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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Minha Princesa - por Adir Vieira

Acordo mais cedo do que de costume.
Teimo em ficar na cama, mas não consigo.
Sei que é a saudade que vou sentir que, como a me lembrar que vou sofrer, veio me acordar.
Levanto e olho ao redor. Vejo seu ursinho na mesinha de cabeceira e um sorriso surge em meu rosto, misto de alegria e tristeza, quando lembro do ritual que, com ela, fazemos todas as noites. Com as mãos postas, pergunta: - Estão preparados? À nossa afirmação, só então aperta a barriguinha do urso que começa a rezar o Pai Nosso. Todas as noites, com sono ou sem sono, seguimos com grande prazer essa sua vontade de nos fazer participar das suas orações antes de dormir.
Caminhando pela casa, vejo por todos os lados vestígios de sua presença - se abro uma gaveta, encontro desenhos ou anotações suas com aquela letrinha arredondada que, já tão cedo, identifica sua personalidade sensível. No banheiro, o rolo de papel higiênico desenrolado até o chão aponta que por ali ela passou há poucos minutos. Até a posição das cadeiras, na sala, identifica que numa de suas corridas para nos pegar de surpresa esbarrou em uma delas.
Sua garrafinha de água sempre em cima da pia da cozinha, com água filtrada e quente, me faz vê-la, nos seus gestos delicados, com toda a calma dizendo que preciso enchê-la de novo.
Olho três adesivos colados em minha geladeira e sorrio sozinha da minha permissividade com ela. Eu, que cheia de manias de limpeza, não gosto de nada fora dos seus lugares, vou ter que conviver com o Bob Esponja e com a Isa TKM olhando para mim, pois se tirar ela vai dizer, com aquela voz única, que eu não tive consideração com ela.
De repente, vejo um cartaz colado mais acima, escrito por ela mesma, que diz eu amo vocês! Foi colado semana passada, talvez porque, também ela, já sentia saudades antecipadas.
Amanhã vem o reinício das aulas e ela precisa retornar para casa, para sua vidinha.
E eu preciso fazer sua mala e me dar conta de que não esqueci de nada. Preciso também retornar a minha vida, aos meus interesses, ao meu amor, aos meus amigos...
Sei que apesar de todo o trabalho que uma criança requer, parte do meu coração vai com ela e, como sempre, até as próximas férias, nossa saudade vai estar clamando por sua volta.



Visitem Adir Vieira
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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

terça-feira, 12 de novembro de 2013

ETC E OUTRAS COISAS - por Kbçapoeta




        É estranho os seres humanos buscarem uma unidade, religião, entendimento com o próximo se eles são tão díspares entre si.
        Chego quase a afirmar que, o que une as pessoas são as diferenças, como o que alivia os
homens não é a presença de Deus, mas, sim a sua ausência.
        Em nossa sociedade de agora ou de outrora as verdades sempre foram transitórias. Vejamos alguns exemplos disso: Ovo, chocolate, sexo, drogas, religião, trabalho, sono e muitos outros exemplos que poderia citar.
       Atualmente minha verdade, consciência e entendimento transitório sugerem-me que um mundo igual, uniforme e corriqueiro seria um tédio. Não evoluiria e talvez nem existisse.
       Crentes dizem que Deus surgiu, fez surgir o mundo, pessoas e formas de vidas diferentes, porém a ciência afirma que o choque de micro células diferentes que se completaram é que fez surgir o mundo.
       A certeza é que tanto Deus ou a ciência admitem que as formas de vida existem por causa das manifestações das diferenças que se deram através do contato com o diferente, ou seja, a vida animal, humana e até o sexo se deram pela junção dos diferentes.
      O prazer pleno se dá através do outro. Nem a masturbação funciona se não houver a imagem de outro ser diferente.
     Não estamos sozinhos no mundo justamente por que somos diferentes, etc e outras coisas



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"Ser diferente é do caralho"
Vozes populares

Mário Quintana e o Estilo - Citado por Penélope Charmosa

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O estilo é uma dificuldade de expressão.



