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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Alfredo Bosi (Biografia) - Enviada por Ana

Descendente de italianos, Alfredo Bosi é filho de Teresa Meli, salernitana, e Alfredo Bosi. Depois de graduar-se em Letras Neolatinas pela Universidade de São Paulo (USP), em 1960, recebeu uma bolsa para estudar na Itália, onde permaneceu por dois anos, na cidade de Florença.
De volta ao Brasil, tornou-se professor de língua e literatura italiana na USP, cargo que ocupou por 10 anos.
Em 1964, escreveu a tese “A Narrativa de Pirandello”. Seis anos mais tarde, defendeu livre-docência com a tese “Mito e Poesia em Leopardi”.
Embora fosse professor de Literatura Italiana, Bosi sentia-se dividido por causa de seu grande interesse pela literatura brasileira, que o levou a escrever os livros: “Pré-Modernismo” e “História Concisa da Literatura Brasileira”. Em 1972, Bosi decidiu-se pelo ensino de literatura brasileira no Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.
Foi vice-diretor do IEA (Instituto de Estudos Avançados da USP) de 1987 a 1997, ano em que passou, a partir do mês de dezembro, a ocupar o cargo de diretor. Entre outras atividades no IEA, coordenou o Programa Educação para a Cidadania (1991-96), integrou a comissão coordenadora da Cátedra Simón Bolívar (convênio entre a USP e a Fundação Memorial da América Latina), coordenou a Comissão de Defesa da Universidade Pública (1998) e presidiu a Comissão de Ética da USP (2000-04). Bosi é também editor da revista “Estudos Avançados” desde 1989.
Em 20 de março de 2003, Alfredo Bosi foi eleito para Academia Brasileira de Letras, ocupando, desde então, a cadeira número 12.
Alfredo Bosi é casado com a psicóloga social, escritora e professora do Instituto de Psicologia da USP Ecléa Bosi, com quem tem dois filhos, José Alfredo, professor de Economia, e Viviana Bosi, atual professora do Departamento de Teoria Literária da FFLCH/USP.

Obra
1966 - O Pré-modernismo
1970 - História Concisa da Literatura Brasileira (Historia Concisa de la Literatura Brasileña, México, 1983)
1975 - O Conto Brasileiro Contemporâneo
1977 - As Letras na Primeira República (in O Brasil Republicano)
1977 - O Ser e o Tempo da Poesia
1985 - Reflexões sobre a Arte
1988 - Céu, Inferno
1992 - Dialética da Colonização (Culture Brésilienne: une dialectique de la colonisation, Paris, 2000; Cultura Brasileña: una dilectica de la colonizacion, Salamanca, 2005)
1992 - O Tempo e os Tempos em Tempo e História
1996 - Leitura de Poesia (organização e apresentação)
1999 - Machado de Assis: o enigma do olhar
2002 - Machado de Assis
2002 - Literatura e Resistência
2006 - Brás Cubas em Três Versões

Prêmios
1977 - Melhor Ensaio da Associação Paulista de Críticos de Arte, por “O Ser o Tempo da Poesia”.
1992 - Melhor Ensaio da Associação Paulista de Críticos de Arte, por “Dialética da Colonização”.
1992 - Homem de Ideias, distinção conferida pelo Jornal do Brasil.
1993 - Prêmio Casa Grande e Senzala, por “Dialética da Colonização”.
1993 - Prêmio Jabuti de Melhor Obra de Ciências Humanas.
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Fonte: Wikipédia
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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Antes que Seja Tarde Demais, - por Tércio Sthal





E DURE O TEMPO QUE DURAR,
A CONSTRUIR NOVA HISTÓRIA 
QUE SEJA CAPAZ DE TRANSFORMAR 
O POUCO EM MAIS UM POUCO, 
E MAIS UM POUCO EM UM POUCO MAIS.




VELEJANDO


De tanto bater a cabeça por aí, tem gente perdida em alto mar,
a olhar em silêncio para a bússola
sem sequer conseguir se orientar.

Tem gente perdida em alto mar,
sem saber ao certo para onde ir,
com bússola disponível para olhar,
mas insegurança na hora de decidir.

Uns a reclamar da chuva que cai sobre a Terra,
outros a reclamar dos raios quentes do Sol, todo dia,
uns a reclamar da paz, do sossego e da monotonia,
outros a reclamar dos constantes conflitos, e da guerra,
agindo como se fossem todos mulas sem cabeças,
sem fazerem nada para que algo de melhor aconteça.

