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Eróticos.)




sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Mário Quintana e a Vida - Citado por Penélope Charmosa

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Só a poesia possui as coisas vivas. O resto é necropsia.



In “Do Caderno H”.
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Friedrich Nietzsche: Toda Ação é Egoísta - Citado por Penélope Charmosa

Não pode haver ações que não sejam egoístas. Palavras como “instinto altruísta” soam aos meus ouvidos como machadadas. Bem gostaria eu que alguém tentasse demonstrar a possibilidade de atos desses! O povo e quem se lhe assemelha é que acredita que eles existem. Também há quem creia que o amor maternal e o amor carnal são sentimentos altruístas!
É um erro histórico supor que os povos sempre equipararam o sentido de egoísmo e de altruísmo ao de bem e de mal. Bem mais antiga é a concepção de lícito e ilícito, respectivamente como bem e mal, em conformidade com o cumprimento ou falta de cumprimento dos costumes.



In “A Vontade de Poder”.
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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Mário Quintana e a Poeira - Citado por Penélope Charmosa

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Ah, esses livros que nos vêm às mãos na Biblioteca Pública e que nos enchem os dedos de poeira. Não reclames, não. A poeira das bibliotecas é a verdadeira poeira dos séculos.



In “Do Caderno H”.
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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Hermógenes - Citado por Alba Vieira

É hora de aprender o desapego.
Que as coisas que perderes, as amizades que se forem, que vão só. Que não arrastem também tua tranquilidade e um pedaço de teu coração.
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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Auguste Comte e a Arte - Citado por Ana

 
A arte reconduz suavemente à realidade as contemplações demasiado abstratas do teórico, enquanto impele com nobreza o prático para as especulações desinteressadas.
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sábado, 2 de novembro de 2013

Dia Triste, Este Dois de Novembro! - por Adir Vieira

Hoje, para mim, o dia amanheceu triste. Por mais que eu viva, o dia de Finados sempre trará para minha alma aquelas impressões doídas, aquela tristeza sem saber do quê, aquela falta de vontade de fazer o que quer que seja... Foi assim que na minha infância aprendi a reverenciar esse dia em que, logo ao acordar, tínhamos que rezar pelos mortos, pedir a Deus por eles e jamais ouvir música, brincar alegremente, mesmo que nosso coração pedisse.
Era um dia de respeito e ao invés de rezarmos pelos mortos (graças a Deus nossa família não tinha muitas almas para reverenciar), rezávamos para que o dia terminasse logo, para voltarmos a nossa rotina de correrias e algazarra.
Com tanto treinamento nesse sentido, mesmo depois de adulta e sabendo o que meus pais queriam me ensinar, minha alma ficou impregnada dessa necessidade de sentir tristeza nesse dia tão pesado para tantos.
Ao longo dos anos e por muitos e muitos anos, nossa família pôde rezar por vizinhos, parentes distantes, artistas mortos.
Como ninguém fica impune, os anos foram passando e levando nossos avós, pais, parentes mais próximos por força da idade ou por motivos de saúde. Hoje, temos nosso coração voltado para aqueles entes queridos que já se foram.
Pedindo a Deus que os mantenha em paz, daqui continuo rezando para o dia passar logo...



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Georg Lichtenberg e o Empenho - Citado por Penélope Charmosa

Conquistar o êxito graças a obras que não exigiram a totalidade das nossas forças é uma coisa perigosa para o aperfeiçoamento do espírito. Segue-se, normalmente, que se espezinha no mesmo local. É o que incita La Rochefoucauld a pensar que ainda não aconteceu que um homem tivesse realizado tudo aquilo de que seria capaz. Considero esta ideia verdadeira para a maior parte.



In “Aforismos”.
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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

A Metamorfose, de Franz Kafka - por Ana


“A Metamorfose” é uma profunda dor, é uma angústia desesperadora que se arrasta por páginas de tristeza e inexorabilidade.  Não há saída, não há escolha, apenas uma aterradora constatação: Gregor Samsa tornou-se um inseto.  Repugnante, indesejável... um inseto.  Repudiado pela família, envergonhado em sua natureza, apavorado com a possibilidade de contato social, ele é a cada dia mais e mais esmagado por sua nova condição.
É um livro que fala sobre a dificuldade de se viver a diferença.  Sendo uma diferença pejorativa, então, é alvo de incompreensão, agressões, isolamento, podendo chegar ao exílio (imposto por si mesmo ou pelos demais).  Fala da impossibilidade de se lutar contra a natureza (mesmo que seja esta fantástica de Kafka) que nos aprisiona vitaliciamente.  Fala das relações condicionadas pela aparência, pela igualdade física, pela semelhança, pela capacidade produtiva; relações que se dissipam diante do que é estranho, desigual, improdutivo.  Fala da vulnerabilidade diante dos outros, dos olhares externos que determinam a sua vontade de manter ou abandonar a vida.  Fala da feiura do ser humano, os não-metamorfoseados, aquela feiura interna, irmã da insensibilidade, do desprezo, da violência.
É um livro sobre o esgoto humano, que apenas inicia uma reflexão sobre o que existe de pior no ser humano, pois não a esgota.
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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

domingo, 27 de outubro de 2013

Mário Quintana e a Palavra Escrita - Citado por Penélope Charmosa

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Por vezes, quando estou escrevendo estes cadernos, tenho um medo idiota de que saiam póstumos. Mas haverá coisa escrita que não seja póstuma? Tudo que sai impresso é epitáfio.



