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sábado, 20 de outubro de 2012

De "Bruxo" e "Louco" Todo Médico Tem um Pouco - por Alba Vieira

 

Caro Eros, obrigada pelo seu comentário com texto tão abrangente e oportuno ao momento.
Gostaria de continuar trocando ideias com você a esse respeito e estendendo a discussão a demais leitores e autores do Duelos que estejam interessados no tema.
Penso que o importante não é concordar ou discordar dos pontos de vista aqui apresentados e sim colaborarmos para que se entenda que a ideia é a complementariedade, pois do contrário, continuaremos vendo de um lado os médicos "cientistas" e do outro os "lunáticos". E quem estará impedido de se beneficiar será o paciente.Isso precisa acabar.
Por exemplo: se o paciente precisar de uma cirurgia, por que não poderá complementar com Reiki e usar remédios homeopáticos no pós-operatório? Ou, se está em terapia analítica, ser tratado conjuntamente por um homeopata para aflorar mais facilmente os conteúdos do inconsciente? Ou tratar uma doença crônica com um reumatologista e associar acupuntura, terapia corporal e tomar essências florais, para reduzir os remédios alopáticos e seus efeitos colaterais? E o que impede de consultarmos bons radiestesistas para fazer diagnósticos com custos bem menores do que solicitando apenas exames radiológicos sofisticados?
Da mesma forma, é fundamental não confundirmos responsabilidade com culpa. Não se trata de culpa, não estou acusando os médicos e sim preocupada com a saúde deles também ("saco vazio não fica de pé") e, principalmente, com o fato de na sua prática, acabarem não podendo expressar o quanto poderiam, de um jeito simples, o que têm de sobra: amor, tão reprimidos estão em relação ao que se espera deles do ponto de vista técnico. Sendo a Medicina uma profissão de base idealista, todo médico possui a capacidade de expressar amor e compaixão de maneira simples e direta, onde quer que esteja trabalhando, em hospitais ou consultórios. É isso que o motiva a continuar enfrentando todas as dificuldades que a prática da profissão requer, assim como o equilíbrio, auto-controle, discernimento e desapego do ego, sendo capaz de entender melhor as atitudes dos pacientes, mesmo que aparentem ser desconsideração, falta de responsabilidade ou desrespeito às orientações que lhes dá com tanta esperança e boa vontade.
É lógico que nós médicos somos cidadãos como outros quaisquer, no que se refere às necessidades básicas, compromissos e responsabilidades sociais. As nossas reivindicações e lutas por melhores condições de trabalho e honorários mais dignos é lícita e justa.
Entretanto, quando exerce a sua função, no exato momento da relação médico-paciente, se despe de tudo isso e é somente aquele que está ali para ajudar e fazer com que o paciente saia melhor do que entrou, fique melhor do que está, no nível físico, emocional, mental e/ou espiritual. Não é possível trabalhar desta forma, se não se cuida (ou não pode se cuidar), não se equilibra (haja corda bamba!).
O médico vale muito. Seu movimento de classe é justo como o de outras categorias: professores, bombeiros, policiais, empregadas domésticas etc. Acho que toda profissão é importante e necessária no contexto geral e todas elas têm a sua responsabilidade, isso não é exclusividade da classe médica. Veja o estrago que pode fazer o mau chef, a má cabeleireira, o mau policial, o mau jornalista, a má doméstica, o mau cirurgião, a má babá, o mau dentista, a má manicure, o mau gari.
Realmente, a sociedade sempre esperou muito do médico, por ser uma profissão idealista e nós, médicos, temos que corresponder, porque, na verdade, somos nós mesmos que mais nos cobramos (e muito gastamos nas necessárias e frequentes atualizações e reciclagens). Entretanto, podemos trabalhar cada vez melhor e mais felizes se relaxarmos mais ao encontrar cada adversidade da prática. Afinal, penso que ninguém trabalha "sozinho" e quanto mais estivermos conectados com a nossa supraconsciência (nossos mestres), mais fácil e mais simples será.
Além do mais, meu caro Eros, depois de 31 anos de prática da Medicina, só trabalhando em consultório e em dois grandes hospitais públicos, onde o perfil é o do médico "cientista" na esmagadora maioria dos casos, lamento que especialidades tão importantes como Homeopatia, Acupuntura, Hipnoterapia, Cromoterapia, Terapia Floral, Reiki, Radiestesia e tantas outras ainda sejam usadas só numa minoria, de forma pontual e tímida, quando é imprescindível, nos dias atuais, uma medicina de complementariedade para tratar o doente em todos os níveis. Isto não é oferecer milagres, não é fatiar ninguém, muito pelo contrário, e a estrada do autoconhecimento não deve ser, necessariamente, serpiginosa.
Penso que os profissionais que exercem a medicina com arte sempre têm uma pitada de "bruxos" e "loucos".
Parabéns a todos os médicos! Vocês merecem!