Conscientemente, a velejar em alto mar, Fico a observar as ondas em movimento,
a usarem breves recuos como alimento
para ganhar forças suficientes e voltar.

Precisamos todos estender nossas mãos,
seja com os pés no chão, ou a dar saltos,
com fé, e a ganhar asas para poder voar 
até aos melhores lugares, e aos mais altos.


Visitem Tércio Sthal
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Haikai - por Alba Vieira

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Feliz de gente
Que encanta e sorri.
É que se ama.




Visitem Alba Vieira
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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Você já Pensou em Escrever um Livro?: informações fundamentais para tornar-se um escritor de sucesso, de Sonia Belloto - por Alexandre

 
 
 
 
Temos aqui um livro que nos incentiva a escrever um!
 



Sonia Belloto nos conduz pelo processo de criação de um livro: já nos cativa a magia da leitura logo na introdução, e vamos seguindo de mãos dadas com ela: passando por dicas de escrita, criatividade, e, o que eu gostei muito de conhecer, a Jornada do herói. Mas aonde foi emocionante mesmo foi quando chegamos ao assunto editoras: apertei firme a mão que me guiava e continuei.
Sonia não mente: apesar da magia cativante dos livros, as editoras os veem como produtos comerciáveis, e afirma que o espaço para novos autores é muito limitado, compelindo assim os novos autores a procurar as editoras de demanda.
Enfim, é um ótimo livro que desmistificou para mim o que é escrever e publicar um livro.
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Pesadelo e Sonho - por Raquel Aiuendi

Se o horror, o crime e os absurdos cometidos sobre essa terra em cadeia de humanos sobre humanos não têm cor, raça e razão; também o Amor é para todos independente de cor, raça e razão. O Amor é a causa das soluções e suas fórmulas; dignifica e transforma; edifica e amplia; o Amor é em si a Razão da lógica, sem o Amor não há lógica e a Lógica vai sempre se apresentar pela Razão do Amor.
Sobre quantos cadáveres, vítimas de horrores, a humanidade vai continuar a erguer-destruir-erguer nações? Vítimas, populações infinitas de vidas, que em nada contribuíram para a barbaridade contra elas... esse cemitério há de ser, um dia, se já não está acontecendo, a ‘areia movediça’ que irá engolir a podridão.
A dor dos horrores há sempre de ser o empecilho da evolução humana? Avançar em sustentabilidade através da inteligência-amor é mais difícil que a promoção em moto-contínuo de dor e consciência-dor?
Horrores são horrores. Para as vítimas, como todos o sabemos; e, também, para seus patrocinadores e agentes diretos (todos não dormem e, se dormem, têm pesadelos – o peso deles).
A humanidade se arrasta em pesadelos desde séculos a perder de vista; dissemina a doença plantada em sua existência e cultivada por indivíduos ao longo de todos os processos “civilizatórios”.
A pré-história ainda é; com diferença dos rótulos, mas a alma da humanidade se entrega à permanência consciente do estado pré-histórico. A alma da humanidade se aprisiona ao estado latente e se deixa manipular utilizando instintos de ferocidade e medo que distancia de outro estado latente de Paz e usufruto, de Amor e sustentabilidade.
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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Post Inesquecível do Duelos - Indicado por Ana

Este post faz parte da fase conceitual de Raquel Aiuendi, conforme pode ser verificado aqui no Duelos (rsrsrs). É deveras interessante por se constituir numa reflexão filosófico-matemática perfeita, com uma mensagem existencialmente instigante. Parabéns, Raquel, por esta pérola que não me canso de ler!



CONCEITOS
(RAQUEL AIUENDI)

A vida não passa
De mera matemática
Cujos dias somados
Diminuem o período
De existência
Absolutamente física
E em relação
Inversamente proporcional
Multiplica a existência
Ultradimensional
Que, diante
dos macro universos
não passam
de hipossignificâncias.
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Tem Gente com Medo das Ondas, - por Tércio Sthal




E COM MEDO DE SE ARRISCAR,
PISANDO O TEMPO TODO NA PRAIA
E SEM ADENTRAR NO MAR.

E GENTE PERDIDA NO MEIO DO MAR
OLHANDO EM SILÊNCIO PARA A BÚSSOLA
SEM SABER QUAL RUMO DEVE TOMAR.



