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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sábado, 24 de agosto de 2013

Amor Totalitário - por Flavio Braga

Meu bem, ama-me como se eu fosse
o Guia da Locomotiva da Sua Libido.
Sou o dono do seu umbigo
e de outros orifícios mais cotados.
Eu sou a força motriz de sua Revolução,
mesmo sendo a sua negação
a favor do “status quo”
do seu confuso coração.
Chamo-te de puta e tudo,
mesmo que o pano de fundo
seja meu amor em estágio mais bruto
subjugando seu amor burro
como raças inferiores,
refém dos meus humores
e da minha natureza destrutiva,
mesmo quando estou por cima.
E em nome da moral e dos bons costumes
mantenho-te imune
aos românticos perversos socialistas
e raros arruaceiros anarquistas
Eu sou seu Camisa Negra
e seu coração, minha Roma,
onde marcho, piso, cuspo
e ocupo para combater o absurdo.
Quero que me chame de Genial Camarada do Prazer,
mesmo sem ser
Porque o prazer é todo meu
e o ônus do amor totalitário é totalmente seu.

É o fim das suas liberdades, minha querida!
Caíste nas armadilhas de um amor extremista.

Minha cara, o amor é lindo,
mesmo transformado em dogma a-histórico.



Visitem Flavio Braga
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Mário Quintana e as Leituras - Citado por Penélope Charmosa

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- Você ainda não leu O Significado do Significado? Não? Assim você nunca fica em dia.
- Mas eu estou só esperando que apareça o Significado do Significado do Significado.



In “Do Caderno H”.
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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Apocalipse em Israel - por Kbçapoeta

Tenho visto ao longe
O temor de meus fraternos.
A mídia com sua língua,
Espada afiada,

Tal qual o homem
De cabelos brancos como alva lã.
Encontro-me em carne osso
Testemunhando os fatos
Que sempre estais a recontar.
Muros, homens bombas e destruição.
Até que ponto vale a religião?
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Visitem Kbçapoeta
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Mário Quintana e a Leitura - Citado por Penélope Charmosa

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Livro bom, mesmo, é aquele de que às vezes interrompemos a leitura para seguir — até onde? — uma entrelinha... Leitura interrompida? Não. Esta é a verdadeira leitura continuada.



In “Do Caderno H”.
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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Vida Incondicional, de Deepak Chopra - por Alba Vieira



“Livro fantástico, maravilhoso, nos ajuda a ampliar a visão, usando relatos de Chopra, médico indiano, sobre casos de sua clínica analisados sob nova perspectiva, correlações com as descobertas da física quântica e análise de textos tradicionais indianos.
Basicamente nos esclarece sobre a noção de realidade como um campo de possibilidades do qual podemos participar, ou seja, mostra claramente que o que vivenciamos é aquilo no que acreditamos: nós fazemos a nossa realidade e podemos nos libertar do que nos mantém cativos.
E isto nos abre para outras formas de enxergar a vida, como, por exemplo, que nós somos capazes de tudo, na dependência do nosso nível de consciência. Se tudo é feito da mesma “substância” de que é feita nossa consciência, nós podemos, à medida que temos a capacidade de nos modificar, também mudar a realidade. Nosso nível de consciência é que diz se estamos presos à realidade local ou dominamos a realidade não local (se sintonizamos com a noção de campo de consciência), se a vontade de realizar desejos passou de atender aos nossos próprios desejos para atender aos desejos de todos.
Fica claro que a nossa mente, quando identificada com o “campo”, é capaz de criar qualquer realidade.
Se relacionarmos isto à saúde, vemos que assim como temos a capacidade de gerar um problema também estamos aptos a resolvê-lo, desde que estejamos identificados não com o eu local (o eu interior) e sim com o universal (o Eu) ou como afirma um poeta sufi: saímos do círculo do tempo e entramos no círculo do amor ou ainda, fazemos yoga (união).”
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E você? Que livro achou fantástico?
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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Alberto Moravia (Biografia) - Enviada por Ana

