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O gênero de aborrecimento de que sofre a população das cidades modernas está intimamente ligado à sua separação da vida da Terra. Essa separação torna o seu viver ardente, poeirento e ansioso, tal como uma peregrinação no deserto. Nos que são suficientemente ricos para escolher o seu gênero de vida, o estigma peculiar de insuportável aborrecimento que os distingue é devido, por muito paradoxal que isso possa parecer, ao seu medo do aborrecimento. Ao fugirem do aborrecimento que é fecundo, são vítimas de outro de natureza pior. Uma vida feliz deve ser, em grande medida, uma vida tranquila, pois só numa atmosfera calma pode existir o verdadeiro prazer.
Muros erguidos, pontes, continentes, fronteiras... desconhecemos a transitoriedade da alma. Estamos expostos e ao mesmo tempo escondidos. Ou será que apenas um de nós se esconde?
Quero falar e não consigo encontrar o tempo exato, sinto que as palavras soam fragmentadas e divago assustada... a intensidade dos fatosé amedida que preencheo diafragma. Respiro profundamente, como alguém que cava um poço. Por vezes me dói um simples suspiro. Evapora a tua voz na minha pele tingida pelos raios daquele sol acima de qualquer nuvem.
Sobrevivo ao deserto que ecoa a tua presença sob o pretexto da miragem. Há um oásis longe da civilização. É no deserto que habito. Tu és o estrangeiro que invade minha morada. Os camelos estão longe daqui de qualquer modo a batalha está travada.
Ó estrangeiro, recordai da árvore que finca suas raízes no deserto. Ide com o vento, lançai os grãos para bem longe daqui. Mas se por acaso relutares, direi que tudo não passou de um delírio.
Apesar de toda clareza, vultos se amontoam. Ou a consciência me parece cega, ou nunca percebi o que está além da visão.
- Boa noite, gostaria de agendar consultas para o mês de janeiro. Me foge o nome da psicóloga... sei que o sobrenome é dos Anjos.
- Boa noite, senhora, tem em mãos o código de cliente e guia autorizada?
- Sim.
Balbuciou desanimada: só falta a estrela
- Perdão, senhora, não ouvi a ultima frase.
- Que frase?
- A senhora falou que tinha a guia e faltava algo, não compreendi exatamente, mas escutei que faltava alguma coisa. É que a senhora falou de um modo que não deu para ouvir bem.
- Perdão, como se chamas?
- Saturnino senhora
- Saturnino?
Rui sem a menor preocupação diante da formalidade do atendimento que a entediava ainda mais. Estava cansada, passou o dia cuidando dos afazeres domésticos e sobretudo do filho de 4 anos que se recuperava de uma otite.
Era aproximadamente 23h quando sentou para agendar as consultas mensais. Em seguida daria continuidade a rotina de estudos planejado com certa expectativa. Estava tensa, cansada dos incansáveis telefonemas e agendamentos médicos. Cercada por pessoas que viviam suas vidinhas sem poesia, pessoas do outro lado da linha, do outro lado da tela, do outro lado na multidão. Pessoas que iam e viam ao encontro da menina dos olhos que se perdia na solidão.Finalmente descontraiu, mais uma zombaria do destino... o nome do tal atendente tinha que remeter a um planeta? Logo ela que vivia no mundo da lua... Pelo visto a estrela era mesmo inalcançável...
- Desculpe senhor, Sat, não consigo conter o riso, mas qual é mesmo o seu sobrenome?
- Saturnino senhora.
- Ok e o primeiro nome
- Getúlio
- Getúlio? Um tanto quanto patriótico, Get. Seus pais são mais devotos da era Vargas ou da espacial? Desculpe a brincadeira tenho que descontrair tive um dia cansativo
- Não se preocupe senhora estou aqui para atendê-la, fico feliz que esteja de bom humor.
- Imagino que lidar com o publico exige muita psicologia, se surpreende que eu esteja de bom humor?
- Sim, a maioria das pessoas que entram em contato com a central de agendamentos são breves e em alguns casos estressadas .
- Sinto muito em saber que tens que lidar com tais situações, logo o senhor que é tão educado
- Não se preocupe senhora, na maioria das vezes finalizamos o dialogo com a sensação de termos feito mais um amigo
- Amigo? Consideras o nosso dialogo como sendo o inicio de uma amizade? Amizade descartável o senhor que dizer rsrs.
- Senhora Júlia, qual é mesmo o seu sobrenome?
