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*Eu que pensei... *
*ousei pensar!*
*Que aprendera a interpretar o silêncio.*
*Que saberia, das palavras a ausência*
*o que elas desejariam significar...*
*...
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Alberto Caeiro e o Engano - Citado por Ana
À noite quando me separo das coisas,
E me aproximo das estrelas ou constelações distantes
Erro: porque o distante não é o próximo,
E aproximá-lo é enganar-me.
.Fernando Pessoa
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Hermógenes - Citado por Alba Vieira
Guarda teu violino. Não
insistas. Ninguém te quer escutar Não agridas com a maviosidade de teu
instrumento, com a beleza de tua melodia, a batucada dos que desejam apenas
divertir-se, atordoar-se. Espera. Depois, toca.
.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
domingo, 2 de setembro de 2012
Hermógenes - Citado por Alba Vieira
O mundo que nos rodeia só
é realidade na medida em que nos identificamos com ele, pois é ele que nos
impinge dor ou prazer, alegria ou pesar, doçura ou amargor, segurança ou medo,
euforia ou tédio.
Desde que vamos podendo
desmascarar as ilusões, vamos chegando à equanimidade do espectador
amadurecido, que vê a fita, mas não se deixa por ela emocionar.
.
sábado, 1 de setembro de 2012
Alberto Caeiro e a Metafísica - Citado por Ana
Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?
A de serem verdes e copadas e de terem ramos
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
A nós, que não sabemos dar por elas.
Mas que melhor metafísica que a delas,
Que é a de não saber para que vivem
Nem saber que o não sabem?
.Fernando Pessoa
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Alberto Caeiro e o Mundo - Citado por Ana
Há metafísica bastante em não pensar em nada.
O que penso eu do mundo?
Sei lá o que penso do mundo!
Se eu adoecesse pensaria nisso.
.Fernando Pessoa
Hermógenes - Citado por Alba Vieira
Sentia-se seguro.
Aprofundara-se no chão. Ali, sua fortaleza. Fortaleza insípida.
Segurança-rotina. Imóvel. Sedentária. Rígida. Era segurança mineral. Sempre a
mesma. Sem qualquer luta. Isenta dos estímulos da necessidade. Sem contar com a
força criadora da angústia.
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terça-feira, 28 de agosto de 2012
João - por Marília Abduani
João sonha acordado.
Sonhos pintados,
alucinações.
João, que sonha ser piloto,
alegre, livre e maroto
no maior dos aviões.
João também quer ser do mar.
Quer, como quer, navegar
num navio cor do céu.
E também quer ser poeta,
o mais poderoso atleta,
o general do quartel.
João sonha acordado.
Sonhos jogados:
destruição.
E desperta toda hora
em que olha a vida lá fora,
Tão grande pra sua mão.
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Sonhos pintados,
alucinações.
João, que sonha ser piloto,
alegre, livre e maroto
no maior dos aviões.
João também quer ser do mar.
Quer, como quer, navegar
num navio cor do céu.
E também quer ser poeta,
o mais poderoso atleta,
o general do quartel.
João sonha acordado.
Sonhos jogados:
destruição.
E desperta toda hora
em que olha a vida lá fora,
Tão grande pra sua mão.
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.Visitem Marília Abduani
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sábado, 25 de agosto de 2012
Hermógenes - Citado por Alba Vieira
O cachorrinho saiu do
mar. Estivera nadando. Saiu e sacudiu-se todo.
Seria bom que nós, os
homens, aprendêssemos a lição, isto é, a sacudir ressentimentos, ódios, medos,
tristezas e todas as formas de impregnação psíquica que andam por aí, por onde
andamos.
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quinta-feira, 23 de agosto de 2012
sábado, 18 de agosto de 2012
É Cansástico! Humor Selvagem? - por Ninguém Envolvente
Maldito domingo...
Foi-se o tempo em que valia a pena assistir ao programa Fantástico (exibido pela Rede Globo).
Não tem nada de fantástico, mas sim CANSÁSTICO, não passa de uma revista digital de 5ª categoria que explora a desgraça ocorrida durante a semana e edita da forma mais sensacionalista possível para ir ao ar em um domingo (dia que boa parte da população tira do dia de folga e liga a TV para se entreter).
Não é obrigatório assistir tal programação, mas tem outra opção?
Veja então Domingo Legal, com a temática baseada em “fofoca sobre celebridades”.
Quem sabe então o programa da Record (o qual nem RECORDO o nome), aquele que mostrou 723487234782342390482390 vezes o som do tiro do caso Eloá (o som que nem era um tiro).