Alberto Moravia, pseudônimo de Alberto Pincherle (Roma, 28 de novembro de 1907 - Roma, 26 de setembro de 1990) foi um escritor e jornalista italiano. O sobrenome Moravia era de sua avó paterna. Seu pai, Carlo Pincherle Moravia, arquiteto e pintor, nasceu em Veneza, numa família hebraica. Sua mãe, Teresa Iginia De Marsanich, era de Ancona.
Quando jovem, Moravia teve tuberculose e passou uma significativa parte de sua adolescência em convalescência, tendo sido prejudicado nos estudos.
Começou escrevendo para a revista 900 onde publicou seu primeiro conto. Escreveu sua primeira novela, “Os Indiferentes”, em 1929. Trabalhou durante muitos anos no jornal Il Corriere della Sera, tendo viajado para a Inglaterra (onde morou dois anos), Estados Unidos, México e China.
Em abril de 1945 casa-se com Elsa Morante. Autor considerado persona non grata pelo regime fascista de Mussolini, é obrigado a trabalhar como roteirista cinematográfico sob outro nome, por causa das leis raciais vigentes. No pós-guerra, volta a trabalhar como escritor e roteirista,conhecendo Pier Paolo Pasolini e também começa a trabalhar como crítico cinematográfico no L’Expresso. Foi também eleito representante da Itália no Parlamento europeu, por uma lista do Partido Comunista Italiano, de 1984 até sua morte.

Obra
Escreveu vários livros que se caracterizavam por uma crítica frontal à sociedade europeia do século XX que ele achava hipócrita, hedonista e acomodatícia. Em seus escritos são recorrentes os temas da sexualidade, existencialismo e alienação do indivíduo. Vários livros seus foram adaptados para o cinema, os mais famosos são O Desprezo, de Jean-Luc Godard e O Conformista, do diretor Bernardo Bertolucci, em 1970. Também escreveu a Virgem Guerreira.
Sabe-se agora, que em 1958 perdeu o Prêmio Nobel de Literatura por causa duma jogada da CIA em plena Guerra Fria. O Prêmio foi, nesse ano, entregue a Boris Pasternak pela obra Doutor Jivago, que foi impressa à última hora e entregue na Academia Sueca pela Central de Inteligência Norte-Americana.

Bibliografia
1927 - La cortigiana stanca1929 - Os Indiferentes
1935 - La Bella Vita
1935 - Le Ambizioni Sbagliate1937 - L’Imbroglio (novelas)
1940 - I Sogni del Pigro1941 - La Mascherata
1943 - L’Amante Infelice1943 - La Cetonia
1944 - Agostino
1944 - L’Epidemia (contos)
1947 - A Romana
1947 - L’Amore Coniugale (contos)
1947 - La Disubbidienza (contos)
1947 - O Conformista
1949 - L’Amore Coniugale
1954 - Il Disprezzo
1954 - Racconti Romani1957 - Duas Mulheres
1959 - Nuovi Racconti Romani
1960 - La Noia
1962 - L’Automa (contos)
1963 - L’Uomo Come Fine (ensaio)
1965 - L’Attenzione
1969 - La Vita è Gioco
1970 - Il Paradiso
1970 - Io e Lui
1972 - A Quale Tribù Appartieni1973 - Un’Altra Vita
1975 - Al Cinema (ensaios)
1976 - Boh
1978 - Una Vita Interiore1980 - Impegno Controvoglia
1983 - La Cosa e Altri Racconti (contos)
1985 - L’Uomo Che Guarda1986 - L’Inverno Nucleare (ensaios e entrevistas)
1990 - La Villa del Venerdì e Altri Racconti


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domingo, 18 de agosto de 2013

QUEM SOFRE O PECADO? - por Kbçapoeta





       O conceito de pecado é interessante. Eu como descendo dos silvícolas, compreendo a dificuldade de meus antepassados em compreenderem esta latina palavra.
       Não é a palavra em si, mas sua amplitude semântica, melhor traduzindo, o conjunto de elementos que compõem esse sentido.
       Hoje, ano de 2013, posso dizer que algo errado e pecado deveriam ser sinônimos. Não é! É muito mais.
       É possível afirmar que pecado é uma ação. Se há uma ação deve haver quem a cometa e quem  sofre seus efeitos.
       Como se chama quem sofre a ação do pecado?


