ERROS
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*Na solidão encontro tantos erros...*
*Erros de gestão.*
*Lavo as mãos,*
*para ter a cabeça entre elas.*
*Na solidão o olhar se perde*
*na profundezas do fi...
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Orações de Um Ateu - por ateu
A Deus nada peço
Dele nada mereço
Sou peça de um jogo
Assim feito Jó
Onde Deus e o diabo
Se divertem nas horas vagas
Horas de caos.
Estratégia - (Anônimo)
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Sempre o 1º tempo é da escolha, o 2º é do respeito a ela para que não haja a prorrogação do arrependimento.
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Sempre o 1º tempo é da escolha, o 2º é do respeito a ela para que não haja a prorrogação do arrependimento.
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Chico Buarque em “Construção” - por Anita Bastos
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
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Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
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Irritação: o fogo destruidor, de Torkom Saraydarian - por Alba Vieira
Este livro nos mostra claramente a influência de energias invisíveis ao olho humano sobre o nosso organismo. Chama de ‘imperil’ esta energia que é gerada pela irritação, discriminando os vários fatores capazes de produzi-la, tanto externos quanto internos. Mostra como podemos nos defender evitando prejuízos à nossa saúde e como modificar posturas e comportamentos em nossa vida para minimizar a poluição das auras de quem se aproxima de nós.
As informações contidas neste livro se coadunam com os princípios da circulação energética, estudados pelas medicinas chinesa e indiana. É um livro excelente para nos auxiliar a lidar com o estresse do cotidiano, evitando ficar ancorado na raiva, estimulando a transformação pessoal.
As informações contidas neste livro se coadunam com os princípios da circulação energética, estudados pelas medicinas chinesa e indiana. É um livro excelente para nos auxiliar a lidar com o estresse do cotidiano, evitando ficar ancorado na raiva, estimulando a transformação pessoal.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Hermógenes - Citado por Alba Vieira
Não lamentes a rosa que
se despedaça ao vento. É o seu destino.
Olha novamente para a
roseira e alegra-te pelas muitas que ainda tem para dar.
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segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Mário Quintana, Ars Longa - Citado por Penélope Charmosa
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Um poema só termina por acidente de publicação ou de morte do autor.
In “Do Caderno H”.
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domingo, 1 de setembro de 2013
Digressão sobre o Ingresso - por Ana
Entre a vida e a pantomima, eu prefiro a segunda: ela é de uma falsidade honesta. As máscaras são visíveis e bem definidas, você sabe o que esperar de cada personagem, que se apresenta indubitável. Além disso, você reage como quer, sem cobranças ou estranheza por parte de quem se apresenta. Talvez isto aconteça pelo fato de você ter comprado o ingresso. Será que a vida seria assim se tivéssemos que pagar para entrar? Será que nos concederíamos mais direitos diante dos outros e haveria mais respeito, ou será que, exatamente por se sentir mais potente, o lado irracional transformaria tudo numa praça de guerra pior do que já é? Pensando melhor, se houvesse venda de bilhetes pra cá, acho que só viriam os mais afinados com a dura realidade que vivemos, aqueles que se sentem à vontade e beneficiados por distorções e injustiças. Talvez por isso venhamos gratuita e inconscientemente, os perdedores daquela obrigatória e maldita roleta russa espiritual.
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sábado, 31 de agosto de 2013
Memórias do Cárcere, de Graciliano Ramos - por Ana
Graciliano Ramos foi preso na Ilha Grande durante o
Estado Novo. Este livro registra sua
permanência no presídio, trazendo-nos um relato ao mesmo tempo de feições
pessoais e históricas. Ele nos mantêm
prisioneiros de sua narrativa, mas, sobretudo, de sua escrita magnífica. Seus neologismos inesquecíveis e a
genialidade originalíssima com que manipula a língua portuguesa são atributos
únicos em sua obra.