BEM NO ALVO

Ninguém deve manter-se preso em ideias filosóficas,
em preceitos de crenças, ou em concepções de ideais,
a ponto de não viver bem, de ir além, e fazer algo mais.


Mas dar um passo de cada vez, 
fazendo cada coisa no seu tempo,
sem a pretensão de ser perfeito,
observando a direção do vento
e tentando fazer tudo direito.


Plantando sempre a boa semente
e a colher bons frutos e belas flores,
sabedor de que quem planta o mal sofre
infortúnio dos muitos insultos e dores.


Semeando a fé aonde há descrença,
semeando amor aonde há desavença,
e aonde há dúvida, semeando a esperança
já que 'depois da tempestade vem a bonança'.

Nas mãos o arco e a flecha,
com a convicção de saber mirar,
mirando bem no alvo e atirando já,
antes que venha o vento forte
que pode fazer a flecha desviar
para o lado sul, ou para o norte.


Visitem Tércio Sthal
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REZAR PARA PEDIR OU AGRADECER? - por Kbçapoeta

      Vi uma menina rezando lindamente para virgem Maria e outra senhora prostrada aos pés do menino Jesus que está desenhado no vitral da capela ao lado da catedral de Dourados.
      Confesso que comecei a olhar em redor e questionar-me o que aquelas pessoas estavam fazendo ali.
   Havia várias pessoas rezando fervorosa e obstinadamente.
      O sí bemol inconfundível da catedral irrompe o silêncio, desperta-nos do êxtase que estávamos sentindo naquele ambiente litúrgico.
      A pergunta volta em minha mente:


        Aquelas pessoas estavam agradecendo ou pedindo?

            


                                                              Visitem Kbçapoeta 

domingo, 12 de janeiro de 2014

Hermógenes - Citado por Alba Vieira

O que os poetas veem nos crepúsculos afogueados é o mesmo que os sábios surpreendem nas leis que regem átomos e universos, e os místicos escutam na voz do silêncio, que fala dentro do coração.
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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

A Negociação - por Ana

Espetacular! As atuações de Kevin Spacey e Samuel Lee Jackson estão demais! Adorei!



Sinopse: Cineclick
Trailer: Spout
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E você? Que filme gostaria de comentar aqui?
F. Gary Gray

Interagir com o Meio Ambiente - por Tércio Sthal




DE MODO INTELIGENTE, SUSTENTÁVEL E SEGURO
PARA GARANTIR QUALIDADE DE VIDA E SAÚDE
NO MOMENTO PRESENTE E PARA O FUTURO.


MENSAGEM AO POVO DE CAMPINAS


A hora é esta! Não devemos viver só de memórias e do passado.
Chá de ontem não queremos que nos sirva para beber agora.
Vamos quebrar paradigmas e virar a página de nossa história
e ressurgirmos com força para construirmos o nosso futuro sonhado.


Eu e você somos Campinas! Nós amamos esta cidade.
Somos gente de bem e trabalhamos diligentemente,
com afinco e honestidade, para construir a verdade
a Campinas que todos nós queremos, a cidade inteligente.


Visitem Tércio Sthal
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sábado, 4 de janeiro de 2014

Hermógenes - Citado por Alba Vieira

Se os grilos cantam de noite e os pássaros ao alvorecer, é que têm suas razões.
Descobre também as tuas, e deixa tua alma cantar.
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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Em Todos os Foros, e por Todas as Partes, - por Tércio Sthal




BROTAM DESAFOROS E DITOS POPULARES
A CONFIRMAR QUE 'NEM TUDO O QUE RELUZ É OURO',
OU PODE SER APENAS OURO DE TOLO.


A VIDA DOS ANIMAIS
O gato, animal caçador,
desde a mais tenra idade,
afia as unhas e treina habilidades

para caçar seja onde for.

O leão é o rei da floresta,
mas tem lá os seus medos,
ele não sabe suportar a dor
de um espinho entre os dedos.

As aves não voam por acaso,
com coragem exercitam suas asas,
não nascem voando, mas aprendem
que devem ir para além de suas casas.

O ser humano não nasce andando,
mas depois que aprende a andar, corre,
nada, voa, vai além dos horizontes,
e quando não vê mais horizontes, morre.