 
Em resposta ao texto "O tratamento que o médico precisa", de eros.ramirez.
 

 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O Tratamento que o Médico Precisa - por eros.ramirez

Cara Alba,

É muito simplista dizer que a condição da saúde em que  nos encontramos é culpa dos profissionais de saúde. Ela é, em minha opinião, tão complexa quanto o ser humano que você pinta tão bem com sua aquarela de letras, uma vez que é produto dele. Ela resulta de um intrincado sistema de relações que em sua base tem a educação (formal ou não) e os próprios pesos e valores que utilizamos para conduzir nossa vida.

Vou explorar apenas dois pontos para esclarecer o que disse. Primeiramente, quantas vezes assistimos pessoas peregrinando por uma via sacra de profissionais em busca de uma pílula da felicidade, do emagrecimento, da analgesia, por ouvirem destes que a cefaleia ou insônia podem advir dos conflitos familiares/laborais/existenciais. Ou que para emagrecer é preciso manter atividade física regular e observar a alimentação, assim como fazemos com nossos gastos e receitas onde a quantidade que entra tem que se ajustar a que sai para a conta fechar. O que se observa, na verdade, é a constante procura pelo atalho, ao invés da estrada serpenginosa (sedimentada mas difícil) do autoconhecimento em análise ou de privações alimentares. Afinal "aquele médico é muito bom, pediu todos os exames" ou "não volto mais nele porque ele nunca me passa uma receita" são frases muito comuns.

Um segundo ponto é o seguinte: a população terá o atendimento de saúde que merecer (assim como tem os governantes que merece). Atualmente vivenciamos um movimento da classe médica por menor interferência dos planos de saúde nas condutas médicas e melhorias nos honorários. Atentando apenas a questão dos honorários, o que se propõe é um reajuste do valor da consulta dos atuais R$60,00 em média  para R$80,00. Em BH uma faxina não sai por menos do que isso. Quanto custa atualmente uma tarde em um salão de beleza? Um almoço em uma boa churrascaria? Qual a será a relevância de tais serviços frente a importância de uma avaliação médica? Qual responsabilidade do cabelereiro ou do chef? Quanto tempo, esforço, e dinheiro eles gastaram (e gastam, será que gastam? Continuam eles a se especializar e reciclar após o curso inicial?) para sua formação? Entretanto grande parte da população paga por tais serviços sem pestanejar enquanto acha caro pagar o mesmo valor para uma consulta com um profissional altamente especializado que o orientará sobre sua saúde - que o possibilitará sair para comer o churrasco ou ir ao salão para depois dançar na festa. Reclama quando retorna após o período de retorno e terá de pagar nova taxa. Não segue as orientações, não toma as medicações corretamente e espera uma mudança no panorama de sua saúde (Obs não relacionada diretamente ao assunto do texto: frequentei uma escola de medicina, não Hogwarts ou um processo de beatificação, e lá me ensinaram a orientar e prescrever tratamentos, não mágica e milagres).

A sociedade atual é muito cruel com o médico. Espera dele o conhecimento pleno de todas as condições de saúde e ao mesmo tempo que seja um superespecialista. Quer atendimento rápido e ágil, completo em seu aspecto biopsicossocial, mas pela tarifa do plano. Que ele trabalhe por amor pois "a medicina é um sacerdócio", embora tenha suas contas vencendo e não possa pagar o pão com beijos no padeiro. Enquanto mantivermos esse comportamento com o médico teremos a saúde assim como ela está.

Tenha um médico - e não vários que a fatiarão. Escute com atenção o que ele diz, pois na esmagadora maioria das vezes ele de fato quer o melhor para você - por se importar com você ou com sua própria fama.

Trate-o bem

Valorize-o.

