por Alba Vieira

O sol já brilha
Acordemos pra vida
Expandindo luz

Consciência:
Viagem interior
Tornar-se a luz.




Visitem Alba Vieira
.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Franz Kafka e o Mundo - Citado por Penélope Charmosa

.
Não é necessário sair de casa.
Permaneça em sua mesa e ouça.
Não apenas ouça, mas espere.
Não apenas espere, mas fique sozinho em silêncio.
Então o mundo se apresentará desmascarado.
Em êxtase, se dobrará sobre os seus pés.
.
.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Saudade - por Alba Vieira

Sombra que te acompanha,
Aguardando se concretizar
Uma vez mais.
Doendo fino e permanentemente,
Adiando uma nova realização.
Despertando as lembranças vividas e
Enlaçando-te com seu gozo de ilusão.



Visitem Alba Vieira
.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Te Encontrei... - por DAS

Você surgiu em minha vida
no momento em que eu
mais precisava ser amada por alguém.
Meu mundo era triste, vazio e sem esperanças,
então você veio e me mostrou
que as coisas não eram bem assim.
Como um dia de sol
depois de uma intensa tempestade,
você fez surgir em mim
um amor diferente real e verdadeiro.
Agora sinto meu coração
pulsar com força
louco pelo amor e por você.
O passado, você disse, está morto
vamos viver o presente intensamente,
que o presente construiremos juntos...



Visitem DAS
.

DURA NA FRONTEIRA - Por Kbçapoeta



    Lembrei-me da vez em que eu estava em uma estrada deserta. Cenário bucólico ideal para esquecer-se de si, relaxar, enfim, desligar.
    Eis que nesse êxtase encantador observo o belo dia, verdes pastagens que foram aradas pelo latifúndio, vazio do pós-colheita. É o protetor de tela do Windows.
    O mergulho ao âmago do meu ser foi tão forte que que resolvo ligar para minha mãe.
    Falo vinte minutos com a coroa e desligo. Vou entrar no carro para partir, mas, eis que surge uma s-10 do GEFRON (Policiais do Grupo Especial de Fronteira) e pede-me para me afastar do automóvel.
    Começa uma revista em meu carro para saber se portava drogas para o tráfico ou não.
    Nesse momento quase posso suar frio. Não sou traficante mas dou uns tapas de vez em quando e estava por um triz de ter que enfrentar o constrangimento e ser tachado legalmento como “usuário”.
    Olharam embaixo do painel do meu carro, porta-malas embaixo do banco. Tudo ok, estava limpo.
    Junto com minha mochila, violão e outros pertences estava meu saquinho de erva, filtros, fechador de cigarros e seda, ou seja, um kit maconheiro.
    Por precaução eu enrolei esses materiais em umas três sacolas plástica de supermercado. Um dos guardas que olhava minha mochila, violão e outros pertences pegou nas mãos o saquinho. Gelei novamente, ele olhou nos meus olhos que estavam vermelhos como de uma lebre, deu um sorriso de canto de boca e largou o saquinho de volta.

    Os guardas entraram na caminhonete e sumiram pelas estradas do Montese. Nunca mais os vi. Nunca mais fui lá.






                                                    Visitem Kbçapoeta





segunda-feira, 26 de maio de 2014

Hermógenes - Citado por Alba Vieira

A verdade dos outros merece meu respeito. Nem sempre minha adesão.
.

Entendendo Quem Nós Somos e Aplicando este Conhecimento no Dia a Dia - por Alba Vieira

Você acredita que o que pensamos ser a realidade é pura ilusão? Pois é só ilusão. Todas as coisas que enxergamos, tocamos, todos os sons que ouvimos, tudo que tem cheiro, tudo que conseguimos provar, enfim, tudo que apreendemos com os cinco sentidos, isto é: os objetos, a natureza, os seres vivos, tudo isso não passa de ilusão. Eles só existem dessa forma que os concebemos, porque nós estamos observando cada coisa.
Parece difícil compreender este conceito mas, na verdade, não é tão complicado. Existe uma realidade manifesta e outra não manifesta.
A realidade não manifesta é a fonte. É o manancial de onde tudo tem origem. É a partir dela que surge a realidade manifesta. É a verdadeira realidade.
A realidade manifesta - que é o que nós apreendemos com os nossos cinco sentidos - é pura ilusão, porque depende do observador, de quem a concebe.
Assim, nós só conseguimos olhar um gato sabendo que se trata de um gato, depois que já tivermos sido apresentados a ele, isto é, depois que o nosso cérebro já tiver registrado o que é um gato.
Tudo o que se manifesta no mundo vem dessa realidade não manifesta, que é o Todo (o que chamam Deus, campo, fonte, energia, luz ou seja lá o que for). Tudo o que existe tem em si a centelha desse Todo. Então, nós temos nosso espírito que é derivado dessa fonte. Logo, em espírito, estamos ligados ao Todo, a tudo que existe, somos um com a Unidade.
O homem é composto pelo espírito (derivado do Todo, a realidade não manifesta), a mente (o ato de observar) e o corpo (o que é observado).
Dessa forma, nós podemos nos identificar com a realidade não manifesta que é o desconhecido, o invisível ou com a realidade manifesta que é o conhecido, o visível.
Acontece que a realidade não manifesta é a fonte da criação, é a potencialidade pura. Aí, tudo é possível. Se atuamos nesse nível estamos livres da relação espaço-temporal, podemos aplicar a magia, afinal, temos poder, temos um Deus dentro de nós. E esse é verdadeiro poder, aí nós somos a divindade, logo somos belos, perfeitos, temos todo o conhecimento, experimentamos o silêncio, a simplicidade, a invencibilidade, a felicidade. Isso representa a auto-referência, a referência do espírito, o real poder, a identificação com o Eu, com o interior.
Mas podemos nos identificar com o externo, com as coisas, com as pessoas, as circunstâncias. É a objeto-referência. Aí somos frágeis, temos necessidade do falso poder, aquele que deriva da necessidade de controle, portanto, do medo. Quando não nos identificamos com a nossa parte espiritual somos vulneráveis, temos medo e precisamos nos defender surgindo a necessidade de controlar, nos antecipando sempre, gerando estresse para as nossas vidas, buscando o falso poder.
Então, a solução é vivermos de acordo com a verdadeira realidade: que somos seres de luz, que podemos nos identificar com o poder real que reside em nós.
Mas para acessarmos essa porção do nosso ser teremos que penetrar no silêncio, no espaço entre nossos pensamentos, mergulhar aí, onde escapamos da relação espaço-temporal, onde simplesmente somos.
Podemos alcançar esse estado através de insights, auto-hipnose, grandes choques (que por instantes nos tira do estado de ilusão em que comumente vivemos), da ioga, da meditação, do tratamento homeopático, da acupuntura e outras formas, como, por exemplo, com o uso de drogas psicodélicas que levam a estados de êxtase quando nos ligamos à Unidade. Quando experimentamos esse estado de consciência alterada, podemos sair do corpo; criar a própria realidade; experimentar estados de união com tudo que existe, animado ou inanimado; mexer com o tempo, alargando-o ou restringindo-o; fazer auto-curas; ter todo o conhecimento; conhecer todas as vidas passadas etc.
Cabe somente a nós a escolha, em cada momento de nossas vidas: viver de acordo com a verdadeira realidade ou continuarmos iludidos, limitados e infelizes.



Visitem Alba Vieira
.