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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Post Inesquecível do Duelos - Indicado por Ana

Eros Ramirez, infelizmente, pouco participou do Duelos, mas esta sua postagem ficou marcada em minha memória. Pelas frases curtas com mensagens muito bem definidas remetendo a percepções e sensações que nos levam, indubitavelmente, à situação descrita; pela analogia original e terna; e pelo duplo sentido final que, em ambos os casos, de forma magistral, nos devolve ao título. Achei espetacular, realmente inesquecível. Parabéns, Eros!



ALUCINAÇÃO
(EROS.RAMIREZ)

Por um instante achei que estava tudo bem. O barulho da chuva contra a janela. O cheiro de terra molhada. A alta umidade como um abraço. Gravidade zero.
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Visitem eros.ramirez
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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Bruna Lombardi em “Sibilino” - Citada por Penélope Charmosa

E depois faz um tempo enorme
que eu tenho os pesadelos mais elementares
desses que incluem assassinatos
injustiças, violências e coisas
próximas à realidade.
Por isso me tranquei em casa
e passeio pelo chão como num parque.
Por isso aprendi a olhar as paredes
ouvir sua respiração
respeitar seu silêncio
e vez em quando preocupar-me com alguma rachadura.
E deixei os jornais se acumularem à porta
junto com as notícias.
Talvez já estejamos em outra guerra
talvez estejam todos mortos
talvez ainda algum pássaro...
Por isso resolvi ficar dentro da casa
por todos esses anos e todas essas coisas
que se tornaram parecidas comigo e eu com elas.
Para enganar o destino e contrariá-lo
pois certamente havia previsto
algumas razões para minha vida.
Porque desde que me puseram neste planeta
eu tive os pesadelos mais elementares pelas ruas
desses que incluem injustiças, crimes, violências
e coisas próximas ao sonho.



In “No Ritmo Dessa Festa”.
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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Auguste Comte e a Arte - Citado por Ana

 
Nada é mais oposto às belas-artes do que a visão estreita, o movimento demasiado analítico e o abuso do raciocínio, próprios ao nosso regime científico, aliás tão funesto ao desenvolvimento moral, primeira fonte de toda a disposição estética.
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Mário Quintana em Biografia - Citado por Penélope Charmosa

Era um grande nome — ora que dúvida! Uma verdadeira glória. Um dia adoeceu, morreu, virou rua... E continuaram a pisar em cima dele.



In “Do Caderno H”.
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domingo, 4 de agosto de 2013

Shalon - por Maelo

Talvez eu seja um louco que caminha pela estrada. Aonde chegarei nessa empreitada? Sei que o Arquiteto-mor me reservou uma bela surpresa, e sou grato por isso.
Da vida nada se leva. Então aproveite cada minuto, cada segundo. Curta até o último sobejo da vida. Somos inexoravelmente irrepetíveis. Portanto vivamos intensamente.
Façamos da nossa passagem neste plano o melhor possível. Seja feliz e faça os outros mais felizes ainda.



Visitem Maelo
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Minha Terra - por Raquel Aiuendi

Minha terra tem palmares
que não encontro em qualquer lugar
os palmares daqui
não harmonizam como lá

Nos palmares da minha terra
se fundem cantos, danças
brincadeiras, lutas e
palmas nos ares

Os palmares da minha terra
sonham ainda co’a liberdade
dignidade, felicidade
igualdade...
porque sempre soube
fraternizar sustentabilidade.
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sábado, 3 de agosto de 2013

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Hermógenes - Citado por Alba Vieira


Do infinito oceano da Verdade recolhe-se muito mais com a humilde concha do coração puro do que com a taça dourada da erudição ou com as redes de malhas rígidas do dogmatismo.
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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Antes do Baile Verde, de Lygia Fagundes Telles - por Ana