In “Do Caderno H”.
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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Post Inesquecível do Duelos - Indicado por Ana

Esta é mais uma poesia lindamente sensível da Aiuendi, que traz imagens e analogias muito interessantes e que me deixou muito emocionada pelo tema e pela forma de expressão. Parabéns, Raquel! É muito, muito linda!



IRRECUPERÁVEL
(RAQUEL AIUENDI)

Melancia... Melancia...
Abacate... Mamão...
Laranja, melão, tangerina...

Eu, criança, arregalando os meus olhos
diante de tanta diversidade,
apalpando, tentando alcançar
com o tato o paladar nunca sentido
por mim, e meus olhos refletem
uma imagem nunca vista em casa...
O suco dessas frutas escorrem
pelos cantos dos meus olhos,
como lágrimas de inconsolo
e terna tristeza...

Melancia... Melancia...
Abacate... Mamão...
Laranja... Melão... Tangerina...

perdidas de minha mão.
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Mário Quintana e o Sofrimento do Poeta - Citado por Penélope Charmosa

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Um poeta sofre três vezes: primeiro quando ele os sente, depois quando ele os escreve e, por último, quando declamam os seus versos.



In “Do Caderno H”.
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Alberto Moravia e o Desespero do Homem de Ação - Citado por Penélope Charmosa

Há uma ligação muito estreita entre a adoração da ação e o uso do homem como meio de atingir fins que não são o homem. Como há uma ligação aproximada entre este desespero e a ação, entre a razão e a ação. A proeminência dos valores da ação sobre os da contemplação indica, sobretudo, que o homem abandonou totalmente a busca duma ideia aprazível do homem e o desejo de o colocar como fim. E que na impossibilidade de agir segundo um fim, ou de agir para ser homem, ele decide agir de qualquer maneira, apenas para agir.
O homem de ação é um desesperado que procura preencher o vazio do seu próprio desespero com atos ligados mecanicamente uns aos outros e compreendidos entre um ponto de início e um ponto de conclusão, ambos gratuitos e convencionais. Por exemplo, entre o ponto de início da fabricação dum automóvel e o ponto de conclusão dessa fabricação. O homem de ação suspenderá o seu desespero enquanto durar a fabricação do veículo; suspendê-lo-á precisamente porque no seu espírito fica suspensa qualquer finalidade verdadeiramente humana: sente-se meio entre os outros homens, meios como ele. Concluída a máquina ele encontrar-se-á, é verdade, mais inerte e exânime que a própria máquina, mas arrolhará subitamente com uma promoção, com uma medalha, um pagamento a dobrar, ou simplesmente com a construção de um novo automóvel. Efetivamente apresentar-se-á a envolver-se no fluxo alienatório da ação.



In “O Homem Como Fim”.
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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Mário Quintana e a Vida - Citado por Penélope Charmosa

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Só a poesia possui as coisas vivas. O resto é necropsia.



In “Do Caderno H”.
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Friedrich Nietzsche: Toda Ação é Egoísta - Citado por Penélope Charmosa

Não pode haver ações que não sejam egoístas. Palavras como “instinto altruísta” soam aos meus ouvidos como machadadas. Bem gostaria eu que alguém tentasse demonstrar a possibilidade de atos desses! O povo e quem se lhe assemelha é que acredita que eles existem. Também há quem creia que o amor maternal e o amor carnal são sentimentos altruístas!
É um erro histórico supor que os povos sempre equipararam o sentido de egoísmo e de altruísmo ao de bem e de mal. Bem mais antiga é a concepção de lícito e ilícito, respectivamente como bem e mal, em conformidade com o cumprimento ou falta de cumprimento dos costumes.



In “A Vontade de Poder”.
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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Mário Quintana e a Poeira - Citado por Penélope Charmosa

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Ah, esses livros que nos vêm às mãos na Biblioteca Pública e que nos enchem os dedos de poeira. Não reclames, não. A poeira das bibliotecas é a verdadeira poeira dos séculos.



