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terça-feira, 9 de outubro de 2012

"Cada Um", de Ricardo Reis - Citado por Ana


Cada um cumpre o destino que lhe cumpre,
E deseja o destino que deseja;
Nem cumpre o que deseja,
Nem deseja o que cumpre.

Como as pedras na orla dos canteiros
O Fado nos dispõe, e ali ficamos;
Que a Sorte nos fez postos
Onde houvemos de sê-lo.

Não tenhamos melhor conhecimento
Do que nos coube que de que nos coube.
Cumpramos o que somos.
Nada mais nos é dado.

.Fernando Pessoa

O Rato - por Alba Vieira


 
O rato roeu meus ossos com tal harmonia
E ficaram tão porosos que a leveza levou a agonia
De sempre ter firmeza, mesmo em noites bravias.
Hoje balanço feliz! Dou graças ao rato: a sabedoria.


domingo, 7 de outubro de 2012

NumeraLinguagem - por InEx TrEe FaLLs

Poema baseado nas ideias de quem me inspirou: professor Roberto

Resposta - (Anônimo)


Desculpe amiga, mas não funciona assim. Na verdade, embora a Terra esteja sob regência humana eventualmente, não pertence ao homem. “...meu é o mundo e sua plenitude, diz o Senhor.” Salmo 50;12. Boas intenções, simplesmente, não bastam, é preciso fazer a coisa certa segundo ordem do dono, senão, não passa de rebelião coletiva. E mundo está essa joça exatamente por tentar cada um escolher independentemente seu caminho, alheio à vontade do criador. Tenho más notícias para ti: vai piorar ainda mais, malgrado todos os “fluidos positivos” enviados. A coisa é simples assim: ou nos submetemos a Deus e Sua vontade, ou estamos na oposição...

 

Resposta a Sintonização Coletiva, de Vera Celms.
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(Sem Título) - por Cacá


Gostei muito desta reflexão, Alba. Outro dia eu também escrevi algo sobre o vazio em mim. Eis um fragmento:

Passamos o tempo todo preenchendo os espaços vazios que há em nós. Depois da criação somos soltos no mundo e vamos nos agarrando às coisas, acontecimentos, pessoas e caminhando, tentando transformar as relações com as coisas, acontecimentos e pessoas no reverso da nossa infelicidade; vamos tentando reduzir o sofrimento primordial e misterioso que é viver. Para mim o significado de vida é mistério, sofrimento e busca. O conceito de felicidade talvez esteja no encontro do segredo que ponha fim ao sofrimento e acabe com os mistérios. Seguimos sonhando, construindo e esperando sempre algo, que, se não for palpável, seja mesmo assim, contentamento. Os saltos de qualidade são momentos felizes. Percalços, quedas, desvarios e imprevistos são obstáculos que fazem movimentar nossa capacidade de superar o que precisamos enquanto estamos justificando para nós mesmos o quê que é que estamos fazendo aqui nesse mundão de meu Deus.

Abraços. Paz e bem.
 

Comentário em Vazio, de Alba Vieira.


Visitem Cacá
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O Que Me É Por Direito - por Davi Rodrigues


 
Ao que puder fazer, não o deixe! Siga intuitivamente o que seu próprio organismo o pede.
Não há senso de tortura maior do que não se fazer o que se necessita.
Pode ser atemporal, um simples devaneio onde se prostrará o inconcebível e o insensato.
Não se é de todo tolo, o que se alimenta do surreal... talvez seja até plausível, se correr o risco.
Atirar-se ao insano jeito de ser perceptivo, conclusivo e elucidativo!
Não se tem o que não se conquista, nem se possui o que não se permite.
Talvez sejam apenas palavras soltas em mais um desses universos paralelos, revoltos de circunflexibilidades cruas e sem andamento concluso.
Devemos sempre nos perguntar onde estamos?!?
Por que não, simplesmente, absorvermos de nossas próprias aceitações e deficiências sinceras...
Porque sempre, o outro deve ser nosso alvo de intolerância contínua?
Ah!!!! Não tenho tempo para executar tal reflexão sobre o altruísmo singular de minha existência...
O certo, é que o tempo nos foge quando nada conseguimos absorver, quando continuamente julgamos, quando não permitimos que o mundo transcorra independentemente complexo em sua razoabilidade única. O passado é assim arrastado pelo presente, dia a dia pelo resto de nossas vidas. E quem nos concede tal direito de carregar o que a outro pertence?
 
