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Eróticos.)




sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Hermógenes - Citado por Alba Vieira

Se eu fosse planta, gostaria de um meio propício que me ajudasse a crescer.
Mas, sou homem...
Prefiro, por isto, um meio adverso que me desafie a crescer.
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Hermógenes - Citado por Alba Vieira

O Universo é Maya. O Universo é tão diverso!
O diverso é a máscara do Uno, como o tempo é a do Eterno.
A forma é esconderijo concreto do Abstrato.
O finito é a aparência limitável do Infinito.
Tudo que conseguimos perceber é Maya, que é a vestimenta do Inefável.
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Artur Azevedo e o Amor - Citado por Ana

 
O amor que se propala é apenas uma miserável história; o amor que se esconde foi um admirável poema.
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Bertrand Russell e o Medo do Aborrecimento - Citado por Penélope Charmosa

O gênero de aborrecimento de que sofre a população das cidades modernas está intimamente ligado à sua separação da vida da Terra. Essa separação torna o seu viver ardente, poeirento e ansioso, tal como uma peregrinação no deserto. Nos que são suficientemente ricos para escolher o seu gênero de vida, o estigma peculiar de insuportável aborrecimento que os distingue é devido, por muito paradoxal que isso possa parecer, ao seu medo do aborrecimento. Ao fugirem do aborrecimento que é fecundo, são vítimas de outro de natureza pior. Uma vida feliz deve ser, em grande medida, uma vida tranquila, pois só numa atmosfera calma pode existir o verdadeiro prazer.



In “A Conquista da Felicidade”.
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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Tua bebida - por Poty (Erótico)

Quero beber de teu chimarrão
Deliciá-lo juntinho de ti
Chupar com você!
Sentir teu amargo de fel
Teu calor no céu
Acariciar teu gosto de mel
O líquido
A bebida atrevida
Sai por cima
A bomba pronta
Poty – 14/04/2013

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Desconstruindo o Ritmo - por InEx TrEe FaLLs


Há no teto da tua riqueza
Um tatame para pisar
Força o vento sua natureza
Máquina por desligar

Calendas de maio
Cruz na parede
Porta aberta
CorPO tem sede

Há no ritmo uma identidade
Há no espaço os dançarinos
Desafiam autoridades
Evoé peregrinos

Projeções?
Passos por ensaiar?
Cada um no seu ritmo
Balançamos o que convém
No mais?
É melhor dançar

Desafiam os fios
No suor por inteiro
E o corPO sacode

O leve CAbelo

Se atire ao chão
Sangrando sentidos
Que a boa vibração
Esteja sempre contigo
 



 

domingo, 30 de dezembro de 2012

Aquele ponto e Aquela Ponte

Muros erguidos, pontes, continentes, fronteiras... desconhecemos a transitoriedade da alma. Estamos expostos e ao mesmo tempo escondidos. Ou será que apenas um de nós se esconde?

Quero falar e não consigo encontrar o tempo exato, sinto que as palavras soam fragmentadas e divago assustada... a intensidade dos fatos  é a  medida que preenche  o diafragma. Respiro profundamente, como alguém que cava um poço. Por vezes me dói um simples suspiro. Evapora a tua voz na minha pele tingida pelos raios daquele sol acima de qualquer nuvem.

Sobrevivo ao deserto que ecoa a tua presença sob o pretexto da miragem. Há um oásis longe da civilização. É no deserto que habito. Tu és o estrangeiro que invade minha morada. Os camelos estão longe daqui de qualquer modo a batalha está travada.
 Ó estrangeiro, recordai da árvore que finca suas raízes no deserto. Ide com o vento, lançai os grãos para bem longe daqui. Mas se por acaso relutares, direi que tudo não passou de um delírio.
Apesar de toda clareza, vultos se amontoam. Ou a consciência me parece cega, ou nunca percebi o que está além da visão.
20/12/2012

INcertezas


Tens o manto da incerteza
O adorno da ilusão
O sopro de uma vida inteira
O dom da inspiração