O martim pescador olha lá do alto
e fixa os seus olhos no objetivo,
empreende voo para caçar ou pescar,
para comer bem e manter-se vivo.

As pessoas não deveriam ser incriminadas
por lutar pela sobrevivência e pelo sucesso,
mas nada justifica que nos transformemos
em pessoas cruéis, insensíveis e brutalizadas.



Visitem Tércio Sthal

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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Favelinha São João - por Ana

(Paródia da música infantil “Capelinha de Melão”)


Favelinha São João
Não é mole, não!
Vende branco,
Vende preto,
Vende trabucão!

São João não dorme nunca
Pois o camburão
Aparece
De repente
Com o caveirão

E pipocam os pipocos
Pra todos os lados
Azeitona,
Teco, teco
Tá tudo arrasado

Moradores sofrem muito
Com esta confusão
Corre, corre,
Minha gente,
“Olha um presuntão!”

Tanta dor não acaba nunca
Neste meu país
Acordai,
São João,
Me fazei feliz...
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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Por Quem Os Sinos Dobram, de Ernest Hemingway - por Ana

 
Já tinha lido "O Velho e o Mar", de Hemingway, que recebeu o Nobel. Gostei do livro. Então resolvi ler "Por Quem os Sinos Dobram", esperando que fosse, pelo menos, bom. Mas não foi o que ocorreu, infelizmente.

Minha impressão foi tão ruim que li todas as resenhas do
Skoob e todos os comentários e sinopses que encontrei na internet, antes de escrever a minha, a fim de verificar se eu estava sendo exigente demais ou havia perdido algum sentido infinitamente profundo e oculto na obra... Vi que não, e mais: outros tiveram a mesma impressão que eu. Então... o que achei?

Concordo com guibre quando diz, em sua resenha no Skoob
, que os diálogos do romance (a la Sabrina) tornam o livro extremamente enfadonho e de baixa qualidade. Se a intenção foi apontar a contradição entre a imaturidade emocional do protagonista e sua capacidade profissional, bastava uma página (ou meia) de conversação amorosa.

Concordo com Ricardo, também do Skoob,
 quando diz que a narrativa ganhou ritmo após o início das descrições das ações. Mas logo desacelerou, pois continuou mesclada com diálogos amorosos.

Foram mais de 300 páginas cansativas, para se chegar a um final que trouxe vestígios do autor de "O Velho e o Mar", num texto que se pode chamar, em alguns pontos, de literatura, realmente. A ideia que ficou foi a de que as últimas páginas foram o ponto de partida para o recheio, e que o autor não soube construir um bom livro na ordem inversa.

Algo me chamou muito a atenção: quase todo o tempo, tive a noção exata de que estava lendo sobre espanhóis através da visão de um norte-americano. Eles eram híbridos (retratados americanizadamente), simulacros, aguados, superficiais, com raros trechos que fugiram a esta regra. Em poucos momentos senti a força da fala e da forma espanhola de ser.

Em suma, o melhor do livro é o título.
E não é à-toa que em quase todos os comentários a respeito da obra o que mais se lê é a citação de John Donne (aquele que escreveu o poema que foi usado por Caetano Veloso na música "Elegia"). É o que possui, efetivamente, maior valor literário.

Mas descobri, ao final da leitura, que a questão não é por QUEM os sinos dobram, mas pelo QUE: o próprio livro.
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Meu Amigo Pedro - Raul Seixas & Paulo Coelho - por Kbçapoeta



      Clássica música dos geniais Raul Seixas e Paulo Coelho, a letra da canção trata das diferenças de visões de mundo e conflito de gerações.
      Raul dedica esta canção ao seu irmão Plínio, que, diferente de Raulzito, tomou um rumo mais “normal” na vida.
     Por outro lado, a concepção da letra teve a importantíssima colaboração de dom Paulete (apelido dado por Raul a Paulo Coelho), o lendário parceiro do maluco beleza.
     Pelo lado de Paulo, a canção expõe a conturbada relação de amor e sofrimento que o mago teve com seu velho e imponente pai, o senhor Pedro Queima Coelho.
     Na infância, adolescência e até no início de sua juventude, o velho Pedro não conseguia entender o universo do seu esquisito filho, chegou a internar o futuro escritor em uma clínica psiquiátrica com tratamento muitas vezes a base de eletro choque.
     No documentário Raul- o início, o fim e o meio, Plínio Seixas afirma que tal música fora feita para ele, e que gosta da mesma.
     Na biografia “O mago”, de Fernando Morais, ele revela que a letra fora feita para o pai de Paulo Coelho, o senhor Pedro Queima Coelho.
     Óbvio que o nome Pedro fora devido ao parceiro de Raul ter criado o “esqueleto" da letra, mas, Raulzito colocou elementos e a parte musical para assim também estender a música ao irmão mais novo, e assim, transformando “Meu amigo Pedro” em uma obra de arte, pois, um dos pilares da arte é sua plurissignificância.
    “Meu amigo Pedro”, composta nos anos 70, período que Raul e Paulo mergulharam de cabeça na “Lei de Thelema” , porémque resultou em esta grande composição para a música popular brasileira e também para o rock and roll brasileiro, ou, como preferia o baiano, um ye ye ye realista.


