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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sábado, 29 de dezembro de 2012

Hermógenes - Citado por Alba Vieira

Temos errado em supor que eu sou um e tu és outro. Vale a pena escutar a inteligente advertência de um rio que assim falou a outro:
- Não somos dois rios nascidos de fontes diferentes, correndo em leitos diferentes, sem nada ter um com o outro. Se achamos que não somos um só é porque uma ilha fluvial nos separa e nos ilude. O nome desta ilha é Ignorância.
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

domingo, 23 de dezembro de 2012

domingo, 16 de dezembro de 2012

Sonhar - por Alba Vieira



Sonhar tempera os dias e dá sentido às noites.
Prepara o palco para tantas fantasias
E faz o coração se fartar com mil amores.
É o que confere alegria à alma
Colorindo paisagens para viagens inesquecíveis
Mas tudo se desvanece quando chega  aurora.
Acordamos sem saber o quanto fomos felizes.


Tabagismo - por Cármino Caramello


o mar,
fiel adepto do tabagismo,
o faz com largos tragos infinitos,
permitidos apenas para o deleite solitário,
fumo áspero da observância,

de alguém que há eras espera
por doses matinais
de ventos frutíferos e saborosos,
carregados com aromas da estação;

de alguém que espera
pássaros de alma branca
da imensidão das águas
que chegam
com as primeiras notas
brancas de luz,
com penas graciosas
de veludo arbóreo,
sutil e duro

seres distintos, raros
como as árvores de plumagem aérea,
estabelecidas entre as nuvens,
porto e cais
dessas linhagens ancestrais,
estalagem de brisa e migração,
no qual se falam línguas sussurradas,
próprias a esses lugares mágicos
e seus seres cultos de simplicidade;

é a esperada boa nova esquecida
espera por palavras soltas,
livres, de alma limpa e branca,
dançarinas sob chuva divina
de prata, néctar e seiva

velho na varanda do mundo
de esperança calma e crente,
apego voluntário
ao vício do fogo antigo,
às damas de branco
e casamentos em jardins

apenas a vigília
de uma alma velha,
desgastada na umidade,
mais um vício louco,
um apego tosco,

devaneio nostálgico
de uma vida passada,
alucinação profética,
crença particular desacreditada

o esperar de uma
espécime rara,
desconhecida,
inútil,
cansada,
antiquada,
num mundo de pó
e palavras rápidas

apenas maré, hábito cotidiano,
diligência prazerosa

vício voluntário
de um viver,
tão velho quanto
o mundo


 

O MILAGRE SÓ COSTUMA ACONTECER - por Tércio Sthal

PARA QUEM TRABALHA COM FÉ E SE PREPARA,
PARA QUEM CRÊ QUE VAI RECEBER
ALGO QUE NÃO TEM, O MELHOR, E NÃO PARA.
(TÉRCIO STHAL)
 


TERRA, CÉU E MAR
 
Acordar cedo para ver o Sol brilhar
na nova manhã que se descortina,
não há dinheiro que possa pagar
esta bela dádiva de origem divina.

Durante o dia, todo dia agradecer,
compartilhar tudo o que for bom,
cada coisa e ensino que receber,
no verso e reverso de cada tom.

Quando a noite vem, as forças revigorar,
sob o brilho das Estrelas e da Lua,
ouvindo o barulhinho das ondas do Mar
que invade o coração e a mente nua.

Sem olhar só para o chão para ver estrelas,
sem olhar só para o Céu e, pensando vê-las,
cair no próximo buraco, se ferir e se machucar,
depender de socorro e de alguém para cuidar.

 

Visitem Tércio Sthal
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Domingo... - por Adir Vieira



Estamos em férias e assim, todos os dias são domingo.
Estranho esse poder da vida de transformar os ânimos a partir de um raio de sol. O acordar no verão é totalmente diverso. Parece que alguém vem nos despertar para a vida lá fora. Cedo as pessoas já estão na rua, aproveitando a pouca aragem fresca para cumprirem seus afazeres das compras. Senão, para seguirem rumo às praias, sem enfrentar os engarrafamentos.
Uma coisa é certa. Todos, quase sem exceção, compartilham essa alegria que o calor do verão nos proporciona.
Nessa época, todos ignoram a falta de segurança e os perigos reinantes na Cidade e enchem bares e restaurantes com suas peles bronzeadas pelo sol do dia inteiro.
Fase boa, tempo feliz, em que o calor enche nossos peitos de força e coragem.
 
Visitem Adir Vieira
 
 
 

Bill Watterson, o Certo e o Errado - Citado por Ana


Faça o que tem que fazer e deixe os outros discutirem se é certo ou não.
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Selo “Stylish Blogger Award” - Recebido de Alessandro Santos

 


Vamos às regras:

1. Agradecer a quem te presenteou.

Alessandro, o Duelos Literários agradece!

2. Partilhar sete coisas sobre mim.

como o Duelos é um blog coletivo, não há como responder a esta questão.