 Há sempre uma imagem
Um reflexo no espelho
Uma ideia selvagem
Um segredo corriqueiro

 

SATURNINO DEZEMBRO DE 2012

- Boa noite, gostaria de agendar consultas para o mês de janeiro. Me foge o nome da psicóloga... sei que o sobrenome é dos Anjos.
- Boa noite, senhora, tem em mãos o código de cliente e guia autorizada?
- Sim.
Balbuciou desanimada: só falta a estrela
- Perdão, senhora, não ouvi a ultima frase.
- Que frase?
- A senhora falou que tinha a guia e faltava algo, não compreendi exatamente, mas escutei que faltava alguma coisa. É que a senhora falou de um modo que não deu para ouvir bem.
- Perdão, como se chamas?
- Saturnino senhora
- Saturnino?
Rui sem a menor preocupação diante da formalidade do atendimento que a entediava ainda mais. Estava cansada, passou o dia cuidando dos afazeres domésticos e sobretudo do filho de 4 anos que se recuperava de uma otite.
Era aproximadamente 23h quando sentou para agendar as consultas mensais. Em seguida daria continuidade a rotina de estudos planejado com certa expectativa. Estava tensa, cansada dos incansáveis telefonemas e agendamentos médicos. Cercada por pessoas que viviam suas vidinhas sem poesia, pessoas do outro lado da linha, do outro lado da tela, do outro lado na multidão. Pessoas que iam e viam ao encontro da menina dos olhos que se perdia na solidão.  Finalmente descontraiu, mais uma zombaria do destino... o nome do tal atendente tinha que remeter a um planeta? Logo ela que vivia no mundo da lua... Pelo visto a estrela era mesmo inalcançável...
- Desculpe senhor, Sat, não consigo conter o riso, mas qual é mesmo o seu sobrenome?
- Saturnino senhora.
- Ok e o primeiro nome
- Getúlio
- Getúlio? Um tanto quanto patriótico, Get. Seus pais são mais devotos da era Vargas ou da espacial? Desculpe a brincadeira tenho que descontrair tive um dia cansativo
- Não se preocupe senhora estou aqui para atendê-la, fico feliz que esteja de bom humor.
- Imagino que lidar com o publico exige muita psicologia, se surpreende que eu esteja de bom humor?
- Sim, a maioria das pessoas que entram em contato com a central de agendamentos são breves e em alguns casos estressadas .
- Sinto muito em saber que tens que lidar com tais situações, logo o senhor que é tão educado
- Não se preocupe senhora, na maioria das vezes finalizamos o dialogo com a sensação de termos feito mais um amigo
- Amigo? Consideras o nosso dialogo como sendo o inicio de uma amizade? Amizade descartável o senhor que dizer rsrs.
- Senhora Júlia, qual é mesmo o seu sobrenome?
- Serafim e não me venha com o trocadilho interrogativo, senhor Saturnino.  À propósito o sobrenome da psicóloga é dos anjos, e é tudo que lembro.
- Verificarei a agenda de janeiro, Julia Serafim. Desculpe perguntar há quanto tempo a senhora é paciente?  Só mais um momento, por favor. Ah, doutora Mara dos Anjos.
- Que diabos, como fui esquecer um nome assim... Mara? Ah, quer saber essa historia de nome e sobrenome me inspirou.  Devo escrever algo sobre a nossa conversa e o fato de não ter mencionado o esforço que faço para ouvir sua voz distante. Deve ser por causa do sistema.
- Sistema?
- Sim, o sistema solar rsrs. Desculpe, perco o amigo, mas não perco a piada.
- Senhora Júlia?
- Pode falar, por acaso o senhor não viu um cometa? Ah me desculpe, de repente me senti tão descontraída. Ok, vou me conter.
- Tudo bem, Júlia. Nesse horário são raros os agendamentos.
- É Saturnino, só os insones resolvem trabalhar ou agendar consultas. E olhe que tenho um plano de estudos para iniciar assim que desligar. Correria essa vida...
- Sei como é, tenho dois empregos.
- Suponho que a energia que lhe sobra é por que lhe falta a mulher da sua vida.
- Mulheres...
- Homens...
- A senhora é casada, tem namorado etc?
- Hahaha que vingativo. Ok, sou divorciada e pode me chamar de irmã. Meu marido agora é a disputa por um bom emprego (agente da polícia federal).
- Nada como um dia após o outro.
- Pois é e por falar nisso teria vaga para janeiro?
- De emprego ?  (em tom irreverente) brincadeira (risos). Pode ser em fevereiro?
- Ok pode agendar, quando é mesmo o carnaval? Por favor marque para depois, por favor.
- Posso agendar para o dia 8?
- Sim e é uma pena ter que desligar depois de finalmente marcarmos. Podemos manter contato? Quero te mostrar o que posteriormente escrever, afinal você me inspirou?
- Pode deixar que eu retorno.
- Ok, fico no aguardo, Batman. Beijos.
Após verificar o cadastro, uma súbitacuriosidade despertara. Tinham quase a mesma idade. Ela era de julho e ele de dezembro. Moravam em bairros distantes. Ambos eram divorciados. Perguntou a si mesmo o que levaria aquela mulher, que ria de tudo, a procurar um psicólogo. Teria sido por causa do divórcio ou será que sofria  algum tipo de distúrbio? Será que também se consultava com psiquiatras? Diante do dilema ético e profissional, a curiosidade foi maior e tocou do outro lado...
- Olá, esta me ouvindo melhor agora?
- Saturnino, você me ligou mesmo?
- Sim e também gosto de escrever. Escrevo reflexões. A ligação está melhor? Te ligo do celular.
O diálogo se deu com naturalidade e é sabido que havia um tom muito agradável entre eles. Quando já estavam prestes a se despedirem, Júlia perguntou:
- Ei, saturnino, mudando de assunto gostas de carnaval?
- Um pouco e você?
- Das fantasias, é uma pena que haja tanta m...lícia.
- Escutei uma interferência e não pude te ouvir bem. Você falou milícia?
- Milícia é o que mais falta, quis dizer malícia mesmo.
 É incrível como uma única vogal muda completamente o sentido da palavra.