Domingo é Cansástico...
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Foi-se o tempo em que valia a pena assistir ao programa Fantástico (exibido pela Rede Globo).
Não tem nada de fantástico, mas sim CANSÁSTICO, não passa de uma revista digital de 5ª categoria que explora a desgraça ocorrida durante a semana e edita da forma mais sensacionalista possível para ir ao ar em um domingo (dia que boa parte da população tira do dia de folga e liga a TV para se entreter).
Não é obrigatório assistir tal programação, mas tem outra opção?
Veja então Domingo Legal, com a temática baseada em “fofoca sobre celebridades”.
Quem sabe então o programa da Record (o qual nem RECORDO o nome), aquele que mostrou 723487234782342390482390 vezes o som do tiro do caso Eloá (o som que nem era um tiro).
Domingo é Cansástico...
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.Opções para seu próximo domingo:
1- Ir ao shopping e correr o risco de não achar uma vaga (por conta do Natal).
2- Ler um livro (pegar no sono, acordar 8 da noite e achar que é segunda-feira).
3- Caminhar no parque (e correr o risco de enfartar, porque afinal, você sabe que é sedentário).
4- Ver televisão (programas CANSÁSTICOS ou TV a cabo e rever pela 76347 vez a programação repetida).
5- Ir pra Santos (e pegar aquela delícia de coceirinha entre os dedos dos pés).
6- Tomar cerveja o dia todo (melhor opção até agora).
7- Fazer sexo (se tiver tomado a cerveja, não faça sexo, corre o risco de também fazer um filho).
8- Dar uma volta no quarteirão (e correr o risco de encontrar um ônibus cheio de nego gritando “O curingão vorto”... o curingão vorto... >>e você vestindo uma camiseta verde<<). 9- Ir pescar (aonde eu não sei... Abra uma lata de sardinha e fica lá vendo se “fisga” - pelo menos passa o tempo, e vai que “fisga”!!! Você aparece até nos Cansásticos!). Ps: se fisgar, fale do meu blog nos programas cansásticos, afinal a ideia foi minha! Estou precisando de mais visitas e cliques no meu ADS!! =)
10- Comer até passar mal........... (esse é o que tenho feito) **
Obs. - A palavra Cansástico não existe. Mas quer dizer cansativo.
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1- Ir ao shopping e correr o risco de não achar uma vaga (por conta do Natal).
2- Ler um livro (pegar no sono, acordar 8 da noite e achar que é segunda-feira).
3- Caminhar no parque (e correr o risco de enfartar, porque afinal, você sabe que é sedentário).
4- Ver televisão (programas CANSÁSTICOS ou TV a cabo e rever pela 76347 vez a programação repetida).
5- Ir pra Santos (e pegar aquela delícia de coceirinha entre os dedos dos pés).
6- Tomar cerveja o dia todo (melhor opção até agora).
7- Fazer sexo (se tiver tomado a cerveja, não faça sexo, corre o risco de também fazer um filho).
8- Dar uma volta no quarteirão (e correr o risco de encontrar um ônibus cheio de nego gritando “O curingão vorto”... o curingão vorto... >>e você vestindo uma camiseta verde<<). 9- Ir pescar (aonde eu não sei... Abra uma lata de sardinha e fica lá vendo se “fisga” - pelo menos passa o tempo, e vai que “fisga”!!! Você aparece até nos Cansásticos!). Ps: se fisgar, fale do meu blog nos programas cansásticos, afinal a ideia foi minha! Estou precisando de mais visitas e cliques no meu ADS!! =)
10- Comer até passar mal........... (esse é o que tenho feito) **
Obs. - A palavra Cansástico não existe. Mas quer dizer cansativo.
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.Postado, originalmente, em 01/12/08.
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.Visitem Ninguém Envolvente
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sexta-feira, 17 de agosto de 2012
George Bernard Shaw e as Profissões - Citado por Alba Vieira
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Todas as profissões são complôs contra os leigos.
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Todas as profissões são complôs contra os leigos.
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quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Frações - por Leo Santos
Como não acusar o golpe
e fingir que desconheço?
Se me mostrar fico nu,
se me esconder, apareço…
Ah alma, diáfano cristal,
incrustado na verdade!
Sob a capa do desleixo
eis o corpo da vaidade!
Quem pode ocultar a dor,
quando o amor veste mortalha?