- Serafim e não me venha com o trocadilho interrogativo, senhor Saturnino. À propósito o sobrenome da psicóloga é dos anjos, e é tudo que lembro.
- Verificarei a agenda de janeiro, Julia Serafim. Desculpe perguntar há quanto tempo a senhora é paciente? Só mais um momento, por favor. Ah, doutora Mara dos Anjos.
- Que diabos, como fui esquecer um nome assim... Mara? Ah, quer saber essa historia de nome e sobrenome me inspirou.Devo escrever algo sobre a nossa conversa e o fato de não ter mencionado o esforço que faço para ouvir sua voz distante. Deve ser por causa do sistema.
- Sistema?
- Sim, o sistema solar rsrs. Desculpe, perco o amigo, mas não perco a piada.
- Senhora Júlia?
- Pode falar, por acaso o senhor não viu um cometa? Ah me desculpe, de repente me senti tão descontraída. Ok, vou me conter.
- Tudo bem, Júlia. Nesse horário são raros os agendamentos.
- É Saturnino, só os insones resolvem trabalhar ou agendar consultas. E olhe que tenho um plano de estudos para iniciar assim que desligar. Correria essa vida...
- Sei como é, tenho dois empregos.
- Suponho que a energia que lhe sobra é por que lhe falta a mulher da sua vida.
- Mulheres...
- Homens...
- A senhora é casada, tem namorado etc?
- Hahaha que vingativo. Ok, sou divorciada e pode me chamar de irmã. Meu marido agora é a disputa por um bom emprego (agente da polícia federal).
- Nada como um dia após o outro.
- Pois é e por falar nisso teria vaga para janeiro?
- De emprego ?(em tom irreverente) brincadeira (risos). Pode ser em fevereiro?
- Ok pode agendar, quando é mesmo o carnaval? Por favor marque para depois, por favor.
- Posso agendar para o dia 8?
- Sim e é uma pena ter que desligar depois de finalmente marcarmos. Podemos manter contato? Quero te mostrar o que posteriormente escrever, afinal você me inspirou?
- Pode deixar que eu retorno.
- Ok, fico no aguardo, Batman. Beijos.
Após verificar o cadastro, uma súbitacuriosidade despertara. Tinham quase a mesma idade. Ela era de julho e ele de dezembro. Moravam em bairros distantes. Ambos eram divorciados. Perguntou a si mesmo o que levaria aquela mulher, que ria de tudo, a procurar um psicólogo. Teria sido por causa do divórcio ou será que sofriaalgum tipo de distúrbio? Será que também se consultava com psiquiatras? Diante do dilema ético e profissional, a curiosidade foi maior e tocou do outro lado...
- Olá, esta me ouvindo melhor agora?
- Saturnino, você me ligou mesmo?
- Sim e também gosto de escrever. Escrevo reflexões. A ligação está melhor? Te ligo do celular.
O diálogo se deu com naturalidade e é sabido que havia um tom muito agradável entre eles. Quando já estavam prestes a se despedirem, Júlia perguntou:
- Ei, saturnino, mudando de assunto gostas de carnaval?
- Um pouco e você?
- Das fantasias, é uma pena que haja tanta m...lícia.
- Escutei uma interferência e não pude te ouvir bem. Você falou milícia?
- Milícia é o que mais falta, quis dizer malícia mesmo.
É incrível como uma única vogal muda completamente o sentido da palavra.
Temos errado em supor que
eu sou um e tu és outro. Vale a pena escutar a inteligente advertência de um
rio que assim falou a outro:
- Não somos dois rios
nascidos de fontes diferentes, correndo em leitos diferentes, sem nada ter um
com o outro. Se achamos que não somos um só é porque uma ilha fluvial nos
separa e nos ilude. O nome desta ilha é Ignorância.
Prepara o palco para tantas
fantasias E faz o coração se fartar
com mil amores. É o que confere alegria à
alma Colorindo paisagens para
viagens inesquecíveis Mas tudo se desvanece
quando chegaaurora. Acordamos sem saber o
quanto fomos felizes.
