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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




domingo, 11 de novembro de 2012

Selo “É Bom Saber que Você Está... Aí...” - Recebido de Gio

 


Regrinhas

1. Postar o blog que te indicou:
Blog do Gio.

 2. Escrever qual o significado dos comentários que seus amigos fazem em suas postagens:
como o Duelos é um blog coletivo, não há como responder a esta questão.

3. Indicar 6 blogs
(de preferência, daquelas pessoas que você corre nas suas postagens para ver se ela comentou):
conforme shintoni fazia, a indicação vai para os blogs de todos os autores.


O Duelos agradece, Gio!
 

 

sábado, 10 de novembro de 2012

Eco Liebertário - por InEx TrEe FaLLs

 


@@ @..........@@@
@@@@@.......@@@@@
@@@@@@....@@@@@@
Os dias silenciados já se foram
Anuncio o texto que não escrevi
Quem sabe o que está esconso@
Na poesia encontrei e me perdi
@@@@@@@@@@@@@@
@Todo sentimento banido@
@@Retorna libertário @@
@Todo texto e contexto
@@Ecoa literário@
@@@@@@@
@@@@@
@@@@
@@
@
.
.

Mas - por InEx TrEe FaLLs


 

000
00000
00000
000
Desfere logo o golpe
Discarrega sobre mim
Balas, cinzas, pólvoras
Chega de ameaças
Toma o que resta
E a réstia se esvai
Junto com a alma
De meros mortais
Vejo a mortalha
Longinqua vida
Observo animais
Desconhecemos
Somos seres
Somos bons
Somos más
Somos vida
Morte, vento
E o quê mais

star...

As Escadas do Terceiro Andar - por InEx TrEe FaLLs

.

Tenho que descer para sair. Tenho que subir para chegar. Há de.graus em todo pe.r.curso, do térreo ao terceiro andar. Nem sempre me apoio para subí-los ou desce-los. Passo a maior parte do tempo entre as quatro paredes do apart.amento.Deito-me na varanda transpondo o concreto elevo aos céus o pensamento, me falta um telescópio.

As escadas permanecem no abstrato de alguma exposição cultural que desconheço. Subo, deço e desconheço.... ando sem saber em qual andar....

Em qual andar daquele prédio tu habitas, sombra de minha imaginação? Asas voadoras tocaram a tela quando escrevi imaginação. Seria outra mariposa? Sei que seguiu em direção ao corre.dor. Estou no quarto do terceiro andar esperando meu filho acordar. Escrevendo qualquer coisa que possa cogitar enquanto as horas não me cobram a responsabilidade de viver ou deva.near.

A ficção se mistura, o pensamento ficou em algum dos três andares, nas janelas ou outros ares. Já não me despeço, sou a própria sombra do ambiente e de todos os lugares que pre.enchem o mar da minha mente que mergulha no próprio ser na tentava de encontrar a própria alma, afogada em imaginações de algum com.portamento. Fechei a porta, quero me deitar no chão sem me importar com as roupas que não pendurei no cabide ou mosquitos e morcegos que entram pela janela. Quero me deitar, sem permitir que o medo se torne sonoro como os passos que escuto de alguém subindo ou descendo escadas. Fecharei os olhos para o receio que domina veias, mente e artérias.

E quando abrí-los hei de enxergar a realidade sem o telescópio que eu tanto quis e assim sendo que eu possa me conformar. O céu continua suspenso, me perco em tal imensidão e ao mesmo tempo encontro nele uma outra dimensão.


Por Juliane Arruda
InEx TrEd FaLLs

http://100dversos.blogspot.com

Paçocas, Moedas e Estrada - por InEx TrEe FaLLs

Fumaça....

Hoje senti a fumaça se expandir, pairava no ar e ia de encontro a luz. Tinha nos braços o meu filho que não queria pisar no chão, ele queria que eu o levasse nos braços ou talvez quisesse um abraço, não sei. Só sei que refleti acerca do ar e da gravidade enquanto meu filho respirava aquilo. Alguns homens, garotos, crianças na calçada e aquele aroma de cigarro que se espalhava na atmosfera irônica de uma súbita crise de risos que duraram quase todo o percurso até que meu filho, diante do fiteiro, me pediu com seus grunhidos a pipoca apontada.