Às vezes, se nega o ter sofrido,
porque o amor-próprio atrapalha…
Ah alma! Translúcida carência,
álgebra das frustrações;
A buscar números inteiros,
onde só vivem frações…
Não tem artifício que apresse,
o tempo d’um coração;
As onze-horas abrem às onze horas,
às favas o horário de verão!
Visitem Leo Santos
e fingir que desconheço?
Se me mostrar fico nu,
se me esconder, apareço…
Ah alma, diáfano cristal,
incrustado na verdade!
Sob a capa do desleixo
eis o corpo da vaidade!
Quem pode ocultar a dor,
quando o amor veste mortalha?
Às vezes, se nega o ter sofrido,
porque o amor-próprio atrapalha…
Ah alma! Translúcida carência,
álgebra das frustrações;
A buscar números inteiros,
onde só vivem frações…
Não tem artifício que apresse,
o tempo d’um coração;
As onze-horas abrem às onze horas,
às favas o horário de verão!
Visitem Leo Santos
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Dicionário - por Cacá
Corria o ano de 1986 e a minha primeira filha estava esperando para vir ao mundo. E eu não podia me dar ao luxo de muitos gastos. A gravidez era de risco e o inesperado é sempre companhia da temeridade. Ainda que não seja nenhuma tragédia anunciada, inspira poupança. Juntando isso com os sobressaltos de conviver com um plano econômico a cada mês e reajuste salarial apenas uma vez por ano, temores havia sempre. Imagine comprar hoje um quilo de tomates a um real e amanhã ele ser dois, depois dois e cinquenta. Era assim que funcionava o tal do dragão da inflação, mesmo com o Sarney, na época presidente e sem atos secretos, convocando a população para agir como fiscal nas ruas para vigiar os preços. Quem trabalhava o dia inteiro mal tinha tempo de fiscalizar seu emprego ameaçado a todo momento.
Mesmo assim eu não resisti à tentação e comprei o meu primeiro AURÉLIO, oferecido em quatro prestações fixas (encontrar prestação fixa era como ganhar prêmio em sorteio). E ele solidariamente resistiu, talvez como o maior patrimônio que adquiri em minha vida - pelo menos em meu conceito de valor. Afora as minhas duas filhas, mas isso não se conta como patrimônio intelectual nem material. É muito mais que possam explicar nossas teorias de apego. Não entro no mercado com meus sentimentos postos a avaliações. De lá para cá ele me acompanhou em boletins sindicais escritos quase que diariamente, me acompanhou durante toda a minha graduação e mudou um sem número de vezes de casas e apartamentos. O cuidado quando de seu manuseio era como se estivesse transportando cristais. Sua encadernação é de linhas costuradas.
Agora está chegando ao seu esgotamento físico imposto pelo tempo, esse implacável e impassível senhor das razões e loucuras, das alegrias e das amarguras, assim como faz com gente feita de tutano e osso, neurônio e outros tecidos sem costura. Alguém pode dizer: mas com a wikipédia aí disponível, com um google de todo tamanho, que tolice! Para os muito leigos eles realmente satisfazem. Já para quem se relaciona quase ludicamente e lubricamente com as palavras sabe do que falo. Nele quando o significado traz algum sinônimo lírico, poético ou literário há citação de traços ou trechos de obras literárias exemplificando. Nele há etimologia, há pronúncia. Sem contar que na página em que se está pesquisando algum verbete, há sempre a tentação de namorar outro ali do lado, acima ou abaixo por pura curiosidade ou aquela quedinha inevitável para uma outra palavra. E para quem gosta de pesquisa, a wikipédia não é algo ainda totalmente confiável Enfim não dá para descrever o prazer das consultas quase terapêuticas, da mesma forma que dói a separação.
Ele se vai. Não há mais remendo possível, reencadernações. Não há quem o restaure mais originalmente sem cobrar um valor de uma peça tombada pelo patrimônio histórico, artístico e cultural como merece, aliás. Muito ao meu gosto, mas longe de minhas posses.
E minha filha, vendo o meu drama patético, resolveu me presentear com outro, já que carrega o simbolismo de seu ano de nascimento. Não gosto que se apiedem de mim, mas acho que ela ficou com um dó danado.