In “Do Caderno H”.
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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

As Sete Leis Espirituais do Sucesso: um guia prático para a realização dos seus sonhos, de Deepak Chopra - por Alba Vieira



Discorre sobre sete leis espirituais que se respeitadas nos levam ao sucesso e mostra que são leis espirituais da vida. O objetivo do livro é chamar os leitores para entenderem e aplicarem estas leis no dia a dia e estimularem outras pessoas a fazer o mesmo, criando inclusive redes de atuação no mundo.
As sete leis são: lei da potencialidade pura, lei da doação, lei do carma, lei do mínimo esforço, lei da intenção e do desejo, lei do distanciamento e lei do darma ou propósito de vida.
São todas leis muito simples, mas que na prática, quase sempre são negligenciadas ou mal compreendidas. É importante entender que essas leis são seguidas na natureza, em todos os processos de criação. Conhecendo-as, estaremos em harmonia com a natureza, podendo ser criadores da realidade que nos cerca, sem ansiedade, com alegria e amor.
Lei é o processo como o não manifesto se transforma em manifesto.
Tudo que existe, tudo o que contemplamos vem do campo da potencialidade pura, que é o não manifesto, a divindade, o Eu, a consciência. É o invisível, o desconhecido. A partir daí, origina o manifesto. É o visível, o conhecido. Na verdade, estas seriam as leis físicas do universo, como uma dança, o movimento da divindade, da consciência.
Lei da potencialidade pura - Diz que se nos alinharmos com o Eu, o campo quântico, da potencialidade pura podemos criar uma nova realidade. Isto é criatividade. Mas para isto teremos de abandonar a objeto-referência e passarmos para a auto-referência, saber quem realmente somos: seres espirituais, ilimitados. Ajuda ficarmos em silêncio por pelo menos trinta minutos, duas vezes ao dia, entrarmos em contato com a natureza e praticarmos o não julgamento.
Lei da doação - Orienta a criar fluxo, dar e receber todos os dias, agradecer às dádivas da vida, estar aberto a receber. Manter o fluxo dando carinho, amor e afeição. Desejar em silêncio alegria para todos.
Lei do carma - É lei de causa e efeito, mostra que colhemos o que plantamos e é bom ficar alerta para as escolhas que fazemos consciente ou inconscientemente. Trazer para a consciência, estar no presente. Antes de escolher, saber as consequências para si e para o mundo. Pedir ao coração a orientação nas escolhas de acordo com a sensação de conforto ou desconforto.
Lei do mínimo esforço-Saber que há inteligência em tudo na natureza, então tudo é perfeito e ocorre sem esforço, sem ansiedade. É o princípio da não resistência. Partir da aceitação (da certeza de que tudo e todos são como devem ser nesse momento), da responsabilidade e da indefensibilidade (não precisar defender pontos de vista).
Lei da intenção e do desejo - Depois de aceitar tudo como é no presente, fazer uma lista dos seus desejos e olhar sempre, colocando esta intenção no futuro, no campo de potencialidade e deixar que o universo organize e cuide de tudo.
Lei do distanciamento - Livrar-se dos condicionamentos do passado e abrir-se para o futuro desconhecido, estar nas mãos da mente criativa que rege o universo. Deixar tudo e todos serem como são, sem impor suas ideias. Aceitar a incerteza (possibilidades) e entrar no campo de potencialidade aberto à aventura, aos mistérios, à magia, à diversão.
Lei do darma ou propósito de vida - Saber que há em você uma divindade, prestar atenção ao espírito que não é limitado pelo tempo ou pelo espaço. Fazer uma lista dos talentos únicos e saber que quando os expressa cria abundância, perde a noção do tempo, tem alegria e deve colocá-los a serviço da humanidade, perguntar como deve servir, ajudar.