Não tardou para um ser desses que raramente se vê por ai, pois mais parecia personagem de desenho animado, olhar pra mim e repetir incansávelmente: paçoca, paçoca, paçoca....
Não pude negar-lhe a paçoca desejada e seguimos felizes. Eu por ele caminhar até certo ponto sem pedir colo e me aliviar o peso da coluna que quase sempre me tomba. Mas o percurso anterior foi longo, tive que deixá-lo caminhar aos prantos e berros até que a obstinada alma de minha alma compreendesse. Por algum momento ele compreendeu... o que foi parcialmente para mim uma vitória, mas não se pode contar vitória antes do tempo...

Pois bem, antes de chegarmos na parada procurei por todos os lados e nada daquela senhora injustiçada, aquela que sempre se encontra por lá, com seu cachimbo e as vezes saco de lixo. Ela não estava e lembrei que tinha uma dívida para com ela. Pois bem, as frutas foram proteladas, mas não estragarei meu compromisso devo a ela algumas frutas esverdeadas pelas palavras amareladas de um sorriso da mesma cor. No lugar da tal senhora estava um cidadão que não suporto muito, simplesmente não fui com a cara e o resto do jeito dele que mais parece uma piada e de tudo parece fazer maldosamente. Repudio as piadas maldosas, mas o que pude fazer senão escutá-las e dividir pipocas com o filho dele, recém saido de um interrogatório. Deus me perdoe, mas a criança é muito inquisidora. Tomara que o meu filho, cheagada a fase dos questionários acerca da vida, seja compreensivo e não busque meras palavras verbalizadas. Livros não me faltam, e mais terei se for necessário para auxiliar na criança o senso crítico.

Absorta em minha própria inquisição, eis que um cidadão desses saído de filmes como Clube da Luta, aparece e me fita (o que há de errado comigo, sou imã de tais personagens fugitivos do mundo onírico?). Pois bem, em cada mão um objeto. Na mão direita, uma garrafa de cola (não se trata de coca, e sim cola), substância que já inalei no passado funesto, e na esquerda o alimento que com as próprias mãos devorava. Trajava uma roupa suja tal qual os cabelos cujo aspecto confundia com a vaidade química do gel utilizado para fins pavoneantes na moioria dos casos. Não recordo como fez para guardar o dinheiro, sei que educadamente me pediu e já conformado com a recusa recuou, talvez por mencionar tirar algo do bolso e não da bolsa. Enfim, estendi-lhe um real de moeda do banco central e muito grato seguiu com as mãos e narinas ocupadas.

Quando digo que dinheiro é maldição para alguns não estou equivocada. Creio que não lançarei moedas nas mãos de criaturas como aquela. Melhor ter sempre uma frutinha guardada. Pensando bem pode ser que se tornem indigestas. Já não sei mais o que fazer. E diante do brusco movimento me vi perdida. Acompanhava aquela criatura com o olhar só pra ver se sumiria como um fantasma ou não. Me arrependi... pois a tragédia estava por vir. O coitado, não satisfeito com aquela moeda foi interpelar um senhor de boa aparência, sem saber que o tal, à paisana, era de mal/mau temperamento. Nem tive tempo de enxergar o sopapo que escutei e arremessou o infeliz da calçada para a pista. Áspera ambição que quase custou-lhe a vida.

Revoltado e sem compreender arremessou a comida, a cola e a moeda foi junto, maldita. Indignado o tal senhor aparentemente "educado" se viu possuído pelo ódio das profundezas daquele tecido que abrigava uma arma. Um revólver de pequeno porte para um policial que se portava de tal modo? E com punhos e arma imrpovisada o drogado reagiu correndo. Pessoas interpelaram até que perdi de vista os dois. Não tardou para o policial à paisana, caminhar rumo a parada do ônibus que se recusou a esperar e seguiu deixando apenas destroços do que foi um dia utensilho de para brisa. E eu nem havia percebido que o sujeito além da substância, da comida e maldita moeda, levava consigo o tal utensilho... em nada amortizou a brisa tempestuosa que soprou naquela tarde de 31 de janeiro de 2011 em plena avenida que se chama Estrada de Belém.