Um abraço aos médicos do país.
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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Hermógenes - Citado por Alba Vieira

Esta lista negra dos males que fizeste de nada te serve.
Organiza, isto sim, e agora, uma outra - a lista dos benefícios que deves fazer.
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terça-feira, 16 de outubro de 2012

O Médico Precisa Ser Tratado. Com Urgência! - por Alba Vieira

 



A saúde deveria ser encarada dentro do novo paradigma, deixando de lado a concepção puramente cartesiana e criando condições de atender os pacientes dentro de uma visão holística.
É imperativo adequar-se à realidade já tão propagada pela Física Quântica, sendo um contrassenso abordar o paciente somente na dimensão física, levando em consideração os aspectos emocionais, mentais e por vezes espirituais, porém entendendo que o que se situa além do físico é da competência de profissionais especializados e/ou de espiritualistas, quando na verdade, cabe ao clínico geral e a qualquer profissional de saúde a visão do homem na sua totalidade e, consequentemente, tratá-lo em todos os seus níveis.
De que vale todo o avanço tecnológico no sentido de diagnósticos mais precoces e tratamentos mais eficazes no nível material, se não se complementa o tratamento, muitas vezes irretocável na forma, com a atuação sobre a causa original com estímulo da mudança de padrões mentais fortemente relacionados à criação de patologias em vários sistemas e adoção de medidas preventivas para evitar recrudescimento das doenças tão brilhantemente tratadas?  Quanto desperdício!
É desanimador constatar que o estado em que se encontra a medicina hoje é da responsabilidade dos próprios profissionais de saúde, muitas vezes intocáveis, rígidos e pouco curiosos no que se refere a ampliar suas consciências e incorporar novos conhecimentos, evoluindo para mudança de paradigma.
O profissional de saúde precisa de tratamento urgente. É necessário que se auto-avalie, aceite as suas limitações e possa estar aberto para se expandir e proporcionar aos pacientes o que eles têm direito e merecem. Só assim poderá trabalhar mais livre, com mais entusiasmo, mais competência, mais alegria, podendo voltar a se expressar como os profissionais de outrora que nos tempos antigos lançavam mão de sua sensibilidade e sua arte, usando muitas vezes sua pessoa como fator de cura, embora em decorrência da falta de recursos tecnológicos, de diagnóstico e tratamento. Por que não aliar todo o progresso e todas as facilidades conquistadas às técnicas complementares que trabalham sobre os corpos sutis? Assim, haverá uma possibilidade de cura mais efetiva, realizada pelo próprio paciente, mas geralmente não podendo prescindir da ação do médico que precisa guiá-lo na integração do quadro clínico.
 
 

Esqueço do Quanto me Ensinaram, de Alberto Caeiro - Citado por Ana


Deito-me ao comprido na erva.
E esqueço do quanto me ensinaram.
O que me ensinaram nunca me deu mais calor nem mais frio,
O que me disseram que havia nunca me alterou a forma de uma coisa.
O que me aprenderam a ver nunca tocou nos meus olhos.
O que me apontaram nunca estava ali: estava ali só o que ali estava.
.Fernando Pessoa

Vídeo-poema e despedidas - por InEx TrEe FaLLs




Agradeço, aos responsáveis do blog,  pela oportunidade de divulgar um pouco do que me acalma... a escrita (que exerce tal poder na minha vida). 

No momento estou impossibilitada de acessar a internet. Assim que as coisas se normalizarem retorno para  ler novas postagens dos queridos autores do blog Duelos Literários e prosseguir em busca de novas palavras pacíficas... (d)escrevendo guerras e buscando estratégias de combate e trégua, tudo em nome da paz.

Para finalizar, um vídeo poema de minha autoria. Produzido por Taciana Oliveira que me presenteou com tal surpresa. O poema tem muito haver com o momento, compartilho o mesmo com vocês em nome do tempo (de esquecer o tempo... e o dia 18 do meu aniversário também rsrs).

Felicidades!


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Dia do Mestre - por Alba Vieira




Parabéns a todos os professores!
 
Merecem os que abraçaram a profissão e todos nós, se aproveitamos as oportunidades que a vida nos dá de abrir as janelas da mente dos outros, enquanto alargamos a própria consciência.

 

