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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Estratégia - (Anônimo)

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Sempre o 1º tempo é da escolha, o 2º é do respeito a ela para que não haja a prorrogação do arrependimento.
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Chico Buarque em “Construção” - por Anita Bastos

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
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Irritação: o fogo destruidor, de Torkom Saraydarian - por Alba Vieira

 
Este livro nos mostra claramente a influência de energias invisíveis ao olho humano sobre o nosso organismo. Chama de ‘imperil’ esta energia que é gerada pela irritação, discriminando os vários fatores capazes de produzi-la, tanto externos quanto internos. Mostra como podemos nos defender evitando prejuízos à nossa saúde e como modificar posturas e comportamentos em nossa vida para minimizar a poluição das auras de quem se aproxima de nós.
As informações contidas neste livro se coadunam com os princípios da circulação energética, estudados pelas medicinas chinesa e indiana. É um livro excelente para nos auxiliar a lidar com o estresse do cotidiano, evitando ficar ancorado na raiva, estimulando a transformação pessoal.
 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Hermógenes - Citado por Alba Vieira

Não lamentes a rosa que se despedaça ao vento. É o seu destino.
Olha novamente para a roseira e alegra-te pelas muitas que ainda tem para dar.
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domingo, 1 de setembro de 2013

Digressão sobre o Ingresso - por Ana

Entre a vida e a pantomima, eu prefiro a segunda: ela é de uma falsidade honesta. As máscaras são visíveis e bem definidas, você sabe o que esperar de cada personagem, que se apresenta indubitável. Além disso, você reage como quer, sem cobranças ou estranheza por parte de quem se apresenta. Talvez isto aconteça pelo fato de você ter comprado o ingresso. Será que a vida seria assim se tivéssemos que pagar para entrar? Será que nos concederíamos mais direitos diante dos outros e haveria mais respeito, ou será que, exatamente por se sentir mais potente, o lado irracional transformaria tudo numa praça de guerra pior do que já é? Pensando melhor, se houvesse venda de bilhetes pra cá, acho que só viriam os mais afinados com a dura realidade que vivemos, aqueles que se sentem à vontade e beneficiados por distorções e injustiças. Talvez por isso venhamos gratuita e inconscientemente, os perdedores daquela obrigatória e maldita roleta russa espiritual.
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sábado, 31 de agosto de 2013

Memórias do Cárcere, de Graciliano Ramos - por Ana


Graciliano Ramos foi preso na Ilha Grande durante o Estado Novo.  Este livro registra sua permanência no presídio, trazendo-nos um relato ao mesmo tempo de feições pessoais e históricas.  Ele nos mantêm prisioneiros de sua narrativa, mas, sobretudo, de sua escrita magnífica.  Seus neologismos inesquecíveis e a genialidade originalíssima com que manipula a língua portuguesa são atributos únicos em sua obra.
O efeito desta estória em mim foi tão forte que, indo à Ilha Grande, fui visitar o presídio em que ele esteve.  Apesar de estar em ruínas, consegui ler mensagens escritas nas paredes, andar por semicorredores escuros, entrar em pedaços de celas minúsculas.  Podia sentir as angústias descritas por ele, ouvir as conversas políticas, gelar com o pavor que surgia por um amigo torturado, sentir náusea com a comida intragável, tremer com o frio daquelas caixas de cimento.
E pensava no algo que muito me corroía por dentro lendo suas Memórias: e se ele tivesse morrido? E se ele tivesse morrido???
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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Bruna Lombardi “Roda” - Citada por Penélope Charmosa

me pega
não nega
se esfrega
se entrega
se larga
se deixa
se deita
me toma
pra briga
se intriga
comigo
não liga
pra nada
me avança
na raça
me caça
me atiça
me amassa
me trança
castiga
mestiça
me lança
na cama
me obriga
me enlaça
me ataca
me ama
me passa
transpassa
me agarra
me abraça
na marra
me arrasta
com força
me suja
me gasta
me usa
me grita
embaça
a vidraça
se agita
se atira
com tudo
embaralha
embaraça
lambuza
me apanha
me cansa
me vira
revira
me amansa
essa manha
me ganha
sossega
me tira
pra dança
carrega
me joga
me gira
com riso
com graça
me roda...



In “No Ritmo Dessa Festa”.
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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Hermógenes - Citado por Alba Vieira


É muito normal o orgulho de ser humilde.
Eu mesmo comecei um poema sobre a humildade.
Fui lendo e gostando.
Gostava e imaginava o quanto iam gostar. Envaideci-me... E... parei de escrever.
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Clarice Lispector e a Verdade - Citada por Alba Vieira

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Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: quero uma verdade inventada.
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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Hermógenes - Citado por Alba Vieira


Quando se é honesto e leal, a melhor forma de cooperar é às vezes opor-se.
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Reino dos Sonhos - por Kbçapoeta

O sono procura-me
Como Ulisses buscava Ítaca.
Consegui sentir um décimo
Que Dante sentiu
Ao reencontrar Virgilio,
E ver que seu poeta mestre
Não estava no céu, ou no inferno,
E sim no lugar da poesia.
O lugar nenhum.
O mal necessário.
Não sabemos o porquê.
A pena só descreve o nirvana
Manifestado em um sono profundo.