MEU AMIGO PEDRO

Música: Raul seixas

Letra: Raul seixas e Paulo Coelho

Lp: Há 10 mil anos atrás

Ano:1973



Muitas vezes, Pedro, você fala

Sempre a se queixar da solidão

Quem te fez com ferro, fez com fogo, Pedro

É pena que você não sabe não

Vai pro seu trabalho todo dia

Sem saber se é bom ou se é ruim

Quando quer chorar vai ao banheiro

Pedro, as coisas não são bem assim

Toda vez que eu sinto o paraíso

Ou me queimo torto no inferno

Eu penso em você, meu pobre amigo

Que só usa sempre o mesmo terno

Pedro, onde 'cê vai eu também vou

Pedro, onde 'cê vai eu também vou

Mas tudo acaba onde começou

Tente me ensinar das tuas coisas

Que a vida é séria e a guerra é dura

Mas se não puder, cale essa boca, Pedro

E deixa eu viver minha loucura

Lembro, Pedro, aqueles velhos dias

Quando os dois pensavam sobre o mundo

Hoje eu te chamo de careta, Pedro

Que você me chama vagabundo

Pedro, onde 'cê vai eu também vou

Pedro, onde 'cê vai eu também vou

Mas tudo acaba onde começou

Todos os caminhos são iguais

O que leva à glória ou à perdição

Há tantos caminhos, tantas portas

Mas somente um tem coração

E eu não tenho nada a te dizer

Mas não me critique como eu sou

Cada um de nós é um universo, Pedro

Onde você vai eu também vou

Pedro, onde 'cê vai eu também vou

Pedro, onde 'cê vai eu também vou

Mas tudo acaba onde começou

É que tudo acaba onde começou



Compositores: Paulo Souza / Paulo Coelho De Souza / Raul Seixas / Raul Santos Seixas

Letra de Meu amigo pedro © Warner/Chappell Music, Inc





                                                                         Visitem Kbçapoeta

domingo, 29 de dezembro de 2013

Hermógenes - Citado por Alba Vieira


Ainda no útero da montanha há apenas um rio.
Em corrida para a foz, os rios são muitos.
Sumindo no mar, tornam a ser um.
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sábado, 28 de dezembro de 2013

Mário Quintana e as Indagações - Citado por Penélope Charmosa

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A resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas.



In “Do Caderno H”.
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Post Inesquecível do Duelos - Indicado por Ana

Indico este post como inesquecível do Duelos, pois é mais uma obra-prima do Moita. Lindo, perfeito, tocante!... Você está fazendo falta por aqui, mestre! Um abraço.



AO FILHO QUE NÃO NASCEU
(MOITA)

Minha mulher esperando
por sete meses seguidos.
Muitos nomes sugeridos
e a espera aumentando.
Coração desfibrilando,
o cérebro no apogeu.
Até que aconteceu
a morte do prematuro.
Todo amor dedico, eu juro
ao filho que não nasceu.

Dois filhos eu adotei
para ver se reparava
aquela tremenda trava
que com amargura fiquei.
Nada melhor encontrei
dentre o que aconteceu.
A família esqueceu
daquilo completamente.
Dedico-os como um presente
ao filho que não nasceu.




Visitem Moita
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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Mário Quintana e a Carta - Citado por Penélope Charmosa

Quando completei quinze anos, meu compenetrado padrinho me escreveu uma carta muito, muito séria: tinha até ponto-e-vírgula! Nunca fiquei tão impressionado na minha vida.



In “Do Caderno H”.
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