O efeito desta estória em mim foi tão forte que, indo
à Ilha Grande, fui visitar o presídio em que ele esteve. Apesar de estar em ruínas, consegui ler
mensagens escritas nas paredes, andar por semicorredores escuros, entrar em
pedaços de celas minúsculas. Podia
sentir as angústias descritas por ele, ouvir as conversas políticas, gelar com
o pavor que surgia por um amigo torturado, sentir náusea com a comida
intragável, tremer com o frio daquelas caixas de cimento.
E pensava no algo que muito me corroía por dentro
lendo suas Memórias: e se ele tivesse morrido? E se ele tivesse morrido???
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quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Bruna Lombardi “Roda” - Citada por Penélope Charmosa
me pega
não nega
se esfrega
se entrega
se larga
se deixa
se deita
me toma
pra briga
se intriga
comigo
não liga
pra nada
me avança
na raça
me caça
me atiça
me amassa
me trança
castiga
mestiça
me lança
na cama
me obriga
me enlaça
me ataca
me ama
me passa
transpassa
me agarra
me abraça
na marra
me arrasta
com força
me suja
me gasta
me usa
me grita
embaça
a vidraça
se agita
se atira
com tudo
embaralha
embaraça
lambuza
me apanha
me cansa
me vira
revira
me amansa
essa manha
me ganha
sossega
me tira
pra dança
carrega
me joga
me gira
com riso
com graça
me roda...
não nega
se esfrega
se entrega
se larga
se deixa
se deita
me toma
pra briga
se intriga
comigo
não liga
pra nada
me avança
na raça
me caça
me atiça
me amassa
me trança
castiga
mestiça
me lança
na cama
me obriga
me enlaça
me ataca
me ama
me passa
transpassa
me agarra
me abraça
na marra
me arrasta
com força
me suja
me gasta
me usa
me grita
embaça
a vidraça
se agita
se atira
com tudo
embaralha
embaraça
lambuza
me apanha
me cansa
me vira
revira
me amansa
essa manha
me ganha
sossega
me tira
pra dança
carrega
me joga
me gira
com riso
com graça
me roda...
In “No Ritmo Dessa Festa”.
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quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Hermógenes - Citado por Alba Vieira
É muito normal o orgulho
de ser humilde.
Eu mesmo comecei um poema
sobre a humildade.
Fui lendo e gostando.
Gostava e imaginava o
quanto iam gostar. Envaideci-me... E... parei de escrever.
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Clarice Lispector e a Verdade - Citada por Alba Vieira
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Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.
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terça-feira, 27 de agosto de 2013
Hermógenes - Citado por Alba Vieira
Quando se é honesto e
leal, a melhor forma de cooperar é às vezes opor-se.
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Reino dos Sonhos - por Kbçapoeta
O sono procura-me
Como Ulisses buscava Ítaca.
Consegui sentir um décimo
Que Dante sentiu
Ao reencontrar Virgilio,
E ver que seu poeta mestre
Não estava no céu, ou no inferno,
E sim no lugar da poesia.
O lugar nenhum.
O mal necessário.
Não sabemos o porquê.
A pena só descreve o nirvana
Manifestado em um sono profundo.
Como Ulisses buscava Ítaca.
Consegui sentir um décimo
Que Dante sentiu
Ao reencontrar Virgilio,
E ver que seu poeta mestre
Não estava no céu, ou no inferno,
E sim no lugar da poesia.
O lugar nenhum.
O mal necessário.
Não sabemos o porquê.
A pena só descreve o nirvana
Manifestado em um sono profundo.
Visitem Kbçapoeta
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segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Auguste Comte e a Arte - Citado por Ana
Como a arte deve sobretudo desenvolver em nós o sentimento da perfeição, jamais tolera a mediocridade: o verdadeiro gosto sempre supõe um vivo desgosto.
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domingo, 25 de agosto de 2013
Mário Quintana e o Poema - Citado por Penélope Charmosa
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O poema essa estranha máscara mais verdadeira do que a própria face.
In “Do Caderno H”.