Mesmo assim eu não resisti à tentação e comprei o meu primeiro AURÉLIO, oferecido em quatro prestações fixas (encontrar prestação fixa era como ganhar prêmio em sorteio). E ele solidariamente resistiu, talvez como o maior patrimônio que adquiri em minha vida - pelo menos em meu conceito de valor. Afora as minhas duas filhas, mas isso não se conta como patrimônio intelectual nem material. É muito mais que possam explicar nossas teorias de apego. Não entro no mercado com meus sentimentos postos a avaliações. De lá para cá ele me acompanhou em boletins sindicais escritos quase que diariamente, me acompanhou durante toda a minha graduação e mudou um sem número de vezes de casas e apartamentos. O cuidado quando de seu manuseio era como se estivesse transportando cristais. Sua encadernação é de linhas costuradas.
Agora está chegando ao seu esgotamento físico imposto pelo tempo, esse implacável e impassível senhor das razões e loucuras, das alegrias e das amarguras, assim como faz com gente feita de tutano e osso, neurônio e outros tecidos sem costura. Alguém pode dizer: mas com a wikipédia aí disponível, com um google de todo tamanho, que tolice! Para os muito leigos eles realmente satisfazem. Já para quem se relaciona quase ludicamente e lubricamente com as palavras sabe do que falo. Nele quando o significado traz algum sinônimo lírico, poético ou literário há citação de traços ou trechos de obras literárias exemplificando. Nele há etimologia, há pronúncia. Sem contar que na página em que se está pesquisando algum verbete, há sempre a tentação de namorar outro ali do lado, acima ou abaixo por pura curiosidade ou aquela quedinha inevitável para uma outra palavra. E para quem gosta de pesquisa, a wikipédia não é algo ainda totalmente confiável Enfim não dá para descrever o prazer das consultas quase terapêuticas, da mesma forma que dói a separação.
Ele se vai. Não há mais remendo possível, reencadernações. Não há quem o restaure mais originalmente sem cobrar um valor de uma peça tombada pelo patrimônio histórico, artístico e cultural como merece, aliás. Muito ao meu gosto, mas longe de minhas posses.
E minha filha, vendo o meu drama patético, resolveu me presentear com outro, já que carrega o simbolismo de seu ano de nascimento. Não gosto que se apiedem de mim, mas acho que ela ficou com um dó danado.
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.Visitem Cacá
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quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Alberto Caeiro e o Mundo - Citado por Ana
Aceito por personalidade.
Nasci sujeito como os outros a erros e a defeitos,
Mas nunca ao erro de querer compreender demais,
Nunca ao erro de querer compreender só com a inteligência,
Nunca ao defeito de exigir do Mundo
Que fosse qualquer cousa que não fosse o Mundo.
.Fernando Pessoa
Somos os Gigantes do Amanhã - por Esther Rogessi
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.......Do amanhã somos a esperança Das conchas... Somos as pérolas! Pepitas... encravadas nas rochas No mundo de dores, somos cores, aquarelas... Ó pátria amada, idolatrada... Salvem ela! Gigante que a natureza fez e que o submundo Dos que estão acima de nós desfez!... Pelada está a serra... O ouro, lá não mais brilha... Penso no amanhã... Brasileiros! O que será de nós? Vem a insônia... Estão de olho na Amazônia... Já não é nossa! Dizem ser o ‘pulmão do MUNDO’... Sabedoria do ‘submundo’, dos engravatados da malandragem... Que matam o seu povo para tirar vantagem! Brasil... o que é teu? O que de ti não se vendeu?... Como foi paga a impagável Anaconda? A longo prazo ou à vista? De quem? Quais os artistas?... Quando Deus marca alguém... É pra não perder de vista!!
Albert Camus e o Destino - Citado por Penélope Charmosa
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Não há destino que não se transcenda pelo desprezo.
.
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Não há destino que não se transcenda pelo desprezo.
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terça-feira, 14 de agosto de 2012
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
A Alegria de Viver - por Adir Vieira
Cuido para que nunca
atenha-me a bobagens vãs
rindo ou chorando sozinha
ouço sempre a voz da razão.
Se hoje estou quase triste
amanhã, feliz estarei
mesmo que a vida ofereça
insensatez ou rispidez.
Gosto de feliz estar
ouvindo o coração falar
se não o escuto ou atendo
a culpa trago pra mim.
Quando quero alegrias
sei onde devo buscar,
é só ver os olhos rindo
ou onde o choro está.
Mas nem tudo são flores,
assim já dizia o poeta
cabe a mim, com precisão,
suavizar, onde o calo aperta.
Pode parecer besteira,
mas todos podemos ser
só aquilo que queremos
na alegria de viver.