domingo, 14 de outubro de 2012

Coração Racional? Razão Emocional? - por Daisy


No início, não notei. Depois, percebi que me olhava sempre e sempre intensamente! Aquele olhar intenso provocou algo em mim. Não soube decifrar logo... Aos poucos, fui correspondendo aquele olhar com igual intensidade. Quando estávamos perto um do outro, a conversa fluía natural e continuamente.
Engraçado... Nunca passou disso... Olhar e olhar intensamente... Conversar e conversar continuamente... Mas aqueles olhares eram tudo de bom... Durante mais de uma semana, olhamo-nos sempre e sempre intensamente!
Na minha racionalidade, sabia que aquilo teria um fim, mais cedo ou mais tarde. Emocionalmente, não queria que isso acontecesse, embora não soubesse ainda como lidar com essa emoção. Há tanto tempo que não sentia nada igual! Há tanto tempo que estava acostumada à minha inatividade emocional.
Mas como foi bom sentir-me olhada, percebida, viva! Foi muito bom enquanto durou... Vamos ver o que a vida vai nos reservar... Se é que vai mesmo nos reservar alguma coisa...
De repente, não mais que de repente, o coração envia mensagens criptografadas e condensadas que vão se revelando, pouco a pouco, claras e cristalinas.
A troca de olhares provoca uma corrente elétrica que vai adentrando o ser, e deixa uma sensação de satisfação e saciedade. O que é isso? O que significa? De onde vem? Veio para ficar? É passageiro?
O coração não quer entender; só quer sentir.
A razão não quer sentir; só quer entender.
Porém, como entender um sentimento? Para quê? Necessidade de compreensão não há. O que se sente é só para sentir, não para entender...
Coração e razão estão dialogando... É um diálogo difícil, pois cada um acha que está certo. Onde vão chegar? Se é que vão chegar...


Texto classificado em primeiro lugar no concurso “Falando de amor II”
 

Visitem Daisy
 
 

terça-feira, 9 de outubro de 2012

"Cada Um", de Ricardo Reis - Citado por Ana


Cada um cumpre o destino que lhe cumpre,
E deseja o destino que deseja;
Nem cumpre o que deseja,
Nem deseja o que cumpre.

Como as pedras na orla dos canteiros
O Fado nos dispõe, e ali ficamos;
Que a Sorte nos fez postos
Onde houvemos de sê-lo.

Não tenhamos melhor conhecimento
Do que nos coube que de que nos coube.
Cumpramos o que somos.
Nada mais nos é dado.

.Fernando Pessoa

O Rato - por Alba Vieira


 
O rato roeu meus ossos com tal harmonia
E ficaram tão porosos que a leveza levou a agonia
De sempre ter firmeza, mesmo em noites bravias.
Hoje balanço feliz! Dou graças ao rato: a sabedoria.


domingo, 7 de outubro de 2012

NumeraLinguagem - por InEx TrEe FaLLs

Poema baseado nas ideias de quem me inspirou: professor Roberto

Resposta - (Anônimo)


Desculpe amiga, mas não funciona assim. Na verdade, embora a Terra esteja sob regência humana eventualmente, não pertence ao homem. “...meu é o mundo e sua plenitude, diz o Senhor.” Salmo 50;12. Boas intenções, simplesmente, não bastam, é preciso fazer a coisa certa segundo ordem do dono, senão, não passa de rebelião coletiva. E mundo está essa joça exatamente por tentar cada um escolher independentemente seu caminho, alheio à vontade do criador. Tenho más notícias para ti: vai piorar ainda mais, malgrado todos os “fluidos positivos” enviados. A coisa é simples assim: ou nos submetemos a Deus e Sua vontade, ou estamos na oposição...

 

Resposta a Sintonização Coletiva, de Vera Celms.
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(Sem Título) - por Cacá


Gostei muito desta reflexão, Alba. Outro dia eu também escrevi algo sobre o vazio em mim. Eis um fragmento:

Passamos o tempo todo preenchendo os espaços vazios que há em nós. Depois da criação somos soltos no mundo e vamos nos agarrando às coisas, acontecimentos, pessoas e caminhando, tentando transformar as relações com as coisas, acontecimentos e pessoas no reverso da nossa infelicidade; vamos tentando reduzir o sofrimento primordial e misterioso que é viver. Para mim o significado de vida é mistério, sofrimento e busca. O conceito de felicidade talvez esteja no encontro do segredo que ponha fim ao sofrimento e acabe com os mistérios. Seguimos sonhando, construindo e esperando sempre algo, que, se não for palpável, seja mesmo assim, contentamento. Os saltos de qualidade são momentos felizes. Percalços, quedas, desvarios e imprevistos são obstáculos que fazem movimentar nossa capacidade de superar o que precisamos enquanto estamos justificando para nós mesmos o quê que é que estamos fazendo aqui nesse mundão de meu Deus.

Abraços. Paz e bem.
 

Comentário em Vazio, de Alba Vieira.