Jesus... para que lado caminha a humanidade? Me lembrarei do homem que pede por paçoca para ver se não enlouqueço, tamanha é a tr"isteza do meu ser.

. Visitem meu blog http://100dversos.blogspot.com
Por Juliane Arruda

domingo, 4 de novembro de 2012

Serpentário - por Ana



Eu não escrevi uma linha
Desde que o Duelos parou.
Os versos... lá p’ras cucuias...
Minha inspiração murchou...

As letras são minhas amigas,
As minhas palavras, serpentes.
Não escrevê-las me enerva...
Não me entendo mais por gente...

As palavras são serpentes?
Imagino, você pergunta.
A explicação vem abaixo,
Pois a resposta é profunda.

Serpenteiam em minha mente
Em ideias, tramas, colóquios,
Debates, cartas, respostas,
Argumentos, solilóquios...

Enlaçam-se umas nas outras,
Completam-se (por vezes não...),
Dão frutos e às vezes morrem
Antes da concepção...

Enroscam-se longamente
Qual rede de DNA,
Crescem, se reproduzem...
Meu cérebro, seu habitat.

E neste ninho sinistro,
De voltas e voltas sem fim,
Não cabem tantas espécies
Se não saírem de mim.

Elas não se organizam,
Elas não criam sentido...
Apenas em vão proliferam
Num zoológico maldito...

É assim que sinto as palavras
Que ficam aqui represadas.
E eu me torno uma Medusa
Quieta, isolada, ilhada...






 
 

Justa Medida - por Alba Vieira


A abóbada do mundo resplandece...
Salpicado de prata o negro céu!
Enquanto no meu coração acontece
Explosão de amor se retirado o véu.

Porque a coisa mais linda nessa vida
É aprender e para sempre aprender.
Nada se move sem justo motivo...
O destino do homem é compreender.


A.mor.te - por Renata Zonatto

 



Eu fico ali...
Plantada
Chorando
Torcendo que seja um sonho
Pesadelo
Miragem
Esperando que alguém
me tire dali
Bêbada
Desmaiada
Morta
Desejando um chá amargo
que faça eu vomitar
tudo aquilo que vi.
.
.
. 

 
.
.

A GRANDE VERDADE É - por Tércio Sthal

QUE OS OBSTÁCULOS E AS DIFICULDADES
ESTÃO PRESENTES EM TODOS OS LUGARES,
E SÓ PODEM SER VENCIDOS, OU TRANSPOSTOS,
POR PESSOAS QUE ACREDITAM QUE “A FÉ
PODE REMOVER ATÉ MONTANHAS”

(TÉRCIO STHAL)

 
 
 
 


FÉ E AÇÃO

Por caminhos livres qualquer um sabe andar com facilidade,
mas quero eu aprender com quem já sabe caminhar
vencendo cada um dos obstáculos, e cada dificuldade.

Quero deixo para trás as mágoas e ressentimentos,
quero levar sempre comigo os melhores momentos,
tudo o que for útil, prático e necessário para mim.

Lanço minha rede crendo que vou pegar muitos peixes,
traço o meu objetivo e sempre caminho em sua direção,
'a fé remove montanhas', esta é a minha convicção.

Não quero ser corredeira de pouca água batendo fraco em pedra dura,
não devo viver desviando para depois corrigir minha própria direção,
viver aos trancos e barrancos não é e nunca será minha configuração.

Quero ser corredeira de muita água batendo forte em pedra dura,
a transportá-las, ou carregá-las, para outras posições,
seguindo com fé, sem temer qualquer ameaça de desventura.