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Visitem Adir Vieira
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domingo, 12 de agosto de 2012
Arthur da Távola e a “Minha Criança” - Citado por Adir Vieira
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Nesses dias que antecedem o Natal e me deixam sem tempo para colocar no papel minhas próprias reflexões, divido com vocês esse belíssimo texto de Arthur da Távola.
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.“Peço licença para falar na minha criança, a que mora aqui dentro e não me abandonará jamais.
Talvez com a morte eu até regresse a ela.
Os quase setenta anos que dela me separam não a removem.
Ela ali está, magra e tímida, a me olhar e ditar comportamentos e reações.
Minha criança esteve em todos os meus filhos e aparece nos meus netos.
Ela se refaz da morte da irmã e abre os olhos para o mundo, com a certeza de que veio ao mundo para alguma missão, embora sempre se considere inferior ao tamanho da mesma.
Ela sente enorme saudade do pai e da mãe com quem o adulto já não conta salvo no exemplo, na saudade e nas orações quando me domina uma fugidia sensação de estarem, incorpóreos, a meu lado, mas sem se manifestarem.
Minha criança possui incomensuráveis solidões diante do mistério do infinito.
Ainda recua diante do violento, embora não o tema, e ainda se infiltra em episódios de distração e inocência inexplicáveis num homem com minha carga de vivências.
Minha criança ainda gosta de abraço caloroso, proteções misteriosas e de um modo de rezar que o adulto nunca mais conseguiu, tais a entrega e a total confiança no mistério e na proteção de Deus.
Ela carrega o melhor de mim, é portadora de meu modo triste de falar de coisas alegres e de algum susto misterioso sempre que se lhe impõe alguma expectativa de enfermidade.
Minha criança é inteira, mansa, bondosa e linda.
Eu a amo, preservo, e dou boas gargalhadas quando a vejo infiltrar-se nas graves decisões de algumas de minhas responsabilidades adultas.
Ninguém a vê, salvo eu.
Ninguém a acaricia, salvo eu, que a estimo, procuro e admiro mais a cada dia e com quem converso histórias infinitas, que somente a imaginação pode conceber no universo maravilhoso da fabulação interior e solitária.
Diariamente passeio com minha criança e estou muito feliz por cumprimentá-la, levar-lhe balas, nuvens, aquele cão da meninice, as canções de minha mãe e os carinhos de meu pai.
Que eu possa acarinhar sempre minha criança, dando a ela a oportunidade de sonhar e ser feliz.
Seja feliz, minha criança!!!”
Talvez com a morte eu até regresse a ela.
Os quase setenta anos que dela me separam não a removem.
Ela ali está, magra e tímida, a me olhar e ditar comportamentos e reações.
Minha criança esteve em todos os meus filhos e aparece nos meus netos.
Ela se refaz da morte da irmã e abre os olhos para o mundo, com a certeza de que veio ao mundo para alguma missão, embora sempre se considere inferior ao tamanho da mesma.
Ela sente enorme saudade do pai e da mãe com quem o adulto já não conta salvo no exemplo, na saudade e nas orações quando me domina uma fugidia sensação de estarem, incorpóreos, a meu lado, mas sem se manifestarem.
Minha criança possui incomensuráveis solidões diante do mistério do infinito.
Ainda recua diante do violento, embora não o tema, e ainda se infiltra em episódios de distração e inocência inexplicáveis num homem com minha carga de vivências.
Minha criança ainda gosta de abraço caloroso, proteções misteriosas e de um modo de rezar que o adulto nunca mais conseguiu, tais a entrega e a total confiança no mistério e na proteção de Deus.
Ela carrega o melhor de mim, é portadora de meu modo triste de falar de coisas alegres e de algum susto misterioso sempre que se lhe impõe alguma expectativa de enfermidade.
Minha criança é inteira, mansa, bondosa e linda.
Eu a amo, preservo, e dou boas gargalhadas quando a vejo infiltrar-se nas graves decisões de algumas de minhas responsabilidades adultas.
Ninguém a vê, salvo eu.
Ninguém a acaricia, salvo eu, que a estimo, procuro e admiro mais a cada dia e com quem converso histórias infinitas, que somente a imaginação pode conceber no universo maravilhoso da fabulação interior e solitária.
Diariamente passeio com minha criança e estou muito feliz por cumprimentá-la, levar-lhe balas, nuvens, aquele cão da meninice, as canções de minha mãe e os carinhos de meu pai.
Que eu possa acarinhar sempre minha criança, dando a ela a oportunidade de sonhar e ser feliz.
Seja feliz, minha criança!!!”
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.Visitem Adir Vieira
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