Visitem Kbçapoeta
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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Auguste Comte e a Arte - Citado por Ana

 
Como a arte deve sobretudo desenvolver em nós o sentimento da perfeição, jamais tolera a mediocridade: o verdadeiro gosto sempre supõe um vivo desgosto.
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domingo, 25 de agosto de 2013

Mário Quintana e o Poema - Citado por Penélope Charmosa

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O poema essa estranha máscara mais verdadeira do que a própria face.



In “Do Caderno H”.

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Assexuada/Sexuada - por Poty

Se dizes que sou sua juventude, que te faço viver, então não és assexuada, és sexuada porque vives animada com minha presença, com minha vivacidade, com minha juventude, com minha animação, que sou a tua alegria personificada, que sou teu amor fraternal, mas quero ser carnal... É melhor carnal porque me excitas para vida, para além de minha imaginação...



Visitem Poty
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sábado, 24 de agosto de 2013

Amor Totalitário - por Flavio Braga

Meu bem, ama-me como se eu fosse
o Guia da Locomotiva da Sua Libido.
Sou o dono do seu umbigo
e de outros orifícios mais cotados.
Eu sou a força motriz de sua Revolução,
mesmo sendo a sua negação
a favor do “status quo”
do seu confuso coração.
Chamo-te de puta e tudo,
mesmo que o pano de fundo
seja meu amor em estágio mais bruto
subjugando seu amor burro
como raças inferiores,
refém dos meus humores
e da minha natureza destrutiva,
mesmo quando estou por cima.
E em nome da moral e dos bons costumes
mantenho-te imune
aos românticos perversos socialistas
e raros arruaceiros anarquistas
Eu sou seu Camisa Negra
e seu coração, minha Roma,
onde marcho, piso, cuspo
e ocupo para combater o absurdo.
Quero que me chame de Genial Camarada do Prazer,
mesmo sem ser
Porque o prazer é todo meu
e o ônus do amor totalitário é totalmente seu.

É o fim das suas liberdades, minha querida!
Caíste nas armadilhas de um amor extremista.

Minha cara, o amor é lindo,
mesmo transformado em dogma a-histórico.



Visitem Flavio Braga
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Mário Quintana e as Leituras - Citado por Penélope Charmosa

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- Você ainda não leu O Significado do Significado? Não? Assim você nunca fica em dia.
- Mas eu estou só esperando que apareça o Significado do Significado do Significado.



In “Do Caderno H”.
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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Apocalipse em Israel - por Kbçapoeta

Tenho visto ao longe
O temor de meus fraternos.
A mídia com sua língua,
Espada afiada,

Tal qual o homem
De cabelos brancos como alva lã.
Encontro-me em carne osso
Testemunhando os fatos
Que sempre estais a recontar.
Muros, homens bombas e destruição.
Até que ponto vale a religião?
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Visitem Kbçapoeta
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Mário Quintana e a Leitura - Citado por Penélope Charmosa

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Livro bom, mesmo, é aquele de que às vezes interrompemos a leitura para seguir — até onde? — uma entrelinha... Leitura interrompida? Não. Esta é a verdadeira leitura continuada.



In “Do Caderno H”.
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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Vida Incondicional, de Deepak Chopra - por Alba Vieira



“Livro fantástico, maravilhoso, nos ajuda a ampliar a visão, usando relatos de Chopra, médico indiano, sobre casos de sua clínica analisados sob nova perspectiva, correlações com as descobertas da física quântica e análise de textos tradicionais indianos.
Basicamente nos esclarece sobre a noção de realidade como um campo de possibilidades do qual podemos participar, ou seja, mostra claramente que o que vivenciamos é aquilo no que acreditamos: nós fazemos a nossa realidade e podemos nos libertar do que nos mantém cativos.
E isto nos abre para outras formas de enxergar a vida, como, por exemplo, que nós somos capazes de tudo, na dependência do nosso nível de consciência. Se tudo é feito da mesma “substância” de que é feita nossa consciência, nós podemos, à medida que temos a capacidade de nos modificar, também mudar a realidade. Nosso nível de consciência é que diz se estamos presos à realidade local ou dominamos a realidade não local (se sintonizamos com a noção de campo de consciência), se a vontade de realizar desejos passou de atender aos nossos próprios desejos para atender aos desejos de todos.
Fica claro que a nossa mente, quando identificada com o “campo”, é capaz de criar qualquer realidade.
Se relacionarmos isto à saúde, vemos que assim como temos a capacidade de gerar um problema também estamos aptos a resolvê-lo, desde que estejamos identificados não com o eu local (o eu interior) e sim com o universal (o Eu) ou como afirma um poeta sufi: saímos do círculo do tempo e entramos no círculo do amor ou ainda, fazemos yoga (união).”
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E você? Que livro achou fantástico?
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