Visitem Davi Rodrigues
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Toda Pessoa Deveria Ser - por Tércio Sthal



UM SER A EVOLUIR,
APRENDENDO A VIVER
E VIVENDO PARA SERVIR.
(TÉRCIO STHAL)
 
 


PASSO A PASSO

 
Olho bem nas solas dos meus sapatos,
E logo detono o nojo de caramujos,
Vejo, nelas, alguns dos meus atos,
E meu andar por campos limpos ou sujos.


Posso limpar imediatamente cada sola,
Ou olhar e não fazer absolutamente nada,
A vida só me servirá como uma escola
Se eu aprender até com um conto de fada.

Posso trocar modelo e cor dos sapatos
E livrar-me dos meus atos escusos,
Posso também escapar de gatos e ratos
Que contra mim provocam abusos.

Minha atitude sobre o que me incomoda,
Pode ser degrau de uma grande escada,
Ser a minha fonte, minha bola, minha roda
Rumo a minha intenção a ser alcançada.

Caminhando, passo a passo, 
E dando um passo de cada vez,
alcançou o topo quem assim o fez.


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Visitem Tércio Sthal
 
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Grilos e Meninos - por Leila Dohoczki


O grilo é um bichinho Simpático,
Morador de grama e mato
Se quiser achá-lo, não encontra
Porque vive disfarçado.

Às vezes parece folha
Às vezes parece galho
E se o encontram
Parece que tem mola no sapato.

Pula alto, vai pra longe
Mas se confia, vem bem perto,
Grilo também tem grilo
Como será esse moleque?

E ficam lá,
Um observando o outro
Até que um se canse.

Sempre é o grilo primeiro
Que num salto some no mato
O menino fica sorrindo
Já pensando em inventar um sapato.

E quando menos esperarmos
Uma idéia dessas de menino
Revoluciona tudo.

E se o grilo pensasse.
Seria bem engraçado,
Se ao invés de cantar no mato
Quisesse imitar o menino
E andasse nos muros em duas patas.

 


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Não Mais que de Repente - por Daisy



de repente, não mais que de repente,
diferente, desolada,
desconsolada, depressiva,

de repente, não mais que de repente,
determinada, direcionada,
decisiva, divertida

dúvidas difusas?
dádivas divinas?
debates debelados?

difícil duplicidade,
dura dualidade.

eta vida danada!
 
Visitem Daisy          
 

Antonio Cícero: “Huis Clos” - Enviado por Penélope Charmosa


 
Da vida não se sai pela porta:
só pela janela. Não se sai
bem da vida como não se sai
bem das paixões jogatinas drogas.
E é porque sabemos disso e não
por temer viver depois da morte
em plagas de Dante Goya ou Bosh
(essas, doce príncipe, cá estão)
que tão raramente nos matamos
a tempo: por não considerarmos
as saídas disponíveis dignas
de nós, que, em meio a fezes e urina
sangue e dor, nascemos para lendas
mares amores mortes serenas.
 
In “A Cidade e os Livros”, p. 63.
 

COMO SE TORNAR UM AUTOR DO DUELOS LITERÁRIOS


 
Para se tornar um autor do Duelos Literários,
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Ao meio: dia - por InEx TrEe FaLLs

Sangria desatada jorrando no íntimo
Por dentro da carne a qual te metes
Num fluxo esofágico de retorno
No meio das pernas que te envaidecem

Ereto em si o tórrido segredo
Condensado naquela turva visão
Seja o alabastro que te reveste
A Acrópole da história ou não