 
 
 

Augusto Cury e os Erros - Citado por Ana

 
Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia aprende com os erros dos outros.
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sábado, 29 de dezembro de 2012

Hermógenes - Citado por Alba Vieira

Temos errado em supor que eu sou um e tu és outro. Vale a pena escutar a inteligente advertência de um rio que assim falou a outro:
- Não somos dois rios nascidos de fontes diferentes, correndo em leitos diferentes, sem nada ter um com o outro. Se achamos que não somos um só é porque uma ilha fluvial nos separa e nos ilude. O nome desta ilha é Ignorância.
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

domingo, 23 de dezembro de 2012

domingo, 16 de dezembro de 2012

Sonhar - por Alba Vieira



Sonhar tempera os dias e dá sentido às noites.
Prepara o palco para tantas fantasias
E faz o coração se fartar com mil amores.
É o que confere alegria à alma
Colorindo paisagens para viagens inesquecíveis
Mas tudo se desvanece quando chega  aurora.
Acordamos sem saber o quanto fomos felizes.


Tabagismo - por Cármino Caramello


o mar,
fiel adepto do tabagismo,
o faz com largos tragos infinitos,
permitidos apenas para o deleite solitário,
fumo áspero da observância,

de alguém que há eras espera
por doses matinais
de ventos frutíferos e saborosos,
carregados com aromas da estação;

de alguém que espera
pássaros de alma branca
da imensidão das águas
que chegam
com as primeiras notas
brancas de luz,
com penas graciosas
de veludo arbóreo,
sutil e duro

seres distintos, raros
como as árvores de plumagem aérea,
estabelecidas entre as nuvens,
porto e cais
dessas linhagens ancestrais,
estalagem de brisa e migração,
no qual se falam línguas sussurradas,
próprias a esses lugares mágicos
e seus seres cultos de simplicidade;