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Assexuada/Sexuada - por Poty
Se dizes que sou sua juventude, que te faço viver, então não és assexuada, és sexuada porque vives animada com minha presença, com minha vivacidade, com minha juventude, com minha animação, que sou a tua alegria personificada, que sou teu amor fraternal, mas quero ser carnal... É melhor carnal porque me excitas para vida, para além de minha imaginação...
Visitem Poty
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sábado, 24 de agosto de 2013
Amor Totalitário - por Flavio Braga
Meu bem, ama-me como se eu fosse
o Guia da Locomotiva da Sua Libido.
Sou o dono do seu umbigo
e de outros orifícios mais cotados.
Eu sou a força motriz de sua Revolução,
mesmo sendo a sua negação
a favor do “status quo”
do seu confuso coração.
Chamo-te de puta e tudo,
mesmo que o pano de fundo
seja meu amor em estágio mais bruto
subjugando seu amor burro
como raças inferiores,
refém dos meus humores
e da minha natureza destrutiva,
mesmo quando estou por cima.
E em nome da moral e dos bons costumes
mantenho-te imune
aos românticos perversos socialistas
e raros arruaceiros anarquistas
Eu sou seu Camisa Negra
e seu coração, minha Roma,
onde marcho, piso, cuspo
e ocupo para combater o absurdo.
Quero que me chame de Genial Camarada do Prazer,
mesmo sem ser
Porque o prazer é todo meu
e o ônus do amor totalitário é totalmente seu.
É o fim das suas liberdades, minha querida!
Caíste nas armadilhas de um amor extremista.
Minha cara, o amor é lindo,
mesmo transformado em dogma a-histórico.
o Guia da Locomotiva da Sua Libido.
Sou o dono do seu umbigo
e de outros orifícios mais cotados.
Eu sou a força motriz de sua Revolução,
mesmo sendo a sua negação
a favor do “status quo”
do seu confuso coração.
Chamo-te de puta e tudo,
mesmo que o pano de fundo
seja meu amor em estágio mais bruto
subjugando seu amor burro
como raças inferiores,
refém dos meus humores
e da minha natureza destrutiva,
mesmo quando estou por cima.
E em nome da moral e dos bons costumes
mantenho-te imune
aos românticos perversos socialistas
e raros arruaceiros anarquistas
Eu sou seu Camisa Negra
e seu coração, minha Roma,
onde marcho, piso, cuspo
e ocupo para combater o absurdo.
Quero que me chame de Genial Camarada do Prazer,
mesmo sem ser
Porque o prazer é todo meu
e o ônus do amor totalitário é totalmente seu.
É o fim das suas liberdades, minha querida!
Caíste nas armadilhas de um amor extremista.
Minha cara, o amor é lindo,
mesmo transformado em dogma a-histórico.
Visitem Flavio Braga
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Mário Quintana e as Leituras - Citado por Penélope Charmosa
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- Você ainda não leu O Significado do Significado? Não? Assim você nunca fica em dia.
- Mas eu estou só esperando que apareça o Significado do Significado do Significado.
In “Do Caderno H”.
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quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Apocalipse em Israel - por Kbçapoeta
Tenho visto ao longe
O temor de meus fraternos.
A mídia com sua língua,
Espada afiada,
Tal qual o homem
De cabelos brancos como alva lã.
Encontro-me em carne osso
Testemunhando os fatos
Que sempre estais a recontar.
Muros, homens bombas e destruição.
Até que ponto vale a religião?
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O temor de meus fraternos.
A mídia com sua língua,
Espada afiada,
Tal qual o homem
De cabelos brancos como alva lã.
Encontro-me em carne osso
Testemunhando os fatos
Que sempre estais a recontar.
Muros, homens bombas e destruição.
Até que ponto vale a religião?
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Visitem Kbçapoeta
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Mário Quintana e a Leitura - Citado por Penélope Charmosa
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In “Do Caderno H”.
Livro bom, mesmo, é aquele de que às vezes interrompemos a leitura para seguir — até onde? — uma entrelinha... Leitura interrompida? Não. Esta é a verdadeira leitura continuada.
In “Do Caderno H”.
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