In “Do Caderno H”.
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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Hermógenes - Citado por Alba Vieira

É hora de aprender o desapego.
Que as coisas que perderes, as amizades que se forem, que vão só. Que não arrastem também tua tranquilidade e um pedaço de teu coração.
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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Auguste Comte e a Arte - Citado por Ana

 
A arte reconduz suavemente à realidade as contemplações demasiado abstratas do teórico, enquanto impele com nobreza o prático para as especulações desinteressadas.
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sábado, 2 de novembro de 2013

Dia Triste, Este Dois de Novembro! - por Adir Vieira

Hoje, para mim, o dia amanheceu triste. Por mais que eu viva, o dia de Finados sempre trará para minha alma aquelas impressões doídas, aquela tristeza sem saber do quê, aquela falta de vontade de fazer o que quer que seja... Foi assim que na minha infância aprendi a reverenciar esse dia em que, logo ao acordar, tínhamos que rezar pelos mortos, pedir a Deus por eles e jamais ouvir música, brincar alegremente, mesmo que nosso coração pedisse.
Era um dia de respeito e ao invés de rezarmos pelos mortos (graças a Deus nossa família não tinha muitas almas para reverenciar), rezávamos para que o dia terminasse logo, para voltarmos a nossa rotina de correrias e algazarra.
Com tanto treinamento nesse sentido, mesmo depois de adulta e sabendo o que meus pais queriam me ensinar, minha alma ficou impregnada dessa necessidade de sentir tristeza nesse dia tão pesado para tantos.
Ao longo dos anos e por muitos e muitos anos, nossa família pôde rezar por vizinhos, parentes distantes, artistas mortos.
Como ninguém fica impune, os anos foram passando e levando nossos avós, pais, parentes mais próximos por força da idade ou por motivos de saúde. Hoje, temos nosso coração voltado para aqueles entes queridos que já se foram.
Pedindo a Deus que os mantenha em paz, daqui continuo rezando para o dia passar logo...



Visitem Adir Vieira
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Georg Lichtenberg e o Empenho - Citado por Penélope Charmosa

Conquistar o êxito graças a obras que não exigiram a totalidade das nossas forças é uma coisa perigosa para o aperfeiçoamento do espírito. Segue-se, normalmente, que se espezinha no mesmo local. É o que incita La Rochefoucauld a pensar que ainda não aconteceu que um homem tivesse realizado tudo aquilo de que seria capaz. Considero esta ideia verdadeira para a maior parte.



In “Aforismos”.
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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

A Metamorfose, de Franz Kafka - por Ana


“A Metamorfose” é uma profunda dor, é uma angústia desesperadora que se arrasta por páginas de tristeza e inexorabilidade.  Não há saída, não há escolha, apenas uma aterradora constatação: Gregor Samsa tornou-se um inseto.  Repugnante, indesejável... um inseto.  Repudiado pela família, envergonhado em sua natureza, apavorado com a possibilidade de contato social, ele é a cada dia mais e mais esmagado por sua nova condição.
É um livro que fala sobre a dificuldade de se viver a diferença.  Sendo uma diferença pejorativa, então, é alvo de incompreensão, agressões, isolamento, podendo chegar ao exílio (imposto por si mesmo ou pelos demais).  Fala da impossibilidade de se lutar contra a natureza (mesmo que seja esta fantástica de Kafka) que nos aprisiona vitaliciamente.  Fala das relações condicionadas pela aparência, pela igualdade física, pela semelhança, pela capacidade produtiva; relações que se dissipam diante do que é estranho, desigual, improdutivo.  Fala da vulnerabilidade diante dos outros, dos olhares externos que determinam a sua vontade de manter ou abandonar a vida.  Fala da feiura do ser humano, os não-metamorfoseados, aquela feiura interna, irmã da insensibilidade, do desprezo, da violência.
É um livro sobre o esgoto humano, que apenas inicia uma reflexão sobre o que existe de pior no ser humano, pois não a esgota.
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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

domingo, 27 de outubro de 2013

Mário Quintana e a Palavra Escrita - Citado por Penélope Charmosa

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Por vezes, quando estou escrevendo estes cadernos, tenho um medo idiota de que saiam póstumos. Mas haverá coisa escrita que não seja póstuma? Tudo que sai impresso é epitáfio.



In “Do Caderno H”.
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