Visitem Cacá
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O Que Me É Por Direito - por Davi Rodrigues


 
Ao que puder fazer, não o deixe! Siga intuitivamente o que seu próprio organismo o pede.
Não há senso de tortura maior do que não se fazer o que se necessita.
Pode ser atemporal, um simples devaneio onde se prostrará o inconcebível e o insensato.
Não se é de todo tolo, o que se alimenta do surreal... talvez seja até plausível, se correr o risco.
Atirar-se ao insano jeito de ser perceptivo, conclusivo e elucidativo!
Não se tem o que não se conquista, nem se possui o que não se permite.
Talvez sejam apenas palavras soltas em mais um desses universos paralelos, revoltos de circunflexibilidades cruas e sem andamento concluso.
Devemos sempre nos perguntar onde estamos?!?
Por que não, simplesmente, absorvermos de nossas próprias aceitações e deficiências sinceras...
Porque sempre, o outro deve ser nosso alvo de intolerância contínua?
Ah!!!! Não tenho tempo para executar tal reflexão sobre o altruísmo singular de minha existência...
O certo, é que o tempo nos foge quando nada conseguimos absorver, quando continuamente julgamos, quando não permitimos que o mundo transcorra independentemente complexo em sua razoabilidade única. O passado é assim arrastado pelo presente, dia a dia pelo resto de nossas vidas. E quem nos concede tal direito de carregar o que a outro pertence?
 
Visitem Davi Rodrigues
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Toda Pessoa Deveria Ser - por Tércio Sthal



UM SER A EVOLUIR,
APRENDENDO A VIVER
E VIVENDO PARA SERVIR.
(TÉRCIO STHAL)
 
 


PASSO A PASSO

 
Olho bem nas solas dos meus sapatos,
E logo detono o nojo de caramujos,
Vejo, nelas, alguns dos meus atos,
E meu andar por campos limpos ou sujos.


Posso limpar imediatamente cada sola,
Ou olhar e não fazer absolutamente nada,
A vida só me servirá como uma escola
Se eu aprender até com um conto de fada.

Posso trocar modelo e cor dos sapatos
E livrar-me dos meus atos escusos,
Posso também escapar de gatos e ratos
Que contra mim provocam abusos.

Minha atitude sobre o que me incomoda,
Pode ser degrau de uma grande escada,
Ser a minha fonte, minha bola, minha roda
Rumo a minha intenção a ser alcançada.

Caminhando, passo a passo, 
E dando um passo de cada vez,
alcançou o topo quem assim o fez.


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Visitem Tércio Sthal
 
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Grilos e Meninos - por Leila Dohoczki


O grilo é um bichinho Simpático,
Morador de grama e mato
Se quiser achá-lo, não encontra
Porque vive disfarçado.

Às vezes parece folha
Às vezes parece galho
E se o encontram
Parece que tem mola no sapato.

Pula alto, vai pra longe
Mas se confia, vem bem perto,
Grilo também tem grilo
Como será esse moleque?

E ficam lá,
Um observando o outro
Até que um se canse.

Sempre é o grilo primeiro
Que num salto some no mato
O menino fica sorrindo
Já pensando em inventar um sapato.

E quando menos esperarmos
Uma idéia dessas de menino
Revoluciona tudo.

E se o grilo pensasse.
Seria bem engraçado,
Se ao invés de cantar no mato
Quisesse imitar o menino
E andasse nos muros em duas patas.

 


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Não Mais que de Repente - por Daisy



de repente, não mais que de repente,
diferente, desolada,
desconsolada, depressiva,

de repente, não mais que de repente,
determinada, direcionada,
decisiva, divertida

dúvidas difusas?
dádivas divinas?
debates debelados?

difícil duplicidade,
dura dualidade.

eta vida danada!
 
Visitem Daisy          
 

Antonio Cícero: “Huis Clos” - Enviado por Penélope Charmosa


 
Da vida não se sai pela porta:
só pela janela. Não se sai
bem da vida como não se sai
bem das paixões jogatinas drogas.
E é porque sabemos disso e não
por temer viver depois da morte
em plagas de Dante Goya ou Bosh
(essas, doce príncipe, cá estão)
que tão raramente nos matamos
a tempo: por não considerarmos
as saídas disponíveis dignas
de nós, que, em meio a fezes e urina
sangue e dor, nascemos para lendas
mares amores mortes serenas.
 
In “A Cidade e os Livros”, p. 63.
 

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Ao meio: dia - por InEx TrEe FaLLs

Sangria desatada jorrando no íntimo
Por dentro da carne a qual te metes
Num fluxo esofágico de retorno
No meio das pernas que te envaidecem

Ereto em si o tórrido segredo
Condensado naquela turva visão
Seja o alabastro que te reveste
A Acrópole da história ou não

Em tempos de guerra
Toda harmonia é canção