3. Escolher dez pessoas para receber o selinho!!

conforme shintoni, a indicação vai para os blogs de todos os autores.


 

“Alguns Versos” de Antonio Cícero - Enviados por Penélope Charmosa

 

As letras brancas de alguns versos me espreitam
em pé no fundo azul de uma tela atrás
da qual luz natural adentra a janela
por onde ao levantar quase nada o olhar
vejo o sol aberto amarelar as folhas
da acácia em alvoroço: Marcelo está
para chegar. E de repente, de fora
do presente, pareço apenas lembrar
disso tudo como de algo que não há de
retornar jamais e em lágrimas exulto
de sentir falta justamente da tarde
que me banha e escorre rumo ao mar sem margens
de cujo fundo veio para ser mundo
e se acendeu feito um fósforo, e é tarde.

 
       
 
 

In “A Cidade e os Livros”, p. 17.

 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Mulher sobre o muro - por Poty



Ela a vista sobre suas curvas aproveitou-se o tom do muro com seus toques depredados assim tornando-se estrias desta bela e sensual mulher acompanhada de peixes sobre seu mar.

Poty – 14/12/2012

Animados muros - por Poty




Imaginações grafitadas em paredes surradas

Segue voando entre muros figuras sem noção

Inanimados

Dando vida

Animadas

Poty – 14/12/2012

Maria Gadú num "Axé Acapella" - Enviado por Alba Vieira




Pararam pra reparar?
Estão ouvindo esse som?
Pulsando seco no ar
Merece nossa atenção!
Preparem bem os sensores
Para poder captar
Parem usinas motores
Para ouvirmos bater
Dum! Dum! Dum!
Seu clamar

Som de corte pungente, mundo doente além da conta
Sangra lucro imediato mas a cura de fato não aponta
Em uma remota viela a voz de uma santa faz menção
Um axé acapella feroz insinua o batidão

Pararam pra reparar?
Estão ouvindo esse som?
Reparem não vai parar
Diante a tal condição
Jogos de egos gigantes
Sem dar sossego à fatal pulsação
Que segue até seu furor
Tornar-se ensurdecedor
Dum! Dum! Dum!
Seu clamar

Chega de jogar confete, de botar enfeites, achar desculpas
É guerra, é dente por dente e rasga somente carne crua
Rouco um cantor se esgoela sozinho em meio a uma multidão
Um axé acapella feroz insinua o batidão

E se bater vai matar!
E se bater vai tremer!
Não sobrará mais que o leito de um rio
Que escorre a prenda de um passado sombrio
Enquanto o homem não acorda
Idiota! Nem nota!
Se enforca com a corda da própria tensão
E um axé feito acapella
Vai se transformando num batidão

Aí é choro doído, é sonho moído, é fim de trilha
Já mortalmente ferido um lobo banido da matilha
Silente um bom Deus vela a terra sagrada da ingratidão
Um axé acapella feroz insinua o batidão!

Silêncio com Raiva - por Poty





Vou acatar teu silêncio
Porque teu ímpeto fala mais

Teu silêncio aguenta mais
Sei que nele contém certeza
Também incerteza

Nele há tanta raiva
Tem indigesta feição

Penso nele como se fosse palavras ásperas
 Vem como açoite
Dói sobre meu corpo
Corta e tenho lavado com água e sal para cicatrizar

Ele é inquietante
Bate
Rebate
É como uma surra
Vem forte sobre mim
E deixa marca sem gritar
É o silêncio que toca mais
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Poty – 13/12/2012
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Entrega total - por Poty

Se te Pego!
Ah! Se pego...
Vai pular
Tremer

Gemer
Sufocar
Uiva de pernas bambas sem forças para sair, cai de tanto gozo.
Não aguenta mais, não sabe mais o que fazer.
Segue na extrema necessidade de voar sem asas.
Nem imagina mais.
Sua vontade louca termina em total êxtase sem ser o final.
Apenas treme, geme continua sem leme.
E se entrega, nem que seja por uma única vez.
Poty – 12/12/2012
 
 

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Meiga - por Poty



















És tão meiga e sensual e ainda mais com estas palavras de amor torna-se uma Deusa sonhadora, não deixe de sonhar porque é através deles que se consegue viver! Você me atingiu e me sensibilizou com este teu jeito carinhoso de falar de amor.

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Poty – 27/11/2012
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Caminhar - por eros.ramirez


Era tudo mais simples.
Não, não era mais fácil, era mais simples.
Quando se conheceram eram novos e a vida se expunha como potencial. Poderiam ser tudo. Se encontraram, apaixonaram, começaram um relacionamento.
E tudo seguia bem até que perceberam que já não poderiam passar apenas como o que vão ser, eles teriam de trabalhar para fazer acontecer. A vida, que já não era fácil, se tornou complicada. Algo se partiu
nesta caminhada e ficou perdido.
Como se o que tinham apenas poderia existir naquelas condições normais de temperatura e pressão.






Distanciaram-se e hoje constroem sozinhos o caminho para o que serão.




Visitem eros.ramirez
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