Visitem Tércio Sthal
.
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Antonio Cícero: “Deus Ex Machina” - Enviado por Penélope Charmosa


 
 

Farei ainda mais um decassílabo
e mais um soneto e ainda por cima
invocarei, só por questão de rima,
figuras mitológicas, feito Ícaro,

 
cativo do labirinto que Dédalo,
seu pai, artífice também das asas
que brindariam ao filho, bipétalo,
seu mergulho no azul, arquitectou.

 
Dédalo explicou a precariedade
do artefacto de papel e casqueira,
geometria mística e goma-arábica

 
solúveis ao sol. Mas agora é tarde
e rasga a geringonça o céu à beira
do nada
               seu destino
                                  sua dádiva


In “A Cidade e os Livros”, p. 35.                                            
 
 

Quebrando Tatos por Olfatos- por Yuri

5 pontos para direita e às vezes 2 para a esquerda. É isso que eu faço de melhor.
Tomando um gole de um copo que contém sua última gota de sangue.
Eu me sentia guardado. Talvez congelado demais, dentro de você.
3 pontos por sua existência. Para a direita. E 5 pontos por ela ter vingado.
É isso que você parece. Meias palavras. Um álbum incompleto. Aquele quebra-cabeças faltando peças...
Agora meus fios de DNA se fundem com o mais ácido suor. Dói. Mas eu ainda consigo correr. Eu sei de onde eu vim. Não fale para eu voltar. Porque eu não me perdi. Eu sei de onde eu vim e com certeza não foi só de sua cabeça.
Eu sei que você criou um novo eu. Mas esse não é real. Esse não pode respirar.
Esse é um modelo só seu, de sua própria imaginação. Não tente me acorrentar em seu coração. Correntes sujas de sangue velho. Você não é um homem novo.
Quando se prova e gosta, sempre se fará. E eu não quero estar em volta quando acontecer novamente.


.
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Visitem Yuri
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Selo “Este Blog é Brutal!” - Recebido de DAS

 


Este eu ganhei novamente do meu parceiro (\o/) Sepulcro Gótico,
do blog ††Dor Lagrima Gótico Medieval††
É tão fofinho, né? rs
 
 
Regras...
A mim chegou com duas apenas:

-> divulgar o nome de quem criou o selo: blog Vampirella Arts
-> divulgar o blog que está cedendo o selo: DAS



O Duelos agradece, DAS!!!!
 

 

A Visita que me Deixou Feliz! - por Adir Vieira

 

 O feriado no meio da semana deixou a sexta-feira com cara de sábado.
Nada como isso, o fato de a mesmice não imperar.
Feliz foi meu dia ontem, quando, de surpresa, recebi, para passar o dia entre nós, a sobrinha de minha amiga e minha irmã dileta, a mãe de todos.
A presença dessa minha irmã em minha casa por um longo período, da manhã ao fim da tarde, trouxe-me sabores de dias vividos quando ainda éramos solteiras na casa de minha mãe.
A menininha de três anos e meio, como ela própria especifica quando perguntada sobre sua idade, deixou o ar com excelente energia e seus porquês a tudo o que se dizia, encheu de risos o ambiente. Esperta por excelência, observadora como poucas crianças de sua idade e sobretudo inteligentíssima e madura, fez o dia especial.
Ao chegar, fiz questão de mostrar a ela a casa, como o faço quando os adultos me visitam pela primeira vez e, diferentemente de qualquer criança, tinha postura de um ser grande quando olhava e dizia “bonitinho”.
Desde pequena está aprendendo, acho que com a tia, a ter sinceridade e mais uma vez aí, mostra sua grande diferença com as outras crianças.
Até meu marido que não é, hoje em dia, afeito a agrados às pessoas que eu gosto, quedou-se à graciosidade da menininha, o que não fugiu da observação de minha sobrinha que me perguntou porque o tio havia tratado tão bem à nova visita e não tanto a sua coleguinha na semana passada.
Apesar de meu pedido, sei que talvez as oportunidades não permitam visitas como essa, com constância. Mas seria muito bom se pudéssemos compartilhar semanalmente coisas assim, para recarregarmos nossas “baterias” de luz.
Vou torcer para isso!