é a esperada boa nova esquecida
espera por palavras soltas,
livres, de alma limpa e branca,
dançarinas sob chuva divina
de prata, néctar e seiva

velho na varanda do mundo
de esperança calma e crente,
apego voluntário
ao vício do fogo antigo,
às damas de branco
e casamentos em jardins

apenas a vigília
de uma alma velha,
desgastada na umidade,
mais um vício louco,
um apego tosco,

devaneio nostálgico
de uma vida passada,
alucinação profética,
crença particular desacreditada

o esperar de uma
espécime rara,
desconhecida,
inútil,
cansada,
antiquada,
num mundo de pó
e palavras rápidas

apenas maré, hábito cotidiano,
diligência prazerosa

vício voluntário
de um viver,
tão velho quanto
o mundo


 

O MILAGRE SÓ COSTUMA ACONTECER - por Tércio Sthal

PARA QUEM TRABALHA COM FÉ E SE PREPARA,
PARA QUEM CRÊ QUE VAI RECEBER
ALGO QUE NÃO TEM, O MELHOR, E NÃO PARA.
(TÉRCIO STHAL)
 


TERRA, CÉU E MAR
 
Acordar cedo para ver o Sol brilhar
na nova manhã que se descortina,
não há dinheiro que possa pagar
esta bela dádiva de origem divina.

Durante o dia, todo dia agradecer,
compartilhar tudo o que for bom,
cada coisa e ensino que receber,
no verso e reverso de cada tom.

Quando a noite vem, as forças revigorar,
sob o brilho das Estrelas e da Lua,
ouvindo o barulhinho das ondas do Mar
que invade o coração e a mente nua.

Sem olhar só para o chão para ver estrelas,
sem olhar só para o Céu e, pensando vê-las,
cair no próximo buraco, se ferir e se machucar,
depender de socorro e de alguém para cuidar.

 

Visitem Tércio Sthal
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Domingo... - por Adir Vieira



Estamos em férias e assim, todos os dias são domingo.
Estranho esse poder da vida de transformar os ânimos a partir de um raio de sol. O acordar no verão é totalmente diverso. Parece que alguém vem nos despertar para a vida lá fora. Cedo as pessoas já estão na rua, aproveitando a pouca aragem fresca para cumprirem seus afazeres das compras. Senão, para seguirem rumo às praias, sem enfrentar os engarrafamentos.
Uma coisa é certa. Todos, quase sem exceção, compartilham essa alegria que o calor do verão nos proporciona.
Nessa época, todos ignoram a falta de segurança e os perigos reinantes na Cidade e enchem bares e restaurantes com suas peles bronzeadas pelo sol do dia inteiro.
Fase boa, tempo feliz, em que o calor enche nossos peitos de força e coragem.
 
Visitem Adir Vieira
 
 
 

Bill Watterson, o Certo e o Errado - Citado por Ana


Faça o que tem que fazer e deixe os outros discutirem se é certo ou não.
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Selo “Stylish Blogger Award” - Recebido de Alessandro Santos

 


Vamos às regras:

1. Agradecer a quem te presenteou.

Alessandro, o Duelos Literários agradece!

2. Partilhar sete coisas sobre mim.

como o Duelos é um blog coletivo, não há como responder a esta questão.


3. Escolher dez pessoas para receber o selinho!!

conforme shintoni, a indicação vai para os blogs de todos os autores.


 

“Alguns Versos” de Antonio Cícero - Enviados por Penélope Charmosa

 

As letras brancas de alguns versos me espreitam
em pé no fundo azul de uma tela atrás
da qual luz natural adentra a janela
por onde ao levantar quase nada o olhar
vejo o sol aberto amarelar as folhas
da acácia em alvoroço: Marcelo está
para chegar. E de repente, de fora
do presente, pareço apenas lembrar
disso tudo como de algo que não há de
retornar jamais e em lágrimas exulto
de sentir falta justamente da tarde
que me banha e escorre rumo ao mar sem margens
de cujo fundo veio para ser mundo
e se acendeu feito um fósforo, e é tarde.

 
       
 
 

In “A Cidade e os Livros”, p. 17.