Em tempos de guerra
Toda harmonia é canção


sábado, 6 de outubro de 2012

Antonio Cícero e a “Medusa” - Enviado por Penélope Charmosa

 
Cortei a cabeça da Medusa
por inveja. Quis eu mesmo o olhar
sem olhos que vê e se recusa
a ser visto e desse modo faz
das demais pessoas pedras: pedras
sim, preciosas, da mais pura água,
onde o olhar mergulha até a medula,
diáfanas, translúcidas, cegas.
Refleti muito, antes. Na verdade
estes meus olhos provêm de carne
de mulher, não do nada imortal
da divindade. Como encarar
com eles a Górgona? Mas mal
pensando assim, lembrei ser mortal
ela também: e seu pai é um deus
do mar mas eu sou filho de Zeus.
Mesmo assim não quis enfrentá-la olhos
nos olhos. Peguei emprestado o espelho
da minha irmã e adentrei o cômodo
da Medusa de soslaio, vendo
tudo por reflexos: o seu corpo
em terceiro plano, atrás de heróis
de pedra e dos meus olhos esconsos
em primeiríssimo. Eis o corte
da lâmina especular: do lado
de cá eu, sem corpo, a olhar; do outro
lado eu, olho olhado, olho enviesado
e rosto e corpo entre muitos corpos,
um dos quais o dela. A mesma lâmina
decapitou-a também: do lado
de cá guardo seu olhar e faina;
e lá jaz seu vulto desalmado.
Mas nada é tão simples. Do pescoço
cortado nasceu um cavalo de asas
(é que o deus do mar a engravidara)
e mergulhou no horizonte em fogo
crepuscular. Dizem que, no monte
Hélicon, seu coice abriu uma fonte.
A ser não sendo, de madrugada
levanto com sede dessa água.
In “A Cidade e os Livros”, p. 65-66.
 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Vestes de Luto - por InEx TrEe FaLLs

O vermelho escorreu
Helenístico sangrou
Sob Tróia o trovão
Descanse em paz
Etérea Vestiamor!



Aff Now - por InEx TrEe FaLLs


Me conta um conto
Na soma das cotas
Me aponta um ponto
Na frase final
Afinal de contas
Todas as rotas
Seguem o (c)urso
-Fantasia digital-



Escolher, Escolher, Escolher, - por Tércio Sthal




O MELHOR, O PIOR, OU COISA QUALQUER,É DIREITO DE TODOS E DE CADA UM DE NÓS,
POR ISSO É BOM ESCOLHER O QUE SE QUER
PARA TER VEZ E FAZER VALER A NOSSA VOZ.
(TÉRCIO STHAL)



ELEIÇÕES 
 

Olha quantos candidatos se apresentam por aí,
a prometer o mundo e o fundo, a prometer o Céu,
só faltam prometer lindas virgens com lábios de mel.

Olha quantos candidatos se apresentam por aí,
com trejeitos de santos e a prometer os grandes milagres,
e quando apertados escorregam como ensaboados bagres.

Olha quantos candidatos se apresenta por aí,
zombando de nós, como se fôssemos palhaços,
fazendo piadas sem graça e muito estardalhaço. 

Olha quantos candidatos se apresentam por aí,
que nem sabem sequer o que significa ser cidadão,
são apenas azeitonas de pastéis para consumação.

Olha só quantos eleitores a votar nos candidatos,
precisam ser representados por direito, e de fato,
para ter vez e voz na condução das políticas do país.


Vamos escolher o melhor, o pior, ou coisa qualquer?
'Voto não tem preço, mas tem consequências' pra todos nós!
Precisamos votar direito para ter vez e fazer valer nossa voz!
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terça-feira, 2 de outubro de 2012

"Prefiro Rosas", de Ricardo Reis - Citado por Ana


Prefiro rosas, meu amor, à pátria,
E antes magnólias amo
Que a glória e a virtude.

Logo que a vida me não canse, deixo
Que a vida por mim passe
Logo que eu fique o mesmo.

Que importa àquele a quem já nada importa
Que um perca e outro vença,
Se a aurora raia sempre,

Se cada ano com a primavera
As folhas aparecem
E com o outono cessam?

E o resto, as outras coisas que os humanos
Acrescentam à vida,
Que me aumentam na alma?

Nada, salvo o desejo de indiferença
E a confiança mole
Na hora fugitiva.

.Fernando Pessoa

domingo, 30 de setembro de 2012

Hermógenes - Citado por Alba Vieira

Quando desce a nevada, os galhos mais lenhosos, mais fortes, chegam a quebrar sob a carga branca da neve que neles se acumula.
Os mais frágeis e flexíveis se defendem, vergando sabiamente, quando há o mínimo excesso de peso.
Depois que a neve os deixa, reerguem-se e, assim, nunca arrebentam.
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