Visitem Adir Vieira


(Sem Título) - por Poty


Corpo sem idade,
Mente sem fronteiras...
Corpo que grita
 Corpo escultural
Corpo que rola,
Fica em pensamentos...
O corpo fala
O corpo responde,
Corresponde...
 Corpo que se mexe,
Remexe...
Enche meus olhos,
Não sei o que fazer
É uma tentação...
 Bem assim que acontece
E vai continuar assim

Visitem Poty
 
 

domingo, 28 de outubro de 2012

Prática Médica e Espiritualidade? - Enviado por Aaron Caronte Badiz

 


Após a leitura dos textos postados aqui no Duelos Literários por Alba Vieira e eros.ramirez, senti vontade de dividir com todos vocês um artigo que li há algum tempo, que me chamou muito a atenção e do qual gostei muito.
 

“Nas últimas duas décadas, pesquisas científicas rigorosas sobre as relações entre Religiosidade/Espiritualidade e saúde têm sido realizadas e publicadas nas literaturas médica e psicológica. A espiritualidade permanece importante para a vida da maioria absoluta da população mundial e tem-se mostrado que o envolvimento religioso é geralmente relacionado com melhores indicadores de saúde mental e bem-estar.
A ampla maioria dos estudos de boa qualidade, realizados até o momento, aponta que maiores níveis de envolvimento religioso estão associados positivamente a indicadores de bem-estar psicológico, como satisfação com a vida, felicidade, afeto positivo e moral elevado, melhor saúde física e mental. O nível de envolvimento religioso tende a estar inversamente relacionado à depressão, a pensamentos e comportamentos suicidas, ao uso e abuso de álcool e outras drogas. Habitualmente, o impacto positivo do envolvimento religioso na saúde mental é mais intenso entre pessoas sob estresse ou em situações de fragilidade, como idosos, pessoas com deficiências e doenças clínicas. Por outro lado, a Religiosidade/Espiritualidade também pode se associar com piores indicadores de saúde quando há ênfase na punição e na culpa, conflitos religiosos, intolerância ou atitudes passivas diante de problemas.
Infelizmente, o foco das pesquisas em saúde não é, na realidade, sobre a saúde, mas sobre as doenças, sua patogênese e os modos de preveni-las, curá-las ou aliviá-las. Contudo, nos últimos anos tem havido uma tendência crescente de focar aspectos relacionados ao bem-estar, à felicidade e à qualidade de vida.
Dependendo de certos fatores, as pessoas podem não apenas ser capazes de lidar bem com um evento traumático, como violência ou doença grave, mas podem até mesmo vivenciar mudanças positivas em si mesmas, o que tem sido chamado de “crescimento pós-traumático”. Algumas dessas mudanças positivas podem envolver conceitos sobre si mesmo (sentindo-se mais forte e capaz), relacionamentos interpessoais (capaz de amar mais as pessoas de modo mais compassivo) e filosofia de vida (revisar as prioridades na vida e vê-la como algo precioso). Fatores religiosos como coping* religioso positivo e maiores níveis de envolvimento e participação religiosa se associaram com crescimento pós-traumático.
Assim, o crescente reconhecimento de que a Religiosidade/Espiritualidade se mantém como uma dimensão importante da vida das pessoas em todo o mundo, bem como a constatação de que as práticas e as crenças religiosas dos pacientes influenciam o cuidado e a evolução dos problemas de saúde, tem levado a um esforço internacional de integrar a Religiosidade/Espiritualidade na prática médica. A maioria das faculdades de medicina dos Estados Unidos e algumas do Brasil já oferecem algum tipo de treinamento na área. Várias organizações de saúde mundialmente relevantes, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Joint Commission on Accreditation of Health Care Organizations, o American College of Physicians (Estados Unidos) e o Royal College of Psychiatrists (Reino Unido), têm enfatizado a importância de abordar questões de Religiosidade/Espiritualidade na prática clínica.
Deve-se chamar a atenção da comunidade médica brasileira para a importância da Religiosidade/Espiritualidade em nossa prática clínica diária, buscando auxiliar no cumprimento de nossa missão de minorar o sofrimento e contribuir para uma vida mais plena de todos aqueles que nos dão a honra e a responsabilidade de confiarem sua vida aos nossos cuidados.”
 