o mar, fiel adepto do
tabagismo, o faz com largos tragos
infinitos, permitidos apenas para o
deleite solitário, fumo áspero da
observância,
de alguém que há eras
espera por doses
matinais de ventos frutíferos e
saborosos, carregados com aromas da
estação;
de alguém que
espera pássaros de alma
branca da imensidão das
águas que chegam com as primeiras
notas brancas de
luz, com penas
graciosas de
veludo arbóreo, sutil e duro
seres distintos,
raros como as árvores de plumagem
aérea, estabelecidas entre as
nuvens, porto e cais dessas linhagens
ancestrais, estalagem de brisa e
migração, no qual se falam línguas
sussurradas, próprias a esses lugares
mágicos e seus seres cultos de
simplicidade;
é a esperada boa nova
esquecida espera por palavras
soltas, livres, de alma limpa e
branca, dançarinas sob chuva
divina de prata, néctar e
seiva
velho na varanda do
mundo de esperança calma e
crente, apego
voluntário ao vício do fogo
antigo, às damas de
branco e casamentos em
jardins
apenas a
vigília de uma alma
velha, desgastada na
umidade, mais um vício
louco, um apego
tosco,
devaneio
nostálgico de uma vida
passada, alucinação
profética, crença particular
desacreditada
o esperar de
uma espécime
rara, desconhecida, inútil, cansada, antiquada, num mundo de
pó e palavras
rápidas
apenas maré, hábito
cotidiano, diligência prazerosa vício
voluntário de um viver, tão velho
quanto o
mundo
PARA QUEM TRABALHA COM FÉ E SE PREPARA, PARA QUEM CRÊ QUE VAI RECEBER ALGO QUE NÃO TEM, O MELHOR, E NÃO PARA. (TÉRCIO STHAL)
TERRA, CÉU E MAR
Acordar cedo para ver o Sol brilhar
na nova manhã que se descortina,
não há dinheiro que possa pagar
esta bela dádiva de origem divina.
Durante o dia, todo dia agradecer,
compartilhar tudo o que for bom,
cada coisa e ensino que receber,
no verso e reverso de cada tom.
Quando a noite vem, as forças revigorar,
sob o brilho das Estrelas e da Lua,
ouvindo o barulhinho das ondas do Mar
que invade o coração e a mente nua.
Sem olhar só para o chão para ver estrelas,
sem olhar só para o Céu e, pensando vê-las,
cair no próximo buraco, se ferir e se machucar,
depender de socorro e de alguém para cuidar.
Estamos
em férias e assim, todos os dias são domingo.
Estranho
esse poder da vida de transformar os ânimos a partir de um raio de sol. O
acordar no verão é totalmente diverso. Parece que alguém vem nos despertar para
a vida lá fora. Cedo as pessoas já estão na rua, aproveitando a pouca aragem
fresca para cumprirem seus afazeres das compras. Senão, para seguirem rumo às
praias, sem enfrentar os engarrafamentos.
Uma
coisa é certa. Todos, quase sem exceção, compartilham essa alegria que o calor
do verão nos proporciona. Nessa
época, todos ignoram a falta de segurança e os perigos reinantes na Cidade e
enchem bares e restaurantes com suas peles bronzeadas pelo sol do dia inteiro.
Fase
boa, tempo feliz, em que o calor enche nossos peitos de força e coragem.
em pé no fundo azul de uma tela atrás da qual luz natural adentra a janela por onde ao levantar quase nada o olhar vejo o sol aberto amarelar as folhas da acácia em alvoroço: Marcelo está para chegar. E de repente, de fora do presente, pareço apenas lembrar disso tudo como de algo que não há de retornar jamais e em lágrimas exulto de sentir falta justamente da tarde que me banha e escorre rumo ao mar sem margens de cujo fundo veio para ser mundo e se acendeu feito um fósforo, e é tarde.
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Se tô fora
Se pulou minha vez
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*(Jorge Queiroz da Silva)*
Noites
-
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Tenho aqui na garganta,
Um nó me amarrando o discurso.
O grito,
Não é mais que um grunhido,
Um gemido de an...
A sina do porco espinho
-
Como é dura a vida de um porco espinho
Que não pode receber carinho
Como é dura a vida de um porco espinho
Tão sozinho, tão sozinho
Todo mundo quer um cacho...
Antífona da chuva
-
I
Limalhas de aço a sibilar liquidamente
Espaço entre o corte e a compostura,
A presença da água assim como o desatino
A fazer mais úmida a caminhada do hoje...
'Corum'
-
Amarelo sol que entra pela janela, rastros de um sentimento que se fez.
Feito criança que brinca na areia da praia, e transforma sonho em dia
claro. Em m...
Satsang
-
Encontro Com a Verdade
*Pergunta: *Discípulo é o mesmo que disciplina?
*Resposta:* Sim, a palavra discípulo vem da mesma raiz da palavra
disciplina. Por...