Essas leis se aplicam a todos os aspectos da vida, inclusive à saúde.
 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Auguste Comte e a Regeneração da Sociedade - Citado por Ana

 
Nenhuma renovação mental pode realmente regenerar a sociedade a não ser quando a sistematização das ideias conduz à sistematização dos sentimentos, a única socialmente decisiva, e sem a qual jamais a filosofia substituiria a religião.
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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Parabéns, Médicos! - por Adir Vieira

Dia 18 de outubro foi dia do médico e diante do caos em que se encontram os hospitais no Brasil, me sinto bafejada pela sorte, tendo em minha família e muito próximas de mim duas médicas, minhas irmãs mais novas.
Com especialidades diferentes, como diferentes personalidades que são, cada uma cumpre o seu papel com esmero e seriedade, dando a toda família a segurança tão necessária, nesse momento em que carecemos de ter perto de nós pessoas que nos esclareçam dos males comuns a todos, sem estardalhaços.
Nesse caminho de experiências com a própria família, ambas demonstraram excelente qualidade técnica e sobretudo o equilíbrio para nos deixar tranquilos no infortúnio.
Lembro das duas, na época da formação, onde, dentro de casa, vivíamos esbarrando em ossos e crânios de gesso e, se acordávamos durante a noite, sempre víamos em cima da mesa um grande volume aberto naquelas fotos horrendas, nos mostrando como somos por dentro. Acho que veio daí minha ojeriza por jalecos brancos. Fazendo parte de uma família não abastada, sabemos de todas as dificuldades de ambas para seguir seu caminho.
Hoje parabenizo as duas, com meu carinho e meu reconhecimento e, sobretudo, com o meu orgulho pelo que são.



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domingo, 20 de outubro de 2013

Folhetim da Periferia - por Vicenzo Raphaello (Erótico)

Odete no telefone.
- Vem ele acabou de sair, tá indo pra Nova Iguaçu, só volta à noite.
Lá vai ele apressado, foi uma sorte reencontrar aquela mulherão após tantos anos, era o tipo da gostosona, seios fartos, cintura quase fina e a bunda, que bunda, bunda de tanajura, que esconde, lá, uma aranha que quando se agita é loucura só.
Ele estava em casa sem nada fazer, na verdade pouco fazia, vivia de um bico aqui outro ali, mas mais de pequenos golpes em cima de mulherada já mais pra lá do que pra cá. Michê de periferia.
Odete ainda menina mostrava curiosidade por aquilo que os meninos tinham pendurados entre as pernas, divertia-se em brincar com os escondidinhos que cresciam quando neles tocava, aprendera desde cedo a gostar de sentir a excitação que provocava na molecada, aquele calor e sabor na sua boca e a esguichada que vinha depois era divertido.
Crescera, agora galhinhona do pedaço, vivia cercada de marmanjos, mas casamento nem pensar, era mulher falada.
Temperamento alegre, despachada, adorava dançar, vez ou outra ia a um salão de baile onde era soberana, faziam fila para com ela dançar, divertia-se vendo o sufoco de seus parceiros para disfarçar o volume que crescia sob as calças, era o sucesso do pedaço.
Fora ali que conheceu Orestes, sujeito tímido já nos seus cinquenta e tantos, dono de uma calvície precoce que lhe acentuava a idade, esguio com um início de uma barriga a avolumar sob a camisa. Funcionário público concursado, cheio de mesuras e gentilezas, próprias de quem passara a vida submisso para manter o cargo, assistente do chefe de gabinete, “o faz tudo”.
Homem só, viera da Bahia, parentes não tinha, amigos eram poucos, conhecidos na verdade, mulheres só aquelas do trabalho, mantinha-se distante e respeitoso, apesar de pensar em algumas quando aliviava-se com uma Playboy na mão, era virgem aos cinquenta.
Seu prazer estava nos bailes dos sábados, lá num salão da Cinelândia, sentado na mesa da pista ficava a olhar os pares dançando, na expectativa de ser convidado para uma rodada, era uma espera permanente.
Até que surgiu Odete que, despachada, tirou o solitário para uma dança, foi encanto na primeira roçada, Orestes vermelho não conseguiu esconder a excitação e a mancha que crescia na calça, Odete divertida provocava mais.
Foi o passo para ela juntar suas coisas e morar com ele, ganhou estabilidade, perderam-se as revistas. Orestes, limitado por seus pudores e respeitos, não avançava mais do que o papai e mamãe, Odete, conformada, era o receptáculo daquela relação.
Daí, foi um passo para ela reencontrar o Edu de outros tempos, e conversa vai conversa vem acabaram atracando-se na cama do Orestes, durante o expediente do infeliz.
- Amor, hoje vou até Nova Iguaçu, volto tarde.
- Tá, vai com cuidado.
Ele sai, ela pega o telefone.
- Vem rápido, ele viajou e volta tarde, temos mais tempo.
Edu chega apressado, Odete o espera vestindo uma camisola que nada cobria, despertando fogo no garanhão, aos beijos e apertos vão para o quarto, iniciando uma luta fingida dele querer a tanajura e ela negaceando.
Entre mordidas, chupões, tapas e gemidos ele pede:
- Me dá a tanajura.
- Só se você pagar.
- Pago, pago, mas dá logo.
- Quanto?
- Não me atice, a vara vai estourar.
Silêncio.
Escutam a porta do apartamento se abrir.
- Melou, disse ela, num pulo fecha a porta do quarto.
- Du, pega tua calça e pula a janela.
- Queridaaa tô aqui, esqueci um documento.
- Ô Odete são dois andares, diz ele indeciso sentado no peitoril da janela com a calça e sapatos nas mãos.
- Pula rápido, e dando um tranco, o infeliz despachado é dois pisos abaixo.
- Amor acorda, abre a porta.
- Ai, ai quebrei a perna, fica o outro gemendo se arrastando tentando se recompor com as roupas que caíram com ele.
- Ô amor te acordei, mas era preciso, meu documento ficou aqui.
- Ai, ai vem o gemido lá do pátio.
- Odete, tem alguém gemendo lá no pátio.
- É o gato da vizinha, deixa pra lá.
- Ai, ai, huummm como dói.
- Odete gato não fala, diz ele indo em direção à janela. Odete tem um homem com a perna quebrada, vou lá.
- Esquece, olha teu documento aí, e vai senão você perde o ônibus.
Orestes sai do quarto e vai ao pátio.
- O que aconteceu? Posso ajudar?
- Sim, diz o quebrado, pega lá meu sapato e me ajuda aqui, aquela tanajura do segundo me empurrou da janela pra escapar do flagra do corno do marido, que chegou na hora errada.
Orestes, lívido, cerra os punhos e manda uma porrada quebrando as fuças daquele já estropiado. Arrasado sobe, encontra Odete aos prantos sobre a cama.
- Sua vadia porque? Com o cinto nas mãos parte para cima dela e no seu descontrole Odete descobre o homem que se escondera por tantos anos atrás dos seus preconceitos e respeitos, entre xingamentos, cintadas e bofetadas segura as pernas da tanajura levando os joelhos até os seios, expondo aquele escuro marisco como nunca antes houvera visto. Come-o por traz, pela frente, enfia onde enfiar ele podia, em pé ela ajoelhada é obrigada a sugar toda a raiva que vinha daquele frustração.
Exaurido, Orestes ajoelha-se e chora abraçado em Odete que não chora mais.
A viagem ele perdeu.
Odete alegria ganhou.
Edu coxo ficou.