Escrito pelo Dr. Alexander Moreira de Almeida, in “Espiritualidade & Saúde Mental: O desafio de reconhecer e integrar a espiritualidade no cuidado com nossos pacientes.”.

 
__________________________________
*Coping religioso-espiritual (CRE): descreve o modo como os indivíduos utilizam sua fé para lidar com o estresse.


 

O Sino da Madrugada - por Daisy

 
 


Eu acordei no meio da madrugada. Deveria ser algo por volta de duas horas. O sino de brinquedo do filho do vizinho havia disparado (de novo), e aquele som estridente e inconveniente me deixava verdadeiramente irritado. Até então decidira não dar vazão à minha curiosidade nata herdada dos meus antepassados, afinal, sempre fomos curiosos. Revirei-me na cama, mas voltar a dormir nesta madrugada, eu senti que não seria possível. Mesmo achando incomum aquele maldito sininho, ainda assim, reunindo coragem, resolvi averiguar tal mistério.

Levantei-me, bocejando. Olhei para ela que dormia profundamente ao meu lado. Como era linda! Imaginei se fosse algo sobrenatural na casa do vizinho. Um zumbi, um espectro. Essas coisas existiam, disso eu tinha certeza. Entretanto, nem todos podiam ver. A mãe dela costumava dizer que apenas os médiuns possuíam a capacidade de ver tais fenômenos. Na rua mesmo onde moramos, há um senhor que mora só. Dizem que é bruxo, e que fala com espíritos, que se comunica à noite, e que para tal, acende velas e coloca umas coisas como pequenas caveiras e pedras sobre uma mesa coberta por pano vermelho. O sino voltou a tocar ao lado. Resoluto, saltei da cama e, sem fazer barulho para não acordá-la, deslizei pelos cômodos escuros até chegar à janela da sala. Decidi que indo pelo beiral eu poderia chegar até ao quarto do menino sem ser visto. Talvez, dessa forma, eu o observasse impune. Se fosse fantasma, pensei na época, ele não me veria. Sentia-me um verdadeiro espião das trevas.

Com passos lentos e precisos me arrastei sem olhar para baixo. Moramos no décimo andar de um prédio antigo e meu Deus!… Fora por pouco! Uma parte do concreto cedeu. Não fosse a grade de ferro, eu estaria morto agora. Prossegui devagar, com a respiração controlada. Atento a todos os ruídos e movimentos. Meu coração batia mais rápido. Lembro que olhei para baixo e quase tive vertigem.

O som do sino estava mais perto. As cortinas do quarto do menino brincavam, esvoaçando-se como almas transparentes. Pareciam dançar para mim, tentando me fascinar, me hipnotizar. Um som inesperado me fez paralisar o próximo passo. Olhei para a amendoeira. Lá estava ele, aquele pássaro negro desgraçado que eu já tentara caçar, dar um fim nele, mas era esperto, o demônio. Assim que me viu, deu uma risada e voou para a árvore do outro lado da rua. Pensei que em outra oportunidade eu o mataria, sim, eu o mataria de uma vez por todas. Então cheguei bem perto da janela. Bastaria esticar o pescoço e ver, finalmente, esse zumbi ou fosse o que fosse que vinha me tirando o sono por tantas madrugadas. Respirei fundo e pensei nela de novo. E se eu morresse? Se ele me matasse, como ela viveria sem mim? Somos apenas nós dois. Amamo-nos profundamente. Foi quando o pássaro negro soltou um guincho, me avisando do perigo. Mas era tarde demais!
 