Antes, durante e depois do baile verde


“Antes do Baile Verde” é intenso, profundo e fantástico.  Formado por diversos contos, não é um livro comum: é da Lygia Fagundes Telles.  Não entraremos em contato com narrativas lineares, superficiais ou óbvias.  Leremos os acontecimentos que nos são descritos pelas almas das pessoas, por sua visão mais íntima, aquela normalmente menos visível.  São pedaços de vidas que nos são trazidos por olhos incomuns, por mentes inesperadas e pela cor verde que entrelaça todos os contos.  O livro nos conduz a um mundo de personagens com algo em comum: o falar emocional, inusitado. 
Acompanhando estas pessoas começamos a ver o mundo de outra forma, percebemos o quanto a alma participa de nossas interações e aprendizados.  Há dor, há aparente crueldade, há certa indiferença, há falta de caráter, há traições, mas estão lá, também, todos os seus opostos.
Então tudo isso nos remete ao título e à nossa experiência como leitores: as coisas não serão as mesmas depois de “Antes do Baile Verde”.
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terça-feira, 30 de julho de 2013

terça-feira, 23 de julho de 2013

Tempo - por Angel

Acordou com o grito das crianças que brincavam do lado de fora. O quarto escuro não permitia saber que já era dia. Abriu os olhos com dificuldade e segundos se passaram até que se lembrasse quem era e o que fazia ali. Tentou se levantar mas as forças lhe faltaram, segurou com as duas mãos em um dos lados da cama e um impulso se fez, na tentativa de se erguer. Não conseguiu, e sentiu o corpo ser tomado por uma dor insuportável que começou em seu peito e se espalhou por cada parte viva que existia. A dor foi tanta que mal conseguia respirar, e entre suspiros profundos se esforçou como nunca para permanecer viva.

Minutos eternos se passaram, o teto do quarto ganhou vida enquanto a dor parecia querer tirar-lhe a sua. Resistiu. Quando finalmente a dor cessou decidiu que sairia dali a qualquer custo. Estranhamente sentiu-se um pouco mais forte e aproveitando-se desse breve momento de firmeza, ergueu-se. Primeiro sentou sobre a cama, respirou fundo duas vezes e se levantou completamente.

Sentia as costas curvadas, uma fraqueza recorrente, os olhos pouco enxergavam mas acreditou que isso a claridade resolveria. Caminhou até o banheiro, fechou o armário sobre a pia que ainda estava aberto. Viu no espelho uma imagem sendo formada, não reconheceu. Uns poucos cabelos brancos que cobriam-lhe parcialmente a face, os olhos cansados, a pele seca e enrugada marcada com os inúmeros traços que a velhice lhe causou. O colo manchado e sem vida, as mãos disformes. Tocou o rosto na esperança de que fosse uma alucinação, um sonho ruim que ainda não terminara. Sentiu a realidade do toque e na mesma hora seu coração disparou.

“Não pode ser”, pensou.

Saiu do banheiro afobada e voltou para o quarto, e ouvindo as crianças que ainda gritavam foi de encontro à janela. Abriu parte dela e sentiu a luz do sol quase cegá-la, a cabeça despertando em dor, precisou de tempo até conseguir ver o que lá fora se passava. Não reconhecia nenhuma daquelas crianças, seus rostos estranhos, a falta de nomes, com certeza não eram suas.

Atravessou o quarto e foi até a sala, viu os móveis velhos e empoeirados. Sobre a escrivaninha, ao fundo, uma garrafa de vinho ainda pela metade. O cheiro de mofo machucou suas narinas e o cheiro de abandono machucou seu coração. Não havia mais ninguém ali, só ela. Procurou por sua família, imaginou que teria filhos, talvez netos, já que estava assim tão velha. Nenhum porta-retrato, nenhuma carta ou bilhete, nenhum traço de vida, o que só lhe permitia pensar que era mesmo sozinha. Ao lado da escrivaninha um outro espelho onde podia ver seu corpo inteiro, se colocou bem perto e de frente a ele. Não sabe quanto tempo ficou ali se vendo, nem quantas lágrimas rolaram.

“Como foi que isso aconteceu?”, falou.

E naquele momento se deu conta de que o tempo havia passado, não sabe como, mas havia... Não tinha lembranças, não realizara sonhos, não fora feliz.

“Como foi que eu deixei isso acontecer...?”, pensou.

Tarde demais para tentar entender o que se passou, agora só conseguia ver que não havia acordado a tempo, que a juventude lhe fora tomada e a saúde também, sem que sequer percebesse. Não conseguia pensar em mais nada, apenas, na vida que perdeu...
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Visitem Angel
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