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sábado, 19 de outubro de 2013

Hermógenes - Citado por Alba Vieira

Nossa alma é besouro ávido pela liberdade ampla.
A janela envidraçada da ignorância, que parece não existir, é que a retém, prende, limita, frustra ao mesmo tempo que a convence de que já está livre.
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Fazendo a Minha Tarefa... - por Adir Vieira

Ainda agora saboreio a alegria de vê-la trabalhando, tão menina, num projeto que era meu, açambarcado por ela.
Percebo a genética da família presente em todos os seus atos, tão pequenina.
Vejo o cuidado com que organiza as caixas de doces e as dispõe, sozinha, por sobre a bancada, numa ordem, segundo ela, que impeça a quebra dos doces mais delicados, se colocados nos saquinhos embaixo da bananada grande e pesada. Vejo sua percepção inteligente quando evidenciando que comprei apenas um quilo de balas sortidas e deveria contá-las antes do ensacamento, para saber quantas poria em cada saco.
Vejo suas mãos pequenas e ágeis, numa calma sem fim, enchendo um a um todos os sacos de doces. Já no centésimo, ia como uma autômata, numa ordem fremente até ajeitar a grande maria-mole, sua predileção.
Expliquei que “dar doces em homenagem a São Cosme e Damião”, mesmo fora do dia original e, principalmente com tanta dedicação de sua parte, permitia que ela fizesse um pedido em troca.
Imediatamente lembrou que como não gostava muito de ficar sentada estudando, os santos bem que poderiam ajudá-la a fazer as provas.
Vejo sua alegria no término da tarefa quando, com os olhinhos brilhando, me pede para separar quatro saquinhos para os amiguinhos diletos.
Essa é ela, minha sobrinha querida. Luz de nossas vidas!



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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Florbela Espanca “Da Minha Janela” - Citada por Alba Vieira


Mar alto! Ondas quebradas e vencidas
Num soluçar aflito, murmurado...
Voo de gaivotas, leve, imaculado,
Como neves nos píncaros nascidas!

Sol! Ave a tombar, asas já feridas,
Batendo ainda num arfar pausado...
Ó meu doce poente torturado
Rezo-te em mim, chorando, mãos erguidas!

Meu verso de Samain cheio de graça,
Inda não és clarão já és luar
Um branco lilás que se desfaça!

Amor! Teu coração trago-o no peito...
Pulsa dentro de mim como este mar
Num beijo eterno, assim, nunca desfeito!...



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