O garoto estranho me agarrou pelo pescoço. Não pude reagir, pois ele era muito forte. Se eu me debatesse poderia cair e morrer pelas mãos de um menino louco. Dizem que os endemoniados têm forças sobressalentes, então me deixei arrastar para dentro de seu quarto, olhando-o em seus olhos vermelhos de insônia. Jogou-me em sua cama desarrumada e fechou a janela, com um sorriso macabro. Pegou o sino de ferro e veio em minha direção. Pensei nela e me arrepiei todo. Não conseguia me mover, até que… O garoto, soltando o  brinquedo e abraçando-me, murmurou “que bom que você veio me fazer companhia, gatinho...”

 
Visitem Daisy
 

Espalhando Alegria... - por Adir Vieira

 
Hoje estou certa de que para proporcionar felicidade é preciso ser feliz.
E quanto bem faz a nós mesmos.
Ontem, vivi um momento assim. Momento de ver olhinhos brilhando, poderosos e realizados.
Já há algum tempo curtindo as férias em minha casa, minha sobrinha tinha um desejo latente de dividir um desses dias na piscina com sua amiga favorita.
Confesso que eu não deveria permitir, pois meu marido, ainda em recuperação, exige todos os meus cuidados. Mas como resistir àquele pedido sincero naquela voz que é só dela?
Apreensiva, por além de tudo ter outra criança sob a minha atenção, aquiesci e foi muito bom.
A vida, até nessas situações, ensina a quem é observador e quer aprender. Impressionante como as crianças arquitetam seus programas de diversão com muita sabedoria. Vendo o dia correr, parecia que ambas tinham planejado cada segundo, pois sem que eu me envolvesse, sabiam tudo o que tinham a fazer e aproveitavam cada segundo como ninguém.
Minha sobrinha, sem que lhe ensinássemos e tão pequena ainda, parecia uma anfitriã escolada, querendo fazer com que a amiga se sentisse a única. Não convocou mais ninguém para as brincadeiras e realmente curtiu o dia.
Crianças que são, vez por outra tive que chamar a atenção para que, um pouco distantes de mim, ficassem sob minha vigilância. E foi assim que durante cerca de doze horas, dividiram aquela amizade que dá sinais de ser para sempre.
Enfim, no início da noite, quando os pais da amiguinha vieram buscá-la, insaciáveis como toda criança, trocaram os olhinhos felizes por olhinhos desapontados.
Eu, daqui, cumpri minha parte, vendo minha casa envolta por uma energia de prazer.
 
Visitem Adir Vieira

 

Luis Fernando Veríssimo e o “BBB” - Enviado por Anônimo


Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço... A décima terceira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB 11 é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB 11 é a realidade em busca do IBOPE...
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB 11. Ele prometeu um “zoológico humano divertido”. Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os “animais” do “zoológico”: o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a “não sou piranha mas não sou santa”, o modelo Mr. Maringá, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!!!).
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível.
Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados...
Heróis são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONG’s, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína, Zilda Arns).
Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.

E aí vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a “entender o comportamento humano”. Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares ou serem comprados mais de 5.000 computadores!)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa... ir ao cinema... estudar.... ouvir boa música... cuidar das flores e jardins... telefonar para um amigo... visitar os avós... pescar... brincar com as crianças... namorar... ou simplesmente dormir.

Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.
 

 

Um Livro Chamado ZOOM - por Davi Rodrigues

 
 
 



























Os  Seres humanos são criaturas tão pequenas, não?
Então não se  preocupe tanto com todas as coisas,
aproveite cada momento, faça  tudo o que você deseja fazer...
Amplie sua vista, amplie sua  mente,
Não se preocupe tanto com coisas que te aborrecem,  
Aproveite sua vida com amor, segurança e paz,
Esteja sempre  feliz com cada dia que nasce...
Aproveite o por do Sol...  
Sempre olhe para o lado positivo das  coisas...
E tenha a certeza, que  sempre existe o lado positivo,
mesmo que tudo pareça tão ruim.
E  mesmo que tudo pareça tão grande, conforme a representação do  pintor, tudo é tão pequeno. Existe algo